Economia da Argentina recua 1,7% em agosto sob risco de recessão
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/economia-da-argentina-recua-17-em-agosto-sob-risco-de-recessao"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>A economia da Argentina registrou uma queda de -1,74% em agosto deste ano, se comparado com o mesmo mês de 2025. O resultado leva especialistas a apontarem um risco de recessão no país vizinho. </strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1706189&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1706189&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Em relação a julho deste ano, a atividade econômica da 2ª maior economia da América do Sul cresceu 0,1%.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/milei-lanca-plano-para-demitir-21-mil-servidores-na-argentina">Milei lança plano para demitir 21 mil servidores na Argentina .</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/manifestacao-contra-milei-termina-em-confrontos-na-argentina">Manifestação contra Milei termina em confrontos na Argentina.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/ajuste-de-milei-reduz-numero-de-novos-aposentados-em-53-na-argentina">Ajuste de Milei reduz número de novos aposentados em 53% na Argentina.</a></li></ul><strong>Este é o segundo mês consecutivo que os números apresentam retração. Em julho de 2026, houve uma queda de -2,8% em relação a julho de 2025 e redução de -1,5% em relação a junho.</strong></p> <p>Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e Censos (<a href="https://www.indec.gob.ar/uploads/informesdeprensa/emae_10_263A9DC1ED2B.pdf" target="_blank">Indec</a>) da Argentina, instituição oficial responsável por medir os indicadores sociais e econômicos do país. </p> <p>No acumulado de 2026 terminado em agosto, a economia argentina cresceu 1,2%, ante um crescimento de 1,7% registrado no acumulado do ano terminado em julho.</p> <p>A economista Clara Brenck, professora adjunta no Departamento de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explicou à<strong> Agência Brasil</strong> que a <strong>Argentina pode estar entrando em uma recessão econômica. </strong></p> <blockquote> <p>“O desemprego também aumentou muito, o que também é indício disso [recessão]. Acho que o cenário é preocupante da Argentina. Talvez a única coisa boa que se pode tirar disso é a redução da inflação, que eles conseguiram, mas também muito dependente da variação do dólar”, comentou.</p> </blockquote> <h2>Recessão técnica</h2> <p>As atividades que mais contribuíram para derrubar a economia argentina em agosto deste ano foram, principalmente, o setor de pesca (-15,7%); intermediação financeira (-3,8%); comércio atacadista, varejista e reparações (-3,5%), indústria manufatureira (-3,2%); transportes e comunicações (-2,9%); e construção (-2,5%).</p> <p>Por outro lado, contribuíram para elevar a economia da Argentina os setores de mineração e petróleo (+11,1); eletricidade, gás e água (+4,3); e hotéis e restaurantes (+3,1%).</p> <p>A professora Clara Brenck, que também é pesquisadora do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades<!--TgQPHd|||[]--> da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (Made/USP), disse que são os setores de petróleo, gás e mineração o que tem “segurado que essa recessão não fosse pior”.</p> <blockquote> <p>“Porém, são setores que dependem muito do mercado externo, de preços internacionais. O que está crescendo são coisas que não dependem da economia doméstica, basicamente. Por isso, não acho que dá para comemorar esse resultado”, disse.</p> </blockquote> <p>Clara cita as quedas dos setores industriais e comerciais como preocupantes por empregarem mais trabalhadores. Ela avalia que as políticas de corte de gastos do presidente Javier Milei contribuíram para esse cenário.</p> <blockquote> <p>“Os cortes de imposto que o Milei fez com a promessa de que isso iria gerar investimento e aumentar a atividade econômica no setor privado, a gente não está observando isso”, concluiu.</p> </blockquote> <p>Para especialista, o dado mais positivo foi o crescimento do setor hoteleiro “no sentido de segurar a queda do desemprego, mas, claro, é um setor também que tem um peso muito pequeno comparado com os outros”.</p> <h2>Governo Milei</h2> <p>O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, destacou o crescimento de 0,1% em agosto se comparado com julho. “Com essa dinâmica, o indicador tendência-ciclo se posicionou 6,6% acima do nível de dezembro de 2023”, explicou em uma rede social.</p> <p>Medido pelo Indec, o indicador tendência-ciclo, que busca isolar as tendências sazonais, registrou 0% em agosto.</p> <p>Caputo acrescentou ainda os dados das exportações agroindustriais de setembro, que teriam alcançado um máximo histórico do mês.</p> <p>“Nos primeiros 9 meses do ano, as exportações da agroindústria somaram US$ 43.206 milhões de dólares, crescendo 13% em relação ao mesmo período de 2025 e registrando também um recorde histórico em volume”, comemorou o ministro.</p> <p>*texto ampliado às 14h04</p> <p> </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
