Governo Central tem déficit de R$ 48,2 bilhões em junho
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/governo-central-tem-deficit-de-r-482-bilhoes-em-junho"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>Os gastos com saúde e Previdência fizeram o Governo Central registrar déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1698156&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1698156&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>O resultado representa aumento em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 44,2 bilhões, e é o maior déficit registrado para o mês desde 2023, em valores corrigidos pela inflação.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/arrecadacao-federal-cresce-77-em-junho-e-soma-r-2644-bilhoes">Arrecadação federal cresce 7,7% em junho e soma R$ 264,4 bilhões.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/desemprego-no-2o-trimestre-e-54-o-menor-ja-registrado-no-periodo">Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período.</a></li></ul>O Governo Central reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. O resultado primário considera apenas receitas e despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.</p> <p>Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado chegou a R$ 144,1 bilhões, o equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB).</p> <h2>Como ficou</h2> <p>O resultado de junho foi formado por:</p> <ul> <li>Tesouro Nacional: déficit de R$ 2,45 bilhões;</li> <li>Previdência Social: déficit de R$ 50,47 bilhões;</li> <li>Banco Central: déficit de R$ 155 milhões.</li> </ul> <p>O maior impacto negativo continuou vindo da Previdência Social, cujas despesas superaram as receitas do sistema.</p> <h2>O que é déficit?</h2> <p>O resultado primário mede a diferença entre tudo o que o governo arrecada e tudo o que gasta, sem considerar os juros da dívida pública.</p> <p>Quando as receitas são maiores que as despesas, há superávit. Quando os gastos superam a arrecadação, há déficit.</p> <p>Esse indicador é acompanhado de perto porque mostra a capacidade do governo de manter as contas públicas equilibradas.</p> <p><strong>Entre janeiro e junho, o Governo Central acumulou déficit de R$ 92,2 bilhões.</strong></p> <p>O resultado é superior ao déficit de R$ 11,3 bilhões observado no mesmo período de 2025.</p> <p>No semestre, o saldo foi composto por:</p> <ul> <li>Superávit do Tesouro Nacional: R$ 144,3 bilhões;</li> <li>Déficit da Previdência Social: R$ 236,2 bilhões;</li> <li>Déficit do Banco Central: R$ 324 milhões.</li> </ul> <h2>Receita cresce</h2> <p>Apesar do resultado negativo, a arrecadação aumentou em junho.</p> <p><strong>A receita líquida do Governo Central somou R$ 195,2 bilhões, alta de 10,3% acima da inflação sobre o mesmo mês de 2025.</strong></p> <p>Entre os principais fatores que impulsionaram a arrecadação estão:</p> <ul> <li>aumento da arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);</li> <li>crescimento da receita do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);</li> <li>maior arrecadação do Imposto de Importação;</li> <li>avanço das receitas obtidas com a exploração de recursos naturais, impulsionadas pelos royalties e pela comercialização de petróleo e gás da União.</li> </ul> <p>No acumulado do ano, a receita líquida alcançou R$ 1,255 trilhão, crescimento real (acima da inflação) de 5,6%.</p> <h2>Despesas aumentam</h2> <p>As despesas também cresceram.</p> <p><strong>Em junho, os gastos totais chegaram a R$ 243,4 bilhões, alta real de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado.</strong></p> <p>Os principais aumentos ocorreram em:</p> <ul> <li>benefícios previdenciários;</li> <li>ações na área da saúde;</li> <li>abono salarial e seguro-desemprego;</li> <li>despesas com pessoal;</li> <li>créditos extraordinários, incluindo medidas ligadas à política de subsídios ao diesel.</li> </ul> <p>No acumulado do semestre, as despesas totalizaram R$ 1,347 trilhão, crescimento real de 12,3%, ritmo superior ao da arrecadação.</p> <p>Entre as maiores altas no ano estão:</p> <ul> <li>benefícios previdenciários (+R$ 44,8 bilhões);</li> <li>despesas discricionárias (+R$ 41,9 bilhões);</li> <li>precatórios e sentenças judiciais (+R$ 35,6 bilhões);</li> <li>gastos com o funcionalismo e encargos sociais (+R$ 20,5 bilhões).</li> </ul> <h2>Dividendos caem</h2> <p>As receitas de dividendos pagos por empresas estatais diminuíram.</p> <p><strong>Em junho, o governo recebeu R$ 2,39 bilhões, abaixo dos R$ 2,75 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.</strong></p> <p>No acumulado do ano, os dividendos somam R$ 10,47 bilhões, contra R$ 24,95 bilhões no primeiro semestre do ano passado.</p> <h2>Investimentos avançam</h2> <p>Os investimentos federais, gastos com obras públicas e compra de equipamentos, cresceram em junho.</p> <p><strong>Foram aplicados R$ 7,75 bilhões, alta real de 18% sobre o mesmo mês de 2025.</strong></p> <p>De janeiro a junho, os investimentos alcançaram R$ 49,8 bilhões, avanço real de 65,7% na comparação anual.</p> <h2>Meta fiscal</h2> <p><strong>A meta fiscal do governo para 2026 prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB</strong>. O valor desconsidera gastos com precatórios e algumas despesas com saúde, educação e defesa excluídas da meta.</p> <p>A legislação estabelece uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo que o resultado fique zerado ou atinja superávit de 0,5% do PIB sem que a meta seja considerada descumprida.</p> <p>Na última revisão do Orçamento, divulgada na semana passada, o governo projetou encerrar o ano com superávit de R$ 10,8 bilhões após os abatimentos permitidos por lei. Sem esses descontos, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/com-precatorios-previsao-de-deficit-primario-soma-r-52-bilhoes" target="_blank">a estimativa oficial aponta para déficit de R$ 52 bilhões</a>.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
Os gastos com saúde e Previdência fizeram o Governo Central registrar déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional. O resultado representa aumento em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 44,2 bilhões, e é o maior déficit registrado para o mês desde 2023, em valores corrigidos pela inflação. Notícias relacionadas:Arrecadação federal cresce 7,7% em junho e soma R$ 264,4 bilhões.Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período.O Governo Central reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. O resultado primário considera apenas receitas e despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública. Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado chegou a R$ 144,1 bilhões, o equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB). Como ficou O resultado de junho foi formado por: Tesouro Nacional: déficit de R$ 2,45 bilhões; Previdência Social: déficit de R$ 50,47 bilhões; Banco Central: déficit de R$ 155 milhões. O maior impacto negativo continuou vindo da Previdência Social, cujas despesas superaram as receitas do sistema. O que é déficit? O resultado primário mede a diferença entre tudo o que o governo arrecada e tudo o que gasta, sem considerar os juros da dívida pública. Quando as receitas são maiores que as despesas, há superávit. Quando os gastos superam a arrecadação, há déficit. Esse indicador é acompanhado de perto porque mostra a capacidade do governo de manter as contas públicas equilibradas. Entre janeiro e junho, o Governo Central acumulou déficit de R$ 92,2 bilhões. O resultado é superior ao déficit de R$ 11,3 bilhões observado no mesmo período de 2025. No semestre, o saldo foi composto por: Superávit do Tesouro Nacional: R$ 144,3 bilhões; Déficit da Previdência Social: R$ 236,2 bilhões; Déficit do Banco Central: R$ 324 milhões. Receita cresce Apesar do resultado negativo, a arrecadação aumentou em junho. A receita líquida do Governo Central somou R$ 195,2 bilhões, alta de 10,3% acima da inflação sobre o mesmo mês de 2025. Entre os principais fatores que impulsionaram a arrecadação estão: aumento da arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); crescimento da receita do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); maior arrecadação do Imposto de Importação; avanço das receitas obtidas com a exploração de recursos naturais, impulsionadas pelos royalties e pela comercialização de petróleo e gás da União. No acumulado do ano, a receita líquida alcançou R$ 1,255 trilhão, crescimento real (acima da inflação) de 5,6%. Despesas aumentam As despesas também cresceram. Em junho, os gastos totais chegaram a R$ 243,4 bilhões, alta real de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os principais aumentos ocorreram em: benefícios previdenciários; ações na área da saúde; abono salarial e seguro-desemprego; despesas com pessoal; créditos extraordinários, incluindo medidas ligadas à política de subsídios ao diesel. No acumulado do semestre, as despesas totalizaram R$ 1,347 trilhão, crescimento real de 12,3%, ritmo superior ao da arrecadação. Entre as maiores altas no ano estão: benefícios previdenciários (+R$ 44,8 bilhões); despesas discricionárias (+R$ 41,9 bilhões); precatórios e sentenças judiciais (+R$ 35,6 bilhões); gastos com o funcionalismo e encargos sociais (+R$ 20,5 bilhões). Dividendos caem As receitas de dividendos pagos por empresas estatais diminuíram. Em junho, o governo recebeu R$ 2,39 bilhões, abaixo dