Curated News Summary

Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Thu, 29 Oct 2026 18:00:00 -0300
Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/divida-publica-sobe-097-em-setembro-e-encosta-em-r-94-trilhoes"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707245&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707245&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. </p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/divida-publica-fica-em-829-do-pib-e-deficit-soma-r-55-bilhoes">Dívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhões.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/perdao-das-dividas-de-meis-e-medida-fiscal-necessaria-diz-ministro">Perdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministro.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/tesouro-direto-bate-recorde-em-agosto-com-r-15-bi-em-investimentos">Tesouro Direto bate recorde em agosto com R$ 15 bi em investimentos.</a></li></ul>De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026" target="_blank">encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões</a>.</p> <p><strong>A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro.</strong> </p> <p>No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.</p> <p>Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.</p> <p>No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. <strong>Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões</strong>, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia.</p> <p>A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões.</p> <h2>Colchão</h2> <p>Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro.</p> <p>Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais.</p> <p>Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro:</p> <ul> <li>    Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%;</li> <li>    Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%;</li> <li>    Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%;</li> <li>    Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%.</li> </ul> <p>Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos</p> <ul> <li>    Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%;</li> <li>    Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%;</li> <li>    Títulos prefixados: 20% a 24%;</li> <li>    Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.</li> </ul> <p>Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.</p> <p>Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.</p> <h2>Prazo</h2> <p>O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.</p> <p>A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:</p> <ul> <li>    Instituições financeiras: 31,33% do estoque;</li> <li>    Fundos de pensão: 22,41%;</li> <li>    Fundos de investimentos: 22,93%;</li> <li>    Não-residentes (estrangeiros): 9,58%</li> <li>    Demais grupos: 13,76%.</li> </ul> <p>Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. <strong>Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.</strong></p> <p>Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%. Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. Notícias relacionadas:Dívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhões.Perdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministro.Tesouro Direto bate recorde em agosto com R$ 15 bi em investimentos.De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões. Colchão Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro. Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais. Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro: Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%; Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%; Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%; Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%. Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%; Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%; Títulos prefixados: 20% a 24%; Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%. Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo. Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa. Prazo O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos. A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte: Instituições financeiras: 31,33% do estoque; Fundos de pensão: 22,41%; Fundos de investimentos: 22,93%; Não-residentes (estrangeiros): 9,58% Demais grupos: 13,76%. Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil. Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Read the full story on agenciabrasil.ebc.com.br →

Curation & Context

This page summarizes a public news report from agenciabrasil.ebc.com.br. Global News Hub provides the "Why This Matters" takeaway using editorial insights and AI curation to give readers rapid, high-value context before they click through to read the full article.