Campanha pede à Fifa Copa do Mundo sem publicidade de refrigerante
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2026-07/campanha-pede-fifa-copa-do-mundo-sem-publicidade-de-refrigerante"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>A Copa do Mundo termina no próximo domingo (19) e, se depender de ativistas, será a última com patrocínio de fabricante de bebida açucarada. É isso que pede a<a href="https://www.instagram.com/tiremorefrigerantedecampo/" target="_blank"> campanha Tirem o Refrigerante de Campo</a>.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1696665&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1696665&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>A iniciativa pressiona a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a rever os contratos de patrocínio. A Coca-Cola é uma das marcas que patrocinam a instituição e, consequentemente, as competições esportivas organizadas pela entidade máxima do futebol mundial.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/caze-tv-expoe-uma-lacuna-nas-regras-da-publicidade-de-bets-no-pais">Cazé TV expõe lacuna nas regras da publicidade de bets no país.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/paixao-pelo-futebol-expoe-populacao-publicidade-de-bets-alerta-idec">Paixão pelo futebol expõe população à publicidade de bets, alerta Idec.</a></li></ul><strong>O motivo que impulsionou a campanha é a preocupação com a saúde, por causa da ligação entre bebidas açucaradas, como o refrigerante, e condições como obesidade, diabetes e outras doenças.</strong></p> <p><strong>Mais de 100 organizações da sociedade civil de vários países fazem parte da campanha, principalmente nas áreas de saúde, meio ambiente e direitos da infância</strong>. Oito delas são brasileiras, entre elas o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), o Instituto Desiderata e a Aliança pela Alimentação Saudável.</p> <p>De acordo com a campanha, <strong>para cada aumento de 250 mililitros (ml) na ingestão diária de bebidas adoçadas, o risco de obesidade cresce 12%; o de diabetes tipo 2 sobe 19%; e o de mortalidade por causas cardiovasculares fica 13% mais alto. Já o risco de mortalidade por todas as causas aumenta 5%.</strong></p> <blockquote> <p>“Para a maioria das crianças e adolescentes, um refrigerante de 355 ml já ultrapassa a quantidade diária recomendada de calorias provenientes de açúcares livres”, sustenta.</p> </blockquote> <h2>Carta à Fifa</h2> <p>Até a tarde desta terça-feira (14),<strong> cerca de 720 mil pessoas tinham apoiado a inciativa, segundo o<em> site</em> da campanha</strong>.</p> <p>As entidades enviaram uma <a href="https://cdn.prod.website-files.com/6a03c75108044e77f00de1fb/6a15880596e92d9a27307e1c_2026%2004%2023_FIFA%20Letter_PT%20(1)%20(2).pdf" target="_blank">carta aberta</a> ao presidente da Fifa, o suíço-italiano Giovanni Infantino.</p> <p>No comunicado, <strong>manifestam preocupação com o que chamam de prática de <em>sportswashing</em>. Em tradução livre, o conceito remete à ideia de “maquiagem esportiva”, que seria o ato de uma marca de refrigerante associar o produto a esportes e bem-estar.</strong></p> <blockquote> <p>“Durante o torneio de 2026, até 6 bilhões de torcedores – muitos deles crianças – verão campanhas publicitárias que associam as maiores estrelas do futebol a bebidas açucaradas ligadas à obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à alimentação”, aponta a carta.</p> </blockquote> <p>“Isso é <em>sportswashing</em>: usar o poder do futebol para normalizar produtos prejudiciais à saúde. O futebol merece mais. Os torcedores merecem mais”, completa.</p> <p>A diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, aponta que <strong>a publicidade de marcas de refrigerante pode causar consequências profundas em crianças e adolescentes.</strong></p> <p>“A gente sabe que se trata de uma estratégia de <em>marketing</em> muito eficiente para fidelizar esses públicos desde cedo, podendo moldar um comportamento de consumo alimentar que não é saudável e vai gerar impacto na saúde a curto, médio e longo prazos.”</p> <p>A campanha lembra que a indústria do tabaco já enfrentou pressão semelhante e deixou de ser aceita como patrocinadora de eventos esportivos.</p> <p>Na passagem das décadas de 1990 e 2000, a Fórmula 1, por exemplo, passou a deixar de lado o protagonismo que companhias de tabaco tinham entre os patrocinadores.</p> <p>A <strong>Agência Brasil</strong> pediu comentários à Fifa, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.