Curated News Summary

Governo francês anuncia proibição de protestos considerados ilegítimos

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Thu, 22 Oct 2026 08:32:00 -0300
Governo francês anuncia proibição de protestos considerados ilegítimos

Why This Matters

France's decision to ban "illegitimate" protests marks a significant escalation in the government's response to ongoing social unrest and property damage, raising critical questions about civil liberties. This controversial move underscores President Macron's firm resolve to reassert state control and counter what he describes as threats to the Republic amid deepening political polarization.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) a proibição, nos próximos dias, de ações de protesto avaliadas como “ilegítimas”. O anúncio foi feito após reunião com representantes dos serviços de informações e ministros. Para as manifestações organizadas por estruturas como os sindicatos vão ser definidos trajetos alternativos. O objetivo, segundo o governo, é proteger os estabelecimentos comerciais. Notícias relacionadas:Tensões voltam a crescer; França contabiliza custos de protestos.França: estudantes prometem continuar luta após primeira vitória.França quer impor toques de recolher após fim de semana com tumultos.Em breve declaração, à qual dedicou pouco de mais de três minutos, o chefe de Estado francês citou grupos de extrema-esquerda “sediciosos” (indivíduos que incitam atos de rebelião), que as autoridades acreditam estar na base dos desacatos, roubos e furtos ocorridos no último sábado (17) em diferentes cidades do país. Macron classificou os grupos de “ultraesquerda de extrema periculosidade”, acusando-os de pretender “derrubar a República”. “Tivemos, simultaneamente, atos políticos e até sediciosos, conduzidos por grupos organizados de ultraesquerda que visam derrubar a República”, acusou o presidente francês, após reunião, no Palácio do Eliseu, com todos os serviços de informações. A menos de 48 horas de nova mobilização na França, o governo procura atenuar a pressão acentuada pelo cenário de confrontos urbanos de 17 de outubro. “Firmeza” é a palavra mais ouvida nos corredores do poder em Paris. Nos últimos dias, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, apelou aos partidos para que escolham “entre a violência e a República”, isolando nas críticas o partido de extrema-esquerda A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon. Lecornu convocou os partidos, prometendo “transparência” sobre as “dificuldades encontradas” na resposta aos acontecimentos de sábado. Diante do balanço sobre roubos, furtos e estragos em cerca de 3 mil lojas, no último fim de semana, os comerciantes temem o que possa acontecer no sábado. “A preocupação é máxima”, resumiu Pierre Bosche, presidente da Confederação dos Comerciantes da França, em declarações à agência France-Presse. "A mão não deve tremer" As autoridades prometem dispositivo policial em larga escala para o próximo sábado, com recurso a veículos blindados e a várias unidades de elite. Nas palavras de Macron, “a mão não deve tremer no topo do Estado”. O recolher obrigatório voltou a ser imposto na noite dessa quarta-feira (21) em diferentes cidades, já tendo sido detidas pelo menos 174 pessoas. *É proibida a reprodução deste conteúdo.

Read the full story on agenciabrasil.ebc.com.br →

Curation & Context

This page summarizes a public news report from agenciabrasil.ebc.com.br. Global News Hub provides the "Why This Matters" takeaway using editorial insights and AI curation to give readers rapid, high-value context before they click through to read the full article.