A economia da Argentina registrou uma queda de -1,74% em agosto deste ano, se comparado com o mesmo mês de 2025. O resultado leva especialistas a apontarem um risco de recessão no país vizinho. Em relação a julho deste ano, a atividade econômica da 2ª maior economia da América do Sul cresceu 0,1%. Notícias relacionadas:Milei lança plano para demitir 21 mil servidores na Argentina .Manifestação contra Milei termina em confrontos na Argentina.Ajuste de Milei reduz número de novos aposentados em 53% na Argentina.Este é o segundo mês consecutivo que os números apresentam retração. Em julho de 2026, houve uma queda de -2,8% em relação a julho de 2025 e redução de -1,5% em relação a junho. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina, instituição oficial responsável por medir os indicadores sociais e econômicos do país. No acumulado de 2026 terminado em agosto, a economia argentina cresceu 1,2%, ante um crescimento de 1,7% registrado no acumulado do ano terminado em julho. A economista Clara Brenck, professora adjunta no Departamento de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explicou à Agência Brasil que a Argentina pode estar entrando em uma recessão econômica. “O desemprego também aumentou muito, o que também é indício disso [recessão]. Acho que o cenário é preocupante da Argentina. Talvez a única coisa boa que se pode tirar disso é a redução da inflação, que eles conseguiram, mas também muito dependente da variação do dólar”, comentou. Recessão técnica As atividades que mais contribuíram para derrubar a economia argentina em agosto deste ano foram, principalmente, o setor de pesca (-15,7%); intermediação financeira (-3,8%); comércio atacadista, varejista e reparações (-3,5%), indústria manufatureira (-3,2%); transportes e comunicações (-2,9%); e construção (-2,5%). Por outro lado, contribuíram para elevar a economia da Argentina os setores de mineração e petróleo (+11,1); eletricidade, gás e água (+4,3); e hotéis e restaurantes (+3,1%). A professora Clara Brenck, que também é pesquisadora do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (Made/USP), disse que são os setores de petróleo, gás e mineração o que tem “segurado que essa recessão não fosse pior”. “Porém, são setores que dependem muito do mercado externo, de preços internacionais. O que está crescendo são coisas que não dependem da economia doméstica, basicamente. Por isso, não acho que dá para comemorar esse resultado”, disse. Clara cita as quedas dos setores industriais e comerciais como preocupantes por empregarem mais trabalhadores. Ela avalia que as políticas de corte de gastos do presidente Javier Milei contribuíram para esse cenário. “Os cortes de imposto que o Milei fez com a promessa de que isso iria gerar investimento e aumentar a atividade econômica no setor privado, a gente não está observando isso”, concluiu. Para especialista, o dado mais positivo foi o crescimento do setor hoteleiro “no sentido de segurar a queda do desemprego, mas, claro, é um setor também que tem um peso muito pequeno comparado com os outros”. Governo Milei O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, destacou o crescimento de 0,1% em agosto se comparado com julho. “Com essa dinâmica, o indicador tendência-ciclo se posicionou 6,6% acima do nível de dezembro de 2023”, explicou em uma rede social. Medido pelo Indec, o indicador tendência-ciclo, que busca isolar as tendências sazonais, registrou 0% em agosto. Caputo acrescentou ainda os dados das exportações agroindustriais de setembro, que teriam alcançado um máximo histórico do mês. “Nos primeiros 9 meses do ano, as exportações da agroindústria somaram US$ 43.206 milhões de dólares, crescendo 13% em relação ao mesmo período de 2025 e registrando também um recorde histórico em volume”, comemorou o ministro. *texto ampliado às 14h04
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