</p> <h2>Publicidade de bets</h2> <p>A publicidade de bebidas açucaradas não é a única polêmica envolvendo propaganda na Copa do Mundo. A proliferação de anúncios das <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/caze-tv-expoe-uma-lacuna-nas-regras-da-publicidade-de-bets-no-pais" target="_blank">plataformas digitais de aposta, as chamadas bets</a>, também atraiu a crítica de parte da sociedade civil e de autoridades.</p> <p>No Brasil, no último dia 10, portarias ministeriais <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/Novas-regras-proibem-publicidade-de-bets-com-promessa-de-ganho-f%C3%A1cil" target="_blank">determinaram uma série de restrições</a> para esse tipo de publicidade.</p> <p>Entre eles, alertas, como as frases: “Apostar pode causar dependência", “Apostar faz você perder dinheiro" e “Aposta não é investimento".</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
A Copa do Mundo termina no próximo domingo (19) e, se depender de ativistas, será a última com patrocínio de fabricante de bebida açucarada. É isso que pede a campanha Tirem o Refrigerante de Campo. A iniciativa pressiona a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a rever os contratos de patrocínio. A Coca-Cola é uma das marcas que patrocinam a instituição e, consequentemente, as competições esportivas organizadas pela entidade máxima do futebol mundial. Notícias relacionadas:Cazé TV expõe lacuna nas regras da publicidade de bets no país.Paixão pelo futebol expõe população à publicidade de bets, alerta Idec.O motivo que impulsionou a campanha é a preocupação com a saúde, por causa da ligação entre bebidas açucaradas, como o refrigerante, e condições como obesidade, diabetes e outras doenças. Mais de 100 organizações da sociedade civil de vários países fazem parte da campanha, principalmente nas áreas de saúde, meio ambiente e direitos da infância. Oito delas são brasileiras, entre elas o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), o Instituto Desiderata e a Aliança pela Alimentação Saudável. De acordo com a campanha, para cada aumento de 250 mililitros (ml) na ingestão diária de bebidas adoçadas, o risco de obesidade cresce 12%; o de diabetes tipo 2 sobe 19%; e o de mortalidade por causas cardiovasculares fica 13% mais alto. Já o risco de mortalidade por todas as causas aumenta 5%. “Para a maioria das crianças e adolescentes, um refrigerante de 355 ml já ultrapassa a quantidade diária recomendada de calorias provenientes de açúcares livres”, sustenta. Carta à Fifa Até a tarde desta terça-feira (14), cerca de 720 mil pessoas tinham apoiado a inciativa, segundo o site da campanha. As entidades enviaram uma carta aberta ao presidente da Fifa, o suíço-italiano Giovanni Infantino. No comunicado, manifestam preocupação com o que chamam de prática de sportswashing. Em tradução livre, o conceito remete à ideia de “maquiagem esportiva”, que seria o ato de uma marca de refrigerante associar o produto a esportes e bem-estar. “Durante o torneio de 2026, até 6 bilhões de torcedores – muitos deles crianças – verão campanhas publicitárias que associam as maiores estrelas do futebol a bebidas açucaradas ligadas à obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à alimentação”, aponta a carta. “Isso é sportswashing: usar o poder do futebol para normalizar produtos prejudiciais à saúde. O futebol merece mais. Os torcedores merecem mais”, completa. A diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, aponta que a publicidade de marcas de refrigerante pode causar consequências profundas em crianças e adolescentes. “A gente sabe que se trata de uma estratégia de marketing muito eficiente para fidelizar esses públicos desde cedo, podendo moldar um comportamento de consumo alimentar que não é saudável e vai gerar impacto na saúde a curto, médio e longo prazos.” A campanha lembra que a indústria do tabaco já enfrentou pressão semelhante e deixou de ser aceita como patrocinadora de eventos esportivos. Na passagem das décadas de 1990 e 2000, a Fórmula 1, por exemplo, passou a deixar de lado o protagonismo que companhias de tabaco tinham entre os patrocinadores. A Agência Brasil pediu comentários à Fifa, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem. Publicidade de bets A publicidade de bebidas açucaradas não é a única polêmica envolvendo propaganda na Copa do Mundo. A proliferação de anúncios das plataformas digitais de aposta, as chamadas bets, também atraiu a crítica de parte da sociedade civil e de autoridades. No Brasil, no último dia 10, portarias ministeriais determinaram uma série de restrições para esse tipo de publicidade. Entre eles, alertas, como as frases: “Apostar pode causar dependência", “Apostar faz você perder dinheiro" e “Aposta não é investimento".
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