Curated News Summary

Pesquisadores encontram plantas consideradas extintas há 30 anos

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Sun, 16 Aug 2026 15:17:00 -0300
Pesquisadores encontram plantas consideradas extintas há 30 anos

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/pesquisadores-encontram-plantas-consideradas-extintas-ha-30-anos"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>Algumas espécies de plantas raras e consideradas extintas da natureza há mais de 30 anos foram encontradas recentemente por um grupo de pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1699722&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1699722&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>As <strong>descobertas ocorreram em áreas protegidas e mantidas pela Vale e fazem parte do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas do Quadrilátero Ferrífero</strong>, desenvolvido por universidades, instituições de pesquisa e a Vale dentro da Rede Propagar.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/pesquisa-de-polipilula-para-prevencao-do-avc-busca-85-mil-voluntarios">Pesquisa de polipílula para prevenção do AVC busca 8,5 mil voluntários.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/cientistas-cassados-pelo-ai-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-fiocruz">Cientistas cassados pelo AI-5 viram pesquisadores eméritos da Fiocruz.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/aberta-chamada-publica-para-pesquisas-sobre-endometriose">Aberta chamada pública para pesquisas sobre endometriose .</a></li></ul>“Esse projeto envolve ir a campo nos locais onde essas plantas ocorrem e procurar por essas plantas na natureza. Algumas plantas que a gente tinha na nossa lista de espécies-alvo não eram vistas há mais de 100 anos e eram consideradas potencialmente extintas”, explicou Laís Zeferino, doutora em biologia vegetal e pesquisadora associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).</p> <p>“Mas fazendo esse trabalho de ir procurar por essas plantas, a gente acabou encontrando-as na natureza e redescobrindo-as novamente”, acrescentou a pesquisadora.</p> <p><strong>Entre esses achados, estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, popularmente conhecidas por “sempre-vivas” ou “chuveirinho”, espécies típicas das paisagens das serras de Minas Gerais e que são conhecidas por suas flores que mantêm a aparência mesmo depois de secas.</strong> </p> <p>“Essas plantas são específicas do Quadrilátero Ferrífero, onde a gente tem aquela vegetação em um solo ferruginoso, que é aquela terra bem vermelha, que só tem aqui em Minas Gerais”, explicou Laís.</p> <p>Segundo Patrícia Favoreto Renci, engenheira agrônoma e gerente de propagação da Rede Propagar, essas plantas são endêmicas, ou seja, só ocorrem nessa região, e têm grande importância para a biodiversidade. </p> <p><strong>“São plantas que conseguem sobreviver em condições de temperatura e de estresse relacionado a estresse hídrico e estresse térmico, condições a que outras plantas não conseguiriam sobreviver”, disse.</strong> </p> <p>“Elas são importantes para a preservação desses ecossistemas e também poderiam ser utilizadas na genética, na biotecnologia, na farmacologia e na preservação desses ambientes”, acrescentou.</p> <h2>Plantas</h2> <p><strong>A Paepalanthus magalhaesii, que parece um minúsculo pompom espalhado entre as rochas, cresce rente ao chão e só ocorre na região do Quadrilátero Ferrífero.