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Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Mon, 10 Aug 2026 16:47:00 -0300
Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/banco-central-estuda-interligar-pix-com-sistemas-de-outros-paises"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>O Banco Central (BC) do Brasil estuda interligar o Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A autoridade monetária argumenta que a medida tem o potencial de diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1699249&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1699249&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <blockquote> <p>“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em <em>hubs</em> multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, diz o BC.</p> </blockquote> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/pix-amplia-participacao-nos-pagamentos-em-bares-e-restaurantes">Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-07/pix-pensao-alimenticia-entenda-o-que-e-e-como-solicitar">Pix Pensão Alimentícia: entenda o que é e como solicitar.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/fmi-elogia-pix-e-cobra-autonomia-financeira-do-banco-central">FMI elogia Pix e cobra autonomia financeira do Banco Central.</a></li></ul>A agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix foi divulgada, nesta segunda-feira (10), no <a href="https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2026.pdf" target="_blank">Relatório de Gestão do Pix 2023-2025</a>. O BC informou ainda que monitora os modelos de transações internacionais, com o uso do Pix, que vêm sendo implementadas por empresas nacionais e estrangeiras.</p> <p><strong>Outras inovações previstas pelo Banco Central para o Pix são a possibilidade de realizar transações por aproximação <em>offline</em>, sem internet, e o uso do Pix automático em substituição ao débito em conta.</strong></p> <div class="dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=162026:grande_6colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/5DFJtMs-wKebkB8H2ro-qWeJHMw=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/banco_central_economia_0413202012.jpg?itok=75f5By5E" alt="Edifício do Banco Central no Setor Bancário Norte" title="Marcello Casal JrAgência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/5DFJtMs-wKebkB8H2ro-qWeJHMw=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/banco_central_economia_0413202012.jpg?itok=75f5By5E" alt="Edifício do Banco Central no Setor Bancário Norte" title="Marcello Casal JrAgência Brasil"></noscript> <!-- END scald=162026 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta"><!--copyright=162026-->Banco Central divulgou agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix - <strong>Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil</strong><!--END copyright=162026--></div> </div></div> <h2>Pix crédito</h2> <p>Também vem sendo estudada pelo BC<strong> a integração do Pix ao mercado de crédito </strong>com objetivo de permitir a utilização dos “fluxos futuros de Pix” como garantias para financiamentos.</p> <p>“Como resultado esperado, a solução pode contribuir para a melhoria da qualidade das garantias e para a redução do custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso do Pix”, diz o documento.</p> <h2>Mensagens de texto via Pix</h2> <p>O Banco Central tem identificado o uso abusivo de mensagens nas transações de Pix para ofensas, ameaças ou intimidações “frequentemente associadas a transferências de valor irrisório”.</p> <p>Originalmente, as mensagens foram pensadas para registrar informações sobre as transações. <strong>Com o uso distorcido por parte dos usuários, o BC criou um grupo de trabalho para discutir alternativas para o campo das mensagens do Pix.</strong></p> <p>“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, destaca o documento.</p> <h2>Sistema antifraude</h2> <p>Além disso,<strong> a instituição monetária prevê oito medidas para aprimorar a segurança das transações via Pix. A chamada agenda de segurança conta, entre outras mudanças, com a previsão de criação de “critérios objetivos mínimos” para definição de transações suspeitas de fraude.</strong></p> <blockquote> <p>“Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição. Isso gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações que deveriam ter tratamento diferenciado, como transações de elevado valor durante horário não comercial, sejam autorizadas sem uma avaliação mais cuidadosa”, argumentou o BC.</p> </blockquote> <p>A agenda de segurança prevê ainda o desenvolvimento de um indicador de “probabilidade de fraude no Pix” a ser calculado pelo BC em tempo real para todas as transações.</p> <p>“Será construído com base em modelo de<em> machine learning</em> [de Inteligência Artificial] e deverá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem os seus sistemas antifraude”, diz o informe.</p> <p><strong>Outras mudanças consistem na padronização obrigatória dos “alertas de fraudes” já previstos por algumas instituições financeiras, assim como o aprimoramento do fluxo de informações para bloqueios cautelares de transações suspeitas</strong>.</p> <p>“A criação de um fluxo direto e automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a aumentar a assertividade na detecção de fraudes”, informa o BC.</p> <p>Também está prevista a “ampliação do rol de medidas cautelares”, como a restrição de cadastro de novas chaves Pix, para instituições que coloquem em risco o funcionamento do sistema de pagamentos.