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Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Wed, 21 Oct 2026 11:48:00 -0300
Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/pediatras-alertam-para-riscos-de-brinquedos-com-ia"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>Brinquedos que conversam com a criança, que são capazes de memorizar o que ela gosta e que até mesmo respondem com palavras de carinho e empatia fazem parte da realidade de boa parte das famílias no Brasil e no mundo e exigem olhar atento por parte de pais e responsáveis.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1706037&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1706037&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Diante do avanço da inteligência artificial (IA) e de sua aplicação em produtos lúdicos, a <strong>Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre como escolher e acompanhar os efeitos da aplicação desse tipo de tecnologia junto a crianças e adolescentes</strong>.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-10/docentes-usam-inteligencia-artificial-para-inovar-e-engajar-alunos">Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/rn-vai-abrigar-supercomputador-brasileiro-de-inteligencia-artificial">RN vai abrigar supercomputador brasileiro de Inteligência Artificial.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-10/pesquisa-mostra-que-82-sao-contra-criancas-de-ate-3-anos-com-celular">Pesquisa mostra que 82% são contra crianças de até 3 anos com celular.</a></li></ul>Em nota, a entidade destacou que o objetivo do alerta é reduzir os riscos de exposição indevida. Segundo o documento, sistemas de IA generativa, por exemplo, reconhecem voz e imagem, recordam informações, adaptam respostas e mantêm conversas que não são inteiramente pré-programadas.</p> <p>A SBP considera o tema urgente. </p> <blockquote> <p>“Em setembro de 2026, ganhou repercussão o anúncio do Muse Charm, dispositivo portátil da Meta comparado pela imprensa a um Tamagotchi com IA. Embora não seja um brinquedo para crianças, ele ilustra como agentes de IA passam a ocupar formas físicas, portáteis e personalizadas”, avaliou.</p> </blockquote> <h2>Emoções</h2> <p>O alerta chama a atenção para o fato de que a IA, apesar de usar linguagem afetiva ou empática, não é uma pessoa, e reforça que um brinquedo, uma vez conectado, pode ter microfone, câmera e acesso integral à internet, <strong>além de fazer coleta de dados e oferecer mecanismos de personalização e de engajamento</strong>.</p> <p>Segundo a SBP, uma revisão publicada na revista <em>Pediatrics</em> destaca o risco de crianças desenvolverem percepções equivocadas da IA como amiga ou cuidadora a partir do contato com esse tipo de brinquedo.</p> <p>O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por sua vez, alertou para os chamados <em>AI companions</em> [companheiros de IA, na tradução literal]: brinquedos ou produtos que estimulam conversas em relacionamentos ao serem usados por crianças e adolescentes.</p> <p><strong>“Apesar da aparência inofensiva, são sistemas de IA que podem obter informações e causar prejuízos à saúde e dependência ao produto”, destacou a entidade.</strong></p> <p>Para a SBP, a pergunta não deve ser apenas o que o brinquedo faz, mas também como funciona, quais informações coleta, para que esses dados são utilizados e se ele incorpora mecanismos adequados de proteção à criança e ao adolescente.</p> <h2>Recomendações</h2> <p>No alerta, a entidade recomenda cautela na oferta de brinquedos com IA, sobretudo os que utilizam IA generativa, mantêm conversas abertas, coletam dados pessoais e simulam amizade, cuidado ou apoio emocional.</p> <p><strong>“Quando essas funcionalidades não trazem benefício claro, ou quando o funcionamento e os mecanismos de proteção carecem de transparência, a orientação é priorizar produtos e brinquedos sem esses recursos”, alerta.</strong></p> <p>Outra preocupação dos pediatras é compreender os efeitos à saúde mental e comportamental de longo prazo dessas novas formas de interação, ainda não suficientemente mapeadas. </p> <p>“A incerteza científica não significa ausência de riscos e reforça a necessidade de proteção adequada à infância e à adolescência”, avalia.</p> <p>O alerta propõe perguntas-chave para as famílias refletirem antes de comprar um desses produtos:</p> <ul> <li>1. O que essa tecnologia acrescenta à brincadeira?</li> <li>2. A criança participa ativamente ou o brinquedo faz quase tudo por ela?</li> <li>3. Como o produto funciona (se usa IA generativa e se possui câmera, microfone ou conexão com a internet)?</li> <li>4. A indicação etária e a supervisão parental estão claras?</li> <li>5. O que acontece com os dados da criança e do adolescente?</li> <li>6. O uso do brinquedo com IA expõe a criança a ações de perfilamento, publicidade, compras ou assinaturas associadas?</li> <li>7. Como a interação é apresentada: o produto simula amizade, afeto, cuidado ou apoio emocional?</li> <li>8. A criança entenderá, conforme a idade, que está interagindo com uma IA e não com uma pessoa?</li> <li>9. Qual lugar essa experiência ocupa na rotina, em relação ao sono, ao movimento, à brincadeira livre, à leitura, ao contato com a natureza e à convivência familiar?</li> </ul> <p>A SBP destaca que informações essenciais devem estar acessíveis, incluindo se o produto possui câmera ou microfone; se precisa de internet; quais dados registra e para quê; onde são armazenados; se são compartilhados com terceiros; se é possível apagá-los; e quais recursos vêm ativados por padrão.</p> <p><strong>“Se não estiverem acessíveis, a recomendação é não comprar e optar por outro produto ou brinquedo.”</strong></p> <h2>Fabricantes</h2> <p>Outro ponto importante citado no documento é que fornecedores e empresas são obrigados a informar pais, responsáveis, crianças e adolescentes, independentemente da compra ter sido efetuada, sobre riscos e medidas de segurança, incluindo privacidade e proteção de dados.</p> <p>Diante de coleta de dados não informada, conteúdo inadequado, falhas de segurança ou dificuldade de exercer seus direitos, a SBP orienta que as famílias podem:</p> <ul> <li>pedir ao fornecedor informações, correção ou eliminação dos dados da criança;</li> <li>desistir, em até sete dias do recebimento de compras feitas fora de estabelecimento comercial;</li> <li>utilizar canais de notificação do fornecedor;</li> <li>reclamar no Procon, no consumidor.gov.br e na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).</li> </ul> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