</strong> </p> <p>Por décadas se acreditou que ela poderia ter desaparecido da natureza, mas recentemente os pesquisadores conseguiram encontrá-la em áreas protegidas denominadas como Capanema, Capivari I, Capivari II e Cata Branca, entre as cidades de Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto.</p> <p><strong>A Coracoralina amoena, que também só existe nessa região, é uma das plantas mais raras, vivendo apenas em um ambiente muito especial, em áreas de rochas</strong>, onde o solo é fino, o sol é intenso e a água é escassa durante boa parte do ano. </p> <p>Essa espécie chegou a ser apontada na literatura científica como uma planta possivelmente desaparecida da natureza.</p> <p>Para Laís, essas descobertas ajudam a comprovar que o Brasil é um dos países mais diversos do mundo. </p> <p>“E isso mostra que a gente ainda tem muito para conhecer sobre a nossa biodiversidade e que ainda não encontramos tudo e não vimos tudo”, disse, acrescentando que novos registros ainda poderão ser encontrados pelos pesquisadores. </p> <p>“Acredito que trabalhos como esses vão trazer outros registros que a gente ainda não conhece, não só de espécies que já eram conhecidas e que estavam há muito tempo sem serem vistas, mas também de espécies que a gente ainda não tem conhecimento, espécies que a gente considera como novas”.</p> <h2>Laboratório</h2> <p><strong>Todo o material coletado pelos pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero foi enviado para laboratórios que integram a Rede Propagar.</strong></p> <p>Segundo Ana Cristina Amoroso, engenheira ambiental e especialista em campo rupestre da Vale, depois da coleta as amostras são encaminhadas para sequenciamento genético e também passarão a ser trabalhadas para serem reproduzidas e reinseridas na natureza. </p> <p>Além disso, disse Ana Cristina, alguns exemplares dessas plantas também serão utilizados para identificação, ficando depositados em uma coleção de referência para que sejam feitos novos estudos sobre a espécie.</p> <p>“A ideia é a gente desenvolver métodos de propagar essas plantas, já que a maioria delas tem pouquíssimo conhecimento gerado. Há grandes lacunas de informação [sobre essas espécies] e, a partir daí, será iniciada uma série de estudos que vão desde a parte genômica até a produção de mudas, para a gente trabalhar a sua reintrodução no futuro”, disse à <strong>Agência Brasil</strong>.</p> <p><strong>Essa multiplicação, avalia a especialista da Vale, pode inclusive ajudar na conservação daquele ecossistema.</strong> </p> <p>“Com a reintrodução dessa planta [na natureza], que praticamente estava em um caminho de cada vez maior ameaça e raridade, você pode ampliar a sua ocorrência e distribuição. E isso tem todo um significado para a cadeia ecológica”, explicou. </p> <p>“Nosso maior desafio dentro desse processo todo é fazer a recuperação dessas áreas, tentando recriar esses ambientes para que essas plantas se desenvolvam”, disse.</p> <p>De acordo com Patricia, a principal proposta do projeto é “a conservação do ecossistema e da biodiversidade desse local, principalmente em se tratando de um alto índice de mais de 30% de espécies que só ocorrem lá”.</p> <p>“Isso tem uma riqueza difícil de mensurar por elas serem endêmicas. Então, a preservação dessas plantas é crucial para a integridade ecológica dessa região, principalmente diante das pressões que ocorrem por atividades antropogênicas [provocadas por atividade humana] e também com relação às mudanças climáticas, que estão cada vez mais expressivas”, afirmou Patrícia.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

