Encantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memória
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2026-07/encantou-mas-nao-levou-franca-de-2026-reivindica-lugar-na-memoria"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo é a chance de um prêmio de consolação pela glória que ficou pelo caminho. Para a França, que mede forças com a Inglaterra às 18h (horário e Brasília) deste sábado (18), em Miami (Estados Unidos), pode representar a última pincelada numa obra que fascinou, mas não alcançou o patamar esperado. Tida como a equipe favorita ao título pelo que fez antes e durante o Mundial de 2026 - antes da semifinal com a Espanha - , a seleção francesa, em caso de vitória, pode sacramentar uma vaga no seleto grupo de times que marcaram uma edição de Copa mesmo sem conquistá-la. <img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1696980&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1696980&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>No momento, a França tem o segundo melhor ataque da competição, com 16 gols em sete partidas. A Argentina marcou 19, mas jogou duas prorrogações, ou seja, 60 minutos a mais. O craque francês Kylian Mbappé ainda divide a artilharia desta edição com Lionel Messi, com oito gols cada um. Além da artilharia desta e de todas as Copas (Messi tem 21 e Mbappé tem 20 gols em Mundiais, respectivamente), o camisa 10 francês ainda luta para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2026-07/no-ex-bairro-de-yamal-final-da-copa-contra-messi-e-motivo-de-orgulho">No ex-bairro de Yamal, final da Copa contra Messi é motivo de orgulho.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2026-07/dezenove-anos-apos-banho-messi-reencontra-yamal-em-final-historica">Dezenove anos após "banho", Messi reencontra Yamal em final histórica.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2026-07/fumaca-de-incendios-florestais-encobre-estadio-da-final-da-copa">Fumaça de incêndios florestais encobre estádio da final da Copa.</a></li></ul>Nas estatísticas da Fifa, a França foi a equipe que mais finalizou (120 vezes, mesmo total da Espanha) e a que mais teve finalizações certeiras (50), ou seja, foi a que mais colocou os goleiros adversários para trabalharem. Até a semifinal, era o único time a vencer todos os seis jogos que disputou sem precisar de prorrogação em nenhum deles.</p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=468749:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/ODqah_zWfdouzrOrUZt040uKdkA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/09/mbappe_frannca_2_x_0_egito_copa_2026.jpg?itok=2MTd-FyD" alt="Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - France v Morocco - Boston Stadium, Foxborough, Massachusetts, U.S. - July 9, 2026 France's Kylian Mbappe celebrates scoring their first goal IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Ii" title="Reuters/David Butler Li/proibida reprodução"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/ODqah_zWfdouzrOrUZt040uKdkA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/09/mbappe_frannca_2_x_0_egito_copa_2026.jpg?itok=2MTd-FyD" alt="Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - France v Morocco - Boston Stadium, Foxborough, Massachusetts, U.S. - July 9, 2026 France's Kylian Mbappe celebrates scoring their first goal IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Ii" title="Reuters/David Butler Li/proibida reprodução"></noscript> <!-- END scald=468749 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta">O craque francês Kylian Mbappé divide a artilharia desta edição com Lionel Messi, com oito gols cada um, e sonha luta para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial - <strong>Reuters/David Butler Li/proibida reprodução</strong><!--END copyright=468749--></div> </div></div> <p>Cultuada como uma seleção com uma geração de talentos inigualáveis nos últimos três ciclos, a equipe comandada por Didier Deschamps tem no setor ofensivo uma combinação explosiva: Mbappé é considerado o melhor do time, Ousmane Dembélé amadureceu a ponto de ter sido escolhido o melhor jogador do mundo em 2025 - conquistou o prêmio Bola de Ouro e o The Best da Fifa - e Michael Olise surgiu, de forma arrebatadora, para ser um maestro, desde a sua estreia na França, há menos de dois anos.</p> <p>Durante a Copa, o trio produziu diversos momentos memoráveis. Mbappé fez belos gols contra Senegal e Iraque, unindo quantidade e qualidade. Dembélé, ele próprio autor de cinco gols, fez um hat-trick (três gols em uma partida) contra a Noruega. Olise não marcou, mas anotou cinco assistências, um número superado apenas por Pelé em 1970. Ele esteve perto de marcar dois golaços, um de cobertura contra o Iraque e um de meia-bicicleta contra a Suécia, mas em ambos os lances acabou acertando uma das traves.</p> <p>A curiosidade é que, nesta sequência de Copas com a França em evidência, a edição de 2026 terá o pior o resultado entre as três. Depois de duas finais, com um título e um vice, o atual time pode alcançar, no máximo, o terceiro lugar.