Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/risco-de-disseminacao-do-ebola-pelo-mundo-e-baixo-diz-tedros-adhanom"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que <strong>é baixo o risco de disseminação do vírus ebola da Repúlica Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo</strong>. <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-07/surto-de-ebola-no-congo-ainda-esta-em-fase-de-expansao-afirma-oms" target="_blank">Um surto da doença assola o país africano há alguns meses</a>.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1697689&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1697689&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Mais de 3 mil casos da doença foram confirmados desde maio deste ano, quando o atual surto de ebola foi declarado. Cerca de 1,4 mil pessoas morreram. A maioria das vítimas foi observada na RDC, mas a doença também se espalhou para a vizinha Uganda.</p> <blockquote> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-07/congo-e-uganda-numero-de-mortes-em-surto-de-ebola-ultrapassa-mil">Congo e Uganda: número de mortes em surto de ebola ultrapassa mil.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-07/surto-de-ebola-no-congo-ainda-esta-em-fase-de-expansao-afirma-oms">Surto de Ebola no Congo ainda está em “fase de expansão”, afirma OMS.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/incidencia-de-vsr-em-criancas-de-ate-2-anos-esta-em-queda-diz-fiocruz">Incidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz Fiocruz.</a></li></ul>“O risco para o resto do mundo ainda é baixo. Como o ebola é transmitido por contato intenso e não pelo ar, como a covid, não esperamos que se transforme em uma pandemia, pela própria natureza [do vírus]”, disse Ghebreyesus, em visita ao Rio de Janeiro.</p> </blockquote> <p>Ele lembra que, desde que o ebola foi descoberto, há 50 anos, houve apenas 30 casos fora das regiões de surto da doença, na África. O diretor da OMS ressalta, no entanto, que <strong>o risco para os países da região é alto, destacando o fato de a doença ter chegado a Uganda</strong>.</p> <p>“Estamos tentando conter [o surto] na RDC, mas a situação ainda é preocupante. O governo [congolês] está tentando o seu melhor. Os parceiros estão ajudando, mas precisamos fazer ainda mais”, afirmou. “Uganda está lidando com isso [a doença] e está com ela sob controle”.</p> <p>Segundo ele, a resposta à doença está sendo dificultada pelo fato de a região focal do surto, no leste congolês, estar sofrendo com conflitos armados.</p> <p>“Então, a resposta ao ebola é muito difícil. Além disso, por causa do conflito armado, há o deslocamento e milhões de pessoas estão em acampamentos”.</p> <h2>Doutor Honoris Causa</h2> <p><strong>Tedros Adhanom Ghebreyesus foi homenageado nesta segunda-feira, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com um título de doutor honoris causa da instituição</strong>. </p> <p>“A Fiocruz é um líder em equidade sanitária e um líder na cooperação Sul-Sul. E também um farol de esperança não apenas para a América Latina, em termos de pesquisa e excelência científicas, como para o resto do mundo”, disse.</p> <p> </p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=470016:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/SHgSyZ-2qvW4-Jq_Cw86jbtJ-tc=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/27/toms3110.jpg?itok=SZEGyhD6" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2026 – O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira entrega o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom durante cerimônia na sede da instituição, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/SHgSyZ-2qvW4-Jq_Cw86jbtJ-tc=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/27/toms3110.jpg?itok=SZEGyhD6" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2026 – O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira entrega o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom durante cerimônia na sede da instituição, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"></noscript> <!-- END scald=470016 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta">O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira, entrega o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom durante cerimônia na sede da instituição, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: <strong>Tomaz Silva/Agência Brasil</strong><!--END copyright=470016--></h6> </div></div> <p>Tedros foi eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017 e se tornou o primeiro africano a comandar a principal autoridade sanitária do planeta. Durante sua gestão, a OMS coordenou esforços internacionais de enfrentamento à pandemia de covid-19.</p> <p>Nascido na Eritreia, ele é bacharel em biologia pela Universidade de Asmara, em seu país natal, mestre em imunologia e doenças infecciosas pela Universidade de Londres e PHD em saúde comunitária pela Universidade de Nottingham, também no Reino Unido.</p> <p>De volta ao continente africano, ele foi ministro da saúde da Etiópia, entre 2005 e 2012, quando colaborou com a fundação de um sistema de saúde com cobertura universal. Entre 2012 e 2016, ocupou o Ministério de Relações Exteriores etíope.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que é baixo o risco de disseminação do vírus ebola da Repúlica Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo. Um surto da doença assola o país africano há alguns meses. Mais de 3 mil casos da doença foram confirmados desde maio deste ano, quando o atual surto de ebola foi declarado. Cerca de 1,4 mil pessoas morreram. A maioria das vítimas foi observada na RDC, mas a doença também se espalhou para a vizinha Uganda. Notícias relacionadas:Congo e Uganda: número de mortes em surto de ebola ultrapassa mil.Surto de Ebola no Congo ainda está em “fase de expansão”, afirma OMS.Incidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz Fiocruz.“O risco para o resto do mundo ainda é baixo. Como o ebola é transmitido por contato intenso e não pelo ar, como a covid, não esperamos que se transforme em uma pandemia, pela própria natureza [do vírus]”, disse Ghebreyesus, em visita ao Rio de Janeiro. Ele lembra que, desde que o ebola foi descoberto, há 50 anos, houve apenas 30 casos fora das regiões de surto da doença, na África. O diretor da OMS ressalta, no entanto, que o risco para os países da região é alto, destacando o fato de a doença ter chegado a Uganda. “Estamos tentando conter [o surto] na RDC, mas a situação ainda é preocupante. O governo [congolês] está tentando o seu melhor. Os parceiros estão ajudando, mas precisamos fazer ainda mais”, afirmou. “Uganda está lidando com isso [a doença] e está com ela sob controle”. Segundo ele, a resposta à doença está sendo dificultada pelo fato de a região focal do surto, no leste congolês, estar sofrendo com conflitos armados. “Então, a resposta ao ebola é muito difícil. Além disso, por causa do conflito armado, há o deslocamento e milhões de pessoas estão em acampamentos”. Doutor Honoris Causa Tedros Adhanom Ghebreyesus foi homenageado nesta segunda-feira, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com um título de doutor honoris causa da instituição. “A Fiocruz é um líder em equidade sanitária e um líder na cooperação Sul-Sul. E também um farol de esperança não apenas para a América Latina, em termos de pesquisa e excelência científicas, como para o resto do mundo”, disse. O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira, entrega o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom durante cerimônia na sede da instituição, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Tedros foi eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017 e se tornou o primeiro africano a comandar a principal autoridade sanitária do planeta. Durante sua gestão, a OMS coordenou esforços internacionais de enfrentamento à pandemia de covid-19. Nascido na Eritreia, ele é bacharel em biologia pela Universidade de Asmara, em seu país natal, mestre em imunologia e doenças infecciosas pela Universidade de Londres e PHD em saúde comunitária pela Universidade de Nottingham, também no Reino Unido. De volta ao continente africano, ele foi ministro da saúde da Etiópia, entre 2005 e 2012, quando colaborou com a fundação de um sistema de saúde com cobertura universal. Entre 2012 e 2016, ocupou o Ministério de Relações Exteriores etíope.
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