</p> <h2>Alvo dos EUA</h2> <p>O Pix entrou na mira do governo dos Estados Unidos (EUA), sendo uma das justificativas para o recente tarifaço de 25% contra parte dos produtos do país. A Casa Branca alega que o mecanismo é uma “prática desleal” do Brasil no mercado financeiro, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-07/brasil-rebate-eua-e-diz-que-tarifaco-prejudicaria-empresas-americanas" target="_blank">argumento que é refutado </a>pelo governo brasileiro.</p> <p>Especialista consultados pela <strong>Agência Brasil</strong> ponderam que ação do governo Donald Trump contra o Pix ocorre pelo fato de o modelo nacional <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/modelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil" target="_blank">desafiar o controle financeiro de Washington</a> sobre a infraestrutura de pagamentos eletrônicos do Brasil.</p> <p>Ao criar estruturas financeiras de pagamentos sem o controle dos EUA, o Brasil reduz a capacidade de a Casa Branca usar sanções financeiras, por exemplo, para pressionar o país a favor de políticas ou posições que sejam de interesse exclusivo dos norte-americanos.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

O Banco Central (BC) do Brasil estuda interligar o Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A autoridade monetária argumenta que a medida tem o potencial de diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais. “Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, diz o BC. Notícias relacionadas:Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes.Pix Pensão Alimentícia: entenda o que é e como solicitar.FMI elogia Pix e cobra autonomia financeira do Banco Central.A agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix foi divulgada, nesta segunda-feira (10), no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. O BC informou ainda que monitora os modelos de transações internacionais, com o uso do Pix, que vêm sendo implementadas por empresas nacionais e estrangeiras. Outras inovações previstas pelo Banco Central para o Pix são a possibilidade de realizar transações por aproximação offline, sem internet, e o uso do Pix automático em substituição ao débito em conta. Banco Central divulgou agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Pix crédito Também vem sendo estudada pelo BC a integração do Pix ao mercado de crédito com objetivo de permitir a utilização dos “fluxos futuros de Pix” como garantias para financiamentos. “Como resultado esperado, a solução pode contribuir para a melhoria da qualidade das garantias e para a redução do custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso do Pix”, diz o documento. Mensagens de texto via Pix O Banco Central tem identificado o uso abusivo de mensagens nas transações de Pix para ofensas, ameaças ou intimidações “frequentemente associadas a transferências de valor irrisório”. Originalmente, as mensagens foram pensadas para registrar informações sobre as transações. Com o uso distorcido por parte dos usuários, o BC criou um grupo de trabalho para discutir alternativas para o campo das mensagens do Pix. “Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, destaca o documento. Sistema antifraude Além disso, a instituição monetária prevê oito medidas para aprimorar a segurança das transações via Pix. A chamada agenda de segurança conta, entre outras mudanças, com a previsão de criação de “critérios objetivos mínimos” para definição de transações suspeitas de fraude. “Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição. Isso gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações que deveriam ter tratamento diferenciado, como transações de elevado valor durante horário não comercial, sejam autorizadas sem uma avaliação mais cuidadosa”, argumentou o BC. A agenda de segurança prevê ainda o desenvolvimento de um indicador de “probabilidade de fraude no Pix” a ser calculado pelo BC em tempo real para todas as transações. “Será construído com base em modelo de machine learning [de Inteligência Artificial] e deverá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem os seus sistemas antifraude”, diz o informe. Outras mudanças consistem na padronização obrigatória dos “alertas de fraudes” já previstos por algumas instituições financeiras, assim como o aprimoramento do fluxo de informações para bloqueios cautelares de transações suspeitas. “A criação de um fluxo direto e automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a aumentar a assertividade na detecção de fraudes”, informa o BC. Também está prevista a “ampliação do rol de medidas cautelares”, como a restrição de cadastro de novas chaves Pix, para instituições que coloquem em risco o funcionamento do sistema de pagamentos. Alvo dos EUA O Pix entrou na mira do governo dos Estados Unidos (EUA), sendo uma das justificativas para o recente tarifaço de 25% contra parte dos produtos do país. A Casa Branca alega que o mecanismo é uma “prática desleal” do Brasil no mercado financeiro, argumento que é refutado pelo governo brasileiro. Especialista consultados pela Agência Brasil ponderam que ação do governo Donald Trump contra o Pix ocorre pelo fato de o modelo nacional desafiar o controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura de pagamentos eletrônicos do Brasil. Ao criar estruturas financeiras de pagamentos sem o controle dos EUA, o Brasil reduz a capacidade de a Casa Branca usar sanções financeiras, por exemplo, para pressionar o país a favor de políticas ou posições que sejam de interesse exclusivo dos norte-americanos.

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