</p> <h2>Hungria, Holanda e Brasil também já brilharam</h2> <p>O conceito de seleção que encantou durante uma Copa mas não venceu foi praticamente criado pela Hungria de 1954. Naquela Copa, liderada pelo lendário Ferenc Puskás, que hoje batiza o prêmio de gol mais bonito do ano da FIFA, a seleção húngara atropelou os adversários rumo à final. Um deles, inclusive, foi o Brasil, derrotado por 4 a 2 nas quartas de final da edição disputada na Suíça.</p> <p>Na decisão, os húngaros acabaram derrotados pela mesma Alemanha Ocidental que humilharam na fase inicial. O primeiro duelo, disputado contra os reservas alemães, terminou com vitória por 8 a 3. Na final, a Hungria abriu 2 a 0 e sofreu a virada para terminar como vice com a derrota por 3 a 2. Até hoje, aquela seleção húngara, com incríveis 27 gols marcados em apenas cinco partidas, é o melhor ataque da história das Copas em uma mesma edição. A Argentina, melhor ataque da edição atual e que terá um inédito oitavo jogo à disposição na busca pelo troféu, terá que marcar oito gols na final contra a Espanha para igualar a performance da Hungria em 1954.</p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=469296:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/Jadzs93gdTna09EvWOWScjW4QeI=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/17/copa_1982_zico_e_junior.jpg?itok=wsx0sf-v" alt="Copa do Mundo 1982, Zico , Júnior, seleção brasileira" title="imago sportfotodienst"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/Jadzs93gdTna09EvWOWScjW4QeI=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/17/copa_1982_zico_e_junior.jpg?itok=wsx0sf-v" alt="Copa do Mundo 1982, Zico , Júnior, seleção brasileira" title="imago sportfotodienst"></noscript> <!-- END scald=469296 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta"><!--copyright=469296-->Comandada pelo técnico Telê Santana, o escrete canarinho com Zico, Júnior (ambos na foto), Sócrates e Falcão, entre outros, faz parte do seleto grupo de seleções que encantaram o mundo, mas não levantaram a taça - <strong>imago sportfotodienst</strong><!--END copyright=469296--></div> </div></div> <p>Vinte anos depois daquela exibição, uma outra seleção europeia ganhou corações mas não o troféu. A Holanda teve sua geração de ouro, forjada principalmente pelo técnico Rinus Michels e o Ajax do início da década. O craque vestia a 14: Johan Cruijff comandou um time que, além de jogar bonito e marcar muitos gols (foram 15 naquela Copa), tinha um estilo diferente de jogar, que recebeu a alcunha de Laranja Mecânica, por funcionar perfeitamente em um esquema sem posições fixas em campo. Uma vitória por 2 a 0 contra o Brasil, que defendia o título, levou a Holanda à final contra os donos da casa da Alemanha Ocidental. Na decisão, após sair na frente, a equipe levou a virada e ficou com o segundo lugar. O país voltaria a ser vice-campeão na edição seguinte, novamente contra a seleção dona da casa, no caso a Argentina, mas já sem encantar tanto e sem Cruijff.</p> <p>Em 1982, coube ao Brasil o papel de encher os olhos do público. O famoso time de Telê Santana proporcionava espetáculos e foi superando adversário por adversário, marcando gols em profusão, sendo algumas obras-primas. Depois de fazer 3 a 1 na Argentina de Maradona, que era a atual campeã, a seleção brasileira só precisava de um empate contra a Itália para avançar às semifinais. Mas uma dolorosa derrota por 3 a 2, com três gols do carrasco Paolo Rossi, representou o fim da linha para a equipe e uma frustração para uma legião de fãs que foram conquistados pelo time que tinha Falcão, Zico, Sócrates e Júnior, entre outros nomes. Mesmo fazendo dois jogos a menos que as equipes que avançaram, o Brasil ainda terminou aquela Copa com o melhor ataque, com 15 gols marcados em cinco partidas.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo é a chance de um prêmio de consolação pela glória que ficou pelo caminho. Para a França, que mede forças com a Inglaterra às 18h (horário e Brasília) deste sábado (18), em Miami (Estados Unidos), pode representar a última pincelada numa obra que fascinou, mas não alcançou o patamar esperado. Tida como a equipe favorita ao título pelo que fez antes e durante o Mundial de 2026 - antes da semifinal com a Espanha - , a seleção francesa, em caso de vitória, pode sacramentar uma vaga no seleto grupo de times que marcaram uma edição de Copa mesmo sem conquistá-la. No momento, a França tem o segundo melhor ataque da competição, com 16 gols em sete partidas. A Argentina marcou 19, mas jogou duas prorrogações, ou seja, 60 minutos a mais. O craque francês Kylian Mbappé ainda divide a artilharia desta edição com Lionel Messi, com oito gols cada um. Além da artilharia desta e de todas as Copas (Messi tem 21 e Mbappé tem 20 gols em Mundiais, respectivamente), o camisa 10 francês ainda luta para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial. Notícias relacionadas:No ex-bairro de Yamal, final