Brinquedos que conversam com a criança, que são capazes de memorizar o que ela gosta e que até mesmo respondem com palavras de carinho e empatia fazem parte da realidade de boa parte das famílias no Brasil e no mundo e exigem olhar atento por parte de pais e responsáveis. Diante do avanço da inteligência artificial (IA) e de sua aplicação em produtos lúdicos, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre como escolher e acompanhar os efeitos da aplicação desse tipo de tecnologia junto a crianças e adolescentes. Notícias relacionadas:Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos.RN vai abrigar supercomputador brasileiro de Inteligência Artificial.Pesquisa mostra que 82% são contra crianças de até 3 anos com celular.Em nota, a entidade destacou que o objetivo do alerta é reduzir os riscos de exposição indevida. Segundo o documento, sistemas de IA generativa, por exemplo, reconhecem voz e imagem, recordam informações, adaptam respostas e mantêm conversas que não são inteiramente pré-programadas. A SBP considera o tema urgente. “Em setembro de 2026, ganhou repercussão o anúncio do Muse Charm, dispositivo portátil da Meta comparado pela imprensa a um Tamagotchi com IA. Embora não seja um brinquedo para crianças, ele ilustra como agentes de IA passam a ocupar formas físicas, portáteis e personalizadas”, avaliou. Emoções O alerta chama a atenção para o fato de que a IA, apesar de usar linguagem afetiva ou empática, não é uma pessoa, e reforça que um brinquedo, uma vez conectado, pode ter microfone, câmera e acesso integral à internet, além de fazer coleta de dados e oferecer mecanismos de personalização e de engajamento. Segundo a SBP, uma revisão publicada na revista Pediatrics destaca o risco de crianças desenvolverem percepções equivocadas da IA como amiga ou cuidadora a partir do contato com esse tipo de brinquedo. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por sua vez, alertou para os chamados AI companions [companheiros de IA, na tradução literal]: brinquedos ou produtos que estimulam conversas em relacionamentos ao serem usados por crianças e adolescentes. “Apesar da aparência inofensiva, são sistemas de IA que podem obter informações e causar prejuízos à saúde e dependência ao produto”, destacou a entidade. Para a SBP, a pergunta não deve ser apenas o que o brinquedo faz, mas também como funciona, quais informações coleta, para que esses dados são utilizados e se ele incorpora mecanismos adequados de proteção à criança e ao adolescente. Recomendações No alerta, a entidade recomenda cautela na oferta de brinquedos com IA, sobretudo os que utilizam IA generativa, mantêm conversas abertas, coletam dados pessoais e simulam amizade, cuidado ou apoio emocional. “Quando essas funcionalidades não trazem benefício claro, ou quando o funcionamento e os mecanismos de proteção carecem de transparência, a orientação é priorizar produtos e brinquedos sem esses recursos”, alerta. Outra preocupação dos pediatras é compreender os efeitos à saúde mental e comportamental de longo prazo dessas novas formas de interação, ainda não suficientemente mapeadas. “A incerteza científica não significa ausência de riscos e reforça a necessidade de proteção adequada à infância e à adolescência”, avalia. O alerta propõe perguntas-chave para as famílias refletirem antes de comprar um desses produtos: 1. O que essa tecnologia acrescenta à brincadeira? 2. A criança participa ativamente ou o brinquedo faz quase tudo por ela? 3. Como o produto funciona (se usa IA generativa e se possui câmera, microfone ou conexão com a internet)? 4. A indicação etária e a supervisão parental estão claras? 5. O que acontece com os dados da criança e do adolescente? 6. O uso do brinquedo com IA expõe a criança a ações de perfilamento, publicidade, compras ou assinaturas associadas? 7. Como a interação é apresentada: o produto simula amizade, afeto, cuidado ou apoio emocional? 8. A criança entenderá, conforme a idade, que está interagindo com uma IA e não com uma pessoa? 9. Qual lugar essa experiência ocupa na rotina, em relação ao sono, ao movimento, à brincadeira livre, à leitura, ao contato com a natureza e à convivência familiar? A SBP destaca que informações essenciais devem estar acessíveis, incluindo se o produto possui câmera ou microfone; se precisa de internet; quais dados registra e para quê; onde são armazenados; se são compartilhados com terceiros; se é possível apagá-los; e quais recursos vêm ativados por padrão. “Se não estiverem acessíveis, a recomendação é não comprar e optar por outro produto ou brinquedo.” Fabricantes Outro ponto importante citado no documento é que fornecedores e empresas são obrigados a informar pais, responsáveis, crianças e adolescentes, independentemente da compra ter sido efetuada, sobre riscos e medidas de segurança, incluindo privacidade e proteção de dados. Diante de coleta de dados não informada, conteúdo inadequado, falhas de segurança ou dificuldade de exercer seus direitos, a SBP orienta que as famílias podem: pedir ao fornecedor informações, correção ou eliminação dos dados da criança; desistir, em até sete dias do recebimento de compras feitas fora de estabelecimento comercial; utilizar canais de notificação do fornecedor; reclamar no Procon, no consumidor.gov.br e na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

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