Algumas espécies de plantas raras e consideradas extintas da natureza há mais de 30 anos foram encontradas recentemente por um grupo de pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. As descobertas ocorreram em áreas protegidas e mantidas pela Vale e fazem parte do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas do Quadrilátero Ferrífero, desenvolvido por universidades, instituições de pesquisa e a Vale dentro da Rede Propagar. Notícias relacionadas:Pesquisa de polipílula para prevenção do AVC busca 8,5 mil voluntários.Cientistas cassados pelo AI-5 viram pesquisadores eméritos da Fiocruz.Aberta chamada pública para pesquisas sobre endometriose .“Esse projeto envolve ir a campo nos locais onde essas plantas ocorrem e procurar por essas plantas na natureza. Algumas plantas que a gente tinha na nossa lista de espécies-alvo não eram vistas há mais de 100 anos e eram consideradas potencialmente extintas”, explicou Laís Zeferino, doutora em biologia vegetal e pesquisadora associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Mas fazendo esse trabalho de ir procurar por essas plantas, a gente acabou encontrando-as na natureza e redescobrindo-as novamente”, acrescentou a pesquisadora. Entre esses achados, estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, popularmente conhecidas por “sempre-vivas” ou “chuveirinho”, espécies típicas das paisagens das serras de Minas Gerais e que são conhecidas por suas flores que mantêm a aparência mesmo depois de secas. “Essas plantas são específicas do Quadrilátero Ferrífero, onde a gente tem aquela vegetação em um solo ferruginoso, que é aquela terra bem vermelha, que só tem aqui em Minas Gerais”, explicou Laís. Segundo Patrícia Favoreto Renci, engenheira agrônoma e gerente de propagação da Rede Propagar, essas plantas são endêmicas, ou seja, só ocorrem nessa região, e têm grande importância para a biodiversidade. “São plantas que conseguem sobreviver em condições de temperatura e de estresse relacionado a estresse hídrico e estresse térmico, condições a que outras plantas não conseguiriam sobreviver”, disse. “Elas são importantes para a preservação desses ecossistemas e também poderiam ser utilizadas na genética, na biotecnologia, na farmacologia e na preservação desses ambientes”, acrescentou. Plantas A Paepalanthus magalhaesii, que parece um minúsculo pompom espalhado entre as rochas, cresce rente ao chão e só ocorre na região do Quadrilátero Ferrífero. Por décadas se acreditou que ela poderia ter desaparecido da natureza, mas recentemente os pesquisadores conseguiram encontrá-la em áreas protegidas denominadas como Capanema, Capivari I, Capivari II e Cata Branca, entre as cidades de Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto. A Coracoralina amoena, que também só existe nessa região, é uma das plantas mais raras, vivendo apenas em um ambiente muito especial, em áreas de rochas, onde o solo é fino, o sol é intenso e a água é escassa durante boa parte do ano. Essa espécie chegou a ser apontada na literatura científica como uma planta possivelmente desaparecida da natureza. Para Laís, essas descobertas ajudam a comprovar que o Brasil é um dos países mais diversos do mundo. “E isso mostra que a gente ainda tem muito para conhecer sobre a nossa biodiversidade e que ainda não encontramos tudo e não vimos tudo”, disse, acrescentando que novos registros ainda poderão ser encontrados pelos pesquisadores. “Acredito que trabalhos como esses vão trazer outros registros que a gente ainda não conhece, não só de espécies que já eram conhecidas e que estavam há muito tempo sem serem vistas, mas também de espécies que a gente ainda não tem conhecimento, espécies que a gente considera como novas”. Laboratório Todo o material coletado pelos pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero foi enviado para laboratórios que integram a Rede Propagar. Segundo Ana Cristina Amoroso, engenheira ambiental e especialista em campo rupestre da Vale, depois da coleta as amostras são encaminhadas para sequenciamento genético e também passarão a ser trabalhadas para serem reproduzidas e reinseridas na natureza. Além disso, disse Ana Cristina, alguns exemplares dessas plantas também serão utilizados para identificação, ficando depositados em uma coleção de referência para que sejam feitos novos estudos sobre a espécie. “A ideia é a gente desenvolver métodos de propagar essas plantas, já que a maioria delas tem pouquíssimo conhecimento gerado. Há grandes lacunas de informação [sobre essas espécies] e, a partir daí, será iniciada uma série de estudos que vão desde a parte genômica até a produção de mudas, para a gente trabalhar a sua reintrodução no futuro”, disse à Agência Brasil. Essa multiplicação, avalia a especialista da Vale, pode inclusive ajudar na conservação daquele ecossistema. “Com a reintrodução dessa planta [na natureza], que praticamente estava em um caminho de cada vez maior ameaça e raridade, você pode ampliar a sua ocorrência e distribuição. E isso tem todo um significado para a cadeia ecológica”, explicou. “Nosso maior desafio dentro desse processo todo é fazer a recuperação dessas áreas, tentando recriar esses ambientes para que essas plantas se desenvolvam”, disse. De acordo com Patricia, a principal proposta do projeto é “a conservação do ecossistema e da biodiversidade desse local, principalmente em se tratando de um alto índice de mais de 30% de espécies que só ocorrem lá”. “Isso tem uma riqueza difícil de mensurar por elas serem endêmicas. Então, a preservação dessas plantas é crucial para a integridade ecológica dessa região, principalmente diante das pressões que ocorrem por atividades antropogênicas [provocadas por atividade humana] e também com relação às mudanças climáticas, que estão cada vez mais expressivas”, afirmou Patrícia.

Read the full story on agenciabrasil.ebc.com.br →

Curation & Context

This page summarizes a public news report from agenciabrasil.ebc.com.br. Global News Hub provides the "Why This Matters" takeaway using editorial insights and AI curation to give readers rapid, high-value context before they click through to read the full article.