da Copa contra Messi é motivo de orgulho.Dezenove anos após "banho", Messi reencontra Yamal em final histórica.Fumaça de incêndios florestais encobre estádio da final da Copa.Nas estatísticas da Fifa, a França foi a equipe que mais finalizou (120 vezes, mesmo total da Espanha) e a que mais teve finalizações certeiras (50), ou seja, foi a que mais colocou os goleiros adversários para trabalharem. Até a semifinal, era o único time a vencer todos os seis jogos que disputou sem precisar de prorrogação em nenhum deles. O craque francês Kylian Mbappé divide a artilharia desta edição com Lionel Messi, com oito gols cada um, e sonha luta para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial - Reuters/David Butler Li/proibida reprodução Cultuada como uma seleção com uma geração de talentos inigualáveis nos últimos três ciclos, a equipe comandada por Didier Deschamps tem no setor ofensivo uma combinação explosiva: Mbappé é considerado o melhor do time, Ousmane Dembélé amadureceu a ponto de ter sido escolhido o melhor jogador do mundo em 2025 - conquistou o prêmio Bola de Ouro e o The Best da Fifa - e Michael Olise surgiu, de forma arrebatadora, para ser um maestro, desde a sua estreia na França, há menos de dois anos. Durante a Copa, o trio produziu diversos momentos memoráveis. Mbappé fez belos gols contra Senegal e Iraque, unindo quantidade e qualidade. Dembélé, ele próprio autor de cinco gols, fez um hat-trick (três gols em uma partida) contra a Noruega. Olise não marcou, mas anotou cinco assistências, um número superado apenas por Pelé em 1970. Ele esteve perto de marcar dois golaços, um de cobertura contra o Iraque e um de meia-bicicleta contra a Suécia, mas em ambos os lances acabou acertando uma das traves. A curiosidade é que, nesta sequência de Copas com a França em evidência, a edição de 2026 terá o pior o resultado entre as três. Depois de duas finais, com um título e um vice, o atual time pode alcançar, no máximo, o terceiro lugar. Hungria, Holanda e Brasil também já brilharam O conceito de seleção que encantou durante uma Copa mas não venceu foi praticamente criado pela Hungria de 1954. Naquela Copa, liderada pelo lendário Ferenc Puskás, que hoje batiza o prêmio de gol mais bonito do ano da FIFA, a seleção húngara atropelou os adversários rumo à final. Um deles, inclusive, foi o Brasil, derrotado por 4 a 2 nas quartas de final da edição disputada na Suíça. Na decisão, os húngaros acabaram derrotados pela mesma Alemanha Ocidental que humilharam na fase inicial. O primeiro duelo, disputado contra os reservas alemães, terminou com vitória por 8 a 3. Na final, a Hungria abriu 2 a 0 e sofreu a virada para terminar como vice com a derrota por 3 a 2. Até hoje, aquela seleção húngara, com incríveis 27 gols marcados em apenas cinco partidas, é o melhor ataque da história das Copas em uma mesma edição. A Argentina, melhor ataque da edição atual e que terá um inédito oitavo jogo à disposição na busca pelo troféu, terá que marcar oito gols na final contra a Espanha para igualar a performance da Hungria em 1954. Comandada pelo técnico Telê Santana, o escrete canarinho com Zico, Júnior (ambos na foto), Sócrates e Falcão, entre outros, faz parte do seleto grupo de seleções que encantaram o mundo, mas não levantaram a taça - imago sportfotodienst Vinte anos depois daquela exibição, uma outra seleção europeia ganhou corações mas não o troféu. A Holanda teve sua geração de ouro, forjada principalmente pelo técnico Rinus Michels e o Ajax do início da década. O craque vestia a 14: Johan Cruijff comandou um time que, além de jogar bonito e marcar muitos gols (foram 15 naquela Copa), tinha um estilo diferente de jogar, que recebeu a alcunha de Laranja Mecânica, por funcionar perfeitamente em um esquema sem posições fixas em campo. Uma vitória por 2 a 0 contra o Brasil, que defendia o título, levou a Holanda à final contra os donos da casa da Alemanha Ocidental. Na decisão, após sair na frente, a equipe levou a virada e ficou com o segundo lugar. O país voltaria a ser vice-campeão na edição seguinte, novamente contra a seleção dona da casa, no caso a Argentina, mas já sem encantar tanto e sem Cruijff. Em 1982, coube ao Brasil o papel de encher os olhos do público. O famoso time de Telê Santana proporcionava espetáculos e foi superando adversário por adversário, marcando gols em profusão, sendo algumas obras-primas. Depois de fazer 3 a 1 na Argentina de Maradona, que era a atual campeã, a seleção brasileira só precisava de um empate contra a Itália para avançar às semifinais. Mas uma dolorosa derrota por 3 a 2, com três gols do carrasco Paolo Rossi, representou o fim da linha para a equipe e uma frustração para uma legião de fãs que foram conquistados pelo time que tinha Falcão, Zico, Sócrates e Júnior, entre outros nomes. Mesmo fazendo dois jogos a menos que as equipes que avançaram, o Brasil ainda terminou aquela Copa com o melhor ataque, com 15 gols marcados em cinco partidas.
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