Governo Trump usa desmatamento para impor taxas ao Brasil
Why This Matters
Key context: <p>As justificativas dos Estados Unidos para taxar o Brasil em 25% sobre os produtos exportados incluem a acusação de que o Brasil permite o desmatamento. <strong>Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, as análises do governo de Donald Trump são totalmente infundadas. </strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1697071&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1697071&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <blockquote> <p>“O governo Trump está usando a questão ambiental para impor barreiras comerciais que servem apenas como uma desculpa. O governo Trump virou as costas para a questão ambiental no mundo inteiro. Saiu do Acordo de Paris”, disse Astrini.</p> </blockquote> <p><strong>Segundo o pesquisador, os Estados Unidos estão levando vantagens comerciais por não aplicarem nenhuma medida de proteção ambiental como a redução da emissão de carbono. </strong>Existem dezenas de outros países que desmatam e esse argumento não está sendo usado para nenhum outro país para impor taxas sobre os produtos.</p> <blockquote> <p>“É uma medida puramente política, não tem nada a ver com a questão ambiental. É apenas uma desculpa para impor uma barreira tarifária ao país”, afirmou Astrini.</p> </blockquote> <p><strong>Ele destaca as ações feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como fundamentais para a redução do desmatamento no país.</strong> O Ibama recebeu aportes financeiros do Fundo Amazônia o que foi importante para intensificar a fiscalização.</p> <p><strong>Segundo estudo do MapBiomas, o desmatamento no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em 2025.</strong></p> <p>“O Brasil atingiu em 2025 um marco no monitoramento do desmatamento: pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. De acordo com o RAD2025 (Relatório Anual do Desmatamento no Brasil) foram desmatados 984.794 hectares no país, uma redução de 20,6% em relação a 2024”, dizem os pesquisadores.</p> <p>O MapBiomas é iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas.</p> <p><strong>Amazônia e Cerrado juntos responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país em 2025. </strong>O Cerrado permanece como o bioma com a maior área desmatada, com 540.614 hectares, concentrando sozinho 54,9% do desmatamento do país, apesar da queda de 16,9% em relação a 2024. <strong>Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, uma redução de 23,5% frente ao ano anterior.</strong></p> <p>O <strong>Pantanal registrou a maior redução proporcional entre todos os biomas: queda de 48,4% na área desmatada em relação a 2024, somando 12.260 hectares perdidos no ano.</strong></p> <p>De acordo com o MapBiomas, o desmatamento associado à expansão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos. Esse vetor de pressão responde por 99% da vegetação nativa perdida no Brasil em 2025. No último ano, 99% da área desmatada associada ao garimpo estava concentrada na Amazônia, com maior incidência no Pará.</p> <p>Já os desmatamentos relacionados a empreendimentos de energia renovável estiveram quase que totalmente concentrados na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada associada a esse vetor.</p> <p>Os desmatamentos associados à expansão urbana apresentaram aumento de 7% em relação a 2024 e concentraram-se principalmente no Cerrado e na Amazônia, que juntos responderam por mais de 60% da área de vegetação nativa perdida vinculadas às áreas urbanizadas.</p> <p> </p> <p> </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
As justificativas dos Estados Unidos para taxar o Brasil em 25% sobre os produtos exportados incluem a acusação de que o Brasil permite o desmatamento. Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, as análises do governo de Donald Trump são totalmente infundadas. “O governo Trump está usando a questão ambiental para impor barreiras comerciais que servem apenas como uma desculpa. O governo Trump virou as costas para a questão ambiental no mundo inteiro. Saiu do Acordo de Paris”, disse Astrini. Segundo o pesquisador, os Estados Unidos estão levando vantagens comerciais por não aplicarem nenhuma medida de proteção ambiental como a redução da emissão de carbono. Existem dezenas de outros países que desmatam e esse argumento não está sendo usado para nenhum outro país para impor taxas sobre os produtos. “É uma medida puramente política, não tem nada a ver com a questão ambiental. É apenas uma desculpa para impor uma barreira tarifária ao país”, afirmou Astrini. Ele destaca as ações feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como fundamentais para a redução do desmatamento no país. O Ibama recebeu aportes financeiros do Fundo Amazônia o que foi importante para intensificar a fiscalização. Segundo estudo do MapBiomas, o desmatamento no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em 2025. “O Brasil atingiu em 2025 um marco no monitoramento do desmatamento: pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. De acordo com o RAD2025 (Relatório Anual do Desmatamento no Brasil) foram desmatados 984.794 hectares no país, uma redução de 20,6% em relação a 2024”, dizem os pesquisadores. O MapBiomas é iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas. Amazônia e Cerrado juntos responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país em 2025. O Cerrado permanece como o bioma com a maior área desmatada, com 540.614 hectares, concentrando sozinho 54,9% do desmatamento do país, apesar da queda de 16,9% em relação a 2024. Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, uma redução de 23,5% frente ao ano anterior. O Pantanal registrou a maior redução proporcional entre todos os biomas: queda de 48,4% na área desmatada em relação a 2024, somando 12.260 hectares perdidos no ano. De acordo com o MapBiomas, o desmatamento associado à expansão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos. Esse vetor de pressão responde por 99% da vegetação nativa perdida no Brasil em 2025. No último ano, 99% da área desmatada associada ao garimpo estava concentrada na Amazônia, com maior incidência no Pará. Já os desmatamentos relacionados a empreendimentos de energia renovável estiveram quase que totalmente concentrados na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada associada a esse vetor. Os desmatamentos associados à expansão urbana apresentaram aumento de 7% em relação a 2024 e concentraram-se principalmente no Cerrado e na Amazônia, que juntos responderam por mais de 60% da área de vegetação nativa perdida vinculadas às áreas urbanizadas.
Curation & Context
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