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Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Sun, 23 Aug 2026 12:32:00 -0300
Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/povos-katxuyana-e-kahyana-contam-retomada-de-territorio-pela-arte"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>A história de retomada dos territórios pelos povos indígenas Katxuyana e Kahyana estará em exposição a partir do dia 25 deste mês no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A mostra <em>Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros</em> reúne fotografias, relatos e artefatos produzidos pelos povos desde 1960.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1700289&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1700289&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>São memórias e patrimônios dispersados pelo tempo quando parte dos indígenas foram separados e isolados após serem impedidos de permanecer em seu território tradicional.</p> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=472335:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/8VCbsGltPNTiAynQRrZgJ4rPM80=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/21/txamatxama_estara_no_centro_da_exposicao_foto_woltaire_masaki_mpeg.jpg?itok=_ZMywBzF" alt="Brasília (DF), 21/08/2026 - Txamatxama estará no centro da exposição. Foto: Woltaire Masaki/Divulgação" title="Woltaire Masaki/Divulgação"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/8VCbsGltPNTiAynQRrZgJ4rPM80=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/21/txamatxama_estara_no_centro_da_exposicao_foto_woltaire_masaki_mpeg.jpg?itok=_ZMywBzF" alt="Brasília (DF), 21/08/2026 - Txamatxama estará no centro da exposição. Foto: Woltaire Masaki/Divulgação" title="Woltaire Masaki/Divulgação"></noscript> <!-- END scald=472335 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta">Txamatxama estará no centro da exposição. <strong>Woltaire Masaki/Divulgação</strong><!--END copyright=472335--></h6> </div></div> <blockquote> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/exposicao-em-sp-reune-fotos-de-movimentos-feministas-do-brasil">Exposição em SP reúne fotos de movimentos feministas do Brasil.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/festivais-literarios-se-firmam-como-espacos-de-encontro-e-visibilidade">Eventos literários se firmam como espaços de encontro e visibilidade.</a></li></ul>“É uma oportunidade de compartilhar nossas histórias de resistência e resiliência diante de um processo marcado pela violência e pela tentativa de apagamento de nossa existência”, diz Angela Kaxuyana, liderança indígena da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana (Aikatuk).</p> </blockquote> <p>Os Katxuyana e Kahyana, junto com outros 16 povos, alguns isolados, sempre habitaram a região localizada no oeste do Pará, divisa com o Amazonas. <strong>Na década de 1960, foram removidos de seus territórios pelo regime militar em processos de colonização da Amazônia.</strong></p> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=472333:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/m5uU753E1O9WfJmx4PkJSoT9QU0=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/21/angela_kaxuyana_preparando_detalhes_da_exposicao_foto_woltaire_masaki_mpeg.jpeg?itok=vUojhysz" alt="Brasília (DF), 21/08/2026 - Angela Kaxuyana preparando detalhes da exposição Foto: Woltaire Masaki/Divulgação" title="Woltaire Masaki/Divulgação"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/m5uU753E1O9WfJmx4PkJSoT9QU0=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/21/angela_kaxuyana_preparando_detalhes_da_exposicao_foto_woltaire_masaki_mpeg.jpeg?itok=vUojhysz" alt="Brasília (DF), 21/08/2026 - Angela Kaxuyana preparando detalhes da exposição Foto: Woltaire Masaki/Divulgação" title="Woltaire Masaki/Divulgação"></noscript> <!-- END scald=472333 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta"><!--copyright=472333-->Museu Goeldi recebe exposição sobre as retomadas dos povos indígenas Katxuyana e Kahyana, por Woltaire Masaki/Divulgação<!--END copyright=472333--></h6> </div></div> <p>Sem nunca perder a conexão com o lugar de pertencimento, os povos resistiram até em 2008, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) inicia o processo de demarcação da Terra Indígena Kaxuyana‑Tunayana, um território de 2 milhões de hectares que abrange os municípios de Faro e Oriximiná (PA) e Nhamundá (AM).</p> <p><strong>O processo foi finalizado somente em 2025, quando um <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/d12720.htm" target="_blank">decreto</a> reconheceu a homologação, última etapa do processo de devolução do território aos indígenas.</strong></p> <h2>Curadoria</h2> <p>A manutenção dos vínculos com a terra, os rios, os antepassados e seus modos de existir até o momento da retomada dos territórios, também estão presentes nas obras escolhidas por uma curadoria compartilhada com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e o Museu Paraense Emílio Goeldi.</p> <blockquote> <p>“Na exposição, teremos peças dos Katxuyanas e dos Kahyanas, que são contemporâneas, que eles fazem e utilizam atualmente, e vamos ter peças que pertencem à Coleção Etnográfica do Museu Goeldi, coletadas pelo pesquisador Protásio Frikel na década de 1960”, detalha Lúcia van Velthem, museóloga e pesquisadora do Museu Emílio Goeldi.</p> </blockquote> <p>Um dos elementos de destaque da exposição é o txamatxama, um artefato plumário usado para diplomacia entre povos e comunicação com outros seres vivos. É considerado de grande importância cosmológica e sociopolítica pelos povos Katxuyana e Kahyana.</p> <p><strong>A exposição fica aberta até o dia 30 de abril de 2027, de quarta a domingo, de 9h às 16 h, no Centro de Exposições Eduardo Galvão, localizado dentro do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.</strong></p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

A história de retomada dos territórios pelos povos indígenas Katxuyana e Kahyana estará em exposição a partir do dia 25 deste mês no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A mostra Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros reúne fotografias, relatos e artefatos produzidos pelos povos desde 1960. São memórias e patrimônios dispersados pelo tempo quando parte dos indígenas foram separados e isolados após serem impedidos de permanecer em seu território tradicional. Txamatxama estará no centro da exposição. Woltaire Masaki/Divulgação Notícias relacionadas:Exposição em SP reúne fotos de movimentos feministas do Brasil.Eventos literários se firmam como espaços de encontro e visibilidade.“É uma oportunidade de compartilhar nossas histórias de resistência e resiliência diante de um processo marcado pela violência e pela tentativa de apagamento de nossa existência”, diz Angela Kaxuyana, liderança indígena da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana (Aikatuk). Os Katxuyana e Kahyana, junto com outros 16 povos, alguns isolados, sempre habitaram a região localizada no oeste do Pará, divisa com o Amazonas. Na década de 1960, foram removidos de seus territórios pelo regime militar em processos de colonização da Amazônia. Museu Goeldi recebe exposição sobre as retomadas dos povos indígenas Katxuyana e Kahyana, por Woltaire Masaki/Divulgação Sem nunca perder a conexão com o lugar de pertencimento, os povos resistiram até em 2008, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) inicia o processo de demarcação da Terra Indígena Kaxuyana‑Tunayana, um território de 2 milhões de hectares que abrange os municípios de Faro e Oriximiná (PA) e Nhamundá (AM). O processo foi finalizado somente em 2025, quando um decreto reconheceu a homologação, última etapa do processo de devolução do território aos indígenas. Curadoria A manutenção dos vínculos com a terra, os rios, os antepassados e seus modos de existir até o momento da retomada dos territórios, também estão presentes nas obras escolhidas por uma curadoria compartilhada com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e o Museu Paraense Emílio Goeldi. “Na exposição, teremos peças dos Katxuyanas e dos Kahyanas, que são contemporâneas, que eles fazem e utilizam atualmente, e vamos ter peças que pertencem à Coleção Etnográfica do Museu Goeldi, coletadas pelo pesquisador Protásio Frikel na década de 1960”, detalha Lúcia van Velthem, museóloga e pesquisadora do Museu Emílio Goeldi. Um dos elementos de destaque da exposição é o txamatxama, um artefato plumário usado para diplomacia entre povos e comunicação com outros seres vivos. É considerado de grande importância cosmológica e sociopolítica pelos povos Katxuyana e Kahyana. A exposição fica aberta até o dia 30 de abril de 2027, de quarta a domingo, de 9h às 16 h, no Centro de Exposições Eduardo Galvão, localizado dentro do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.

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