Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-11/saudades-emocionam-visitantes-do-campo-da-esperanca-em-brasilia"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho. <img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707494&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707494&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.</p> <blockquote> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/finados-lei-amplia-olhar-e-sensibilidade-para-vontades-antes-da-morte">Finados: lei amplia olhar e sensibilidade para vontades antes da morte.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-10/zumbi-finados-e-proclamacao-confira-feriados-nacionais-de-novembro">Zumbi, Finados e Proclamação: confira feriados nacionais de novembro.</a></li></ul>“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou. </p> </blockquote> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=478634:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/5nKEyfqb2kTyYTA1UEBoI-QqO-c=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/11/02/pzzb9189.jpg?itok=Va7CbJNH" alt="Brasília (DF) 02/11/2026 Amigos e familiares lotam o cemitério Campo da Esperança para prestar homenagens e dedicar orações aos entes queridos enterrados no local. A aposentada Neuza Maria fala com a Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/5nKEyfqb2kTyYTA1UEBoI-QqO-c=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/11/02/pzzb9189.jpg?itok=Va7CbJNH" alt="Brasília (DF) 02/11/2026 Amigos e familiares lotam o cemitério Campo da Esperança para prestar homenagens e dedicar orações aos entes queridos enterrados no local. A aposentada Neuza Maria fala com a Agência Brasil. 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Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.</p> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=478641:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/UNyWad7Njl8yH5oWaIXmdKBW2ZQ=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/11/02/pzzb9232.jpg?itok=sMqkNLkc" alt="Brasília (DF) 02/11/2026 Amigos e familiares lotam o cemitério Campo da Esperança para prestar homenagens e dedicar orações aos entes queridos enterrados no local. A pensionista Ana Maria Soares, acompanhada dos filhos Priscila e Marcelo Soares, fala com a Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/UNyWad7Njl8yH5oWaIXmdKBW2ZQ=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/11/02/pzzb9232.jpg?itok=sMqkNLkc" alt="Brasília (DF) 02/11/2026 Amigos e familiares lotam o cemitério Campo da Esperança para prestar homenagens e dedicar orações aos entes queridos enterrados no local. A pensionista Ana Maria Soares, acompanhada dos filhos Priscila e Marcelo Soares, fala com a Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"></noscript> <!-- END scald=478641 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta"> Ana Maria Soares, acompanhada dos filhos Priscila e Marcelo Soares - <strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</strong><!--END copyright=478641--></div> </div></div> <p>Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.</p> <blockquote> <p>“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou. </p> </blockquote> <h2> </h2> <h2> </h2> <h2>Tradição secular</h2> <p><strong>A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. </strong>A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos. </p> <p><strong>Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais. </strong></p> <p>A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho. Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia. Notícias relacionadas:Finados: lei amplia olhar e sensibilidade para vontades antes da morte.Zumbi, Finados e Proclamação: confira feriados nacionais de novembro.“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou. A aposentada Neuza Maria visita o Campo da Esperança - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando. “Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse. Ana Maria Soares, acompanhada dos filhos Priscila e Marcelo Soares - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu. “Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou. Tradição secular A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos. Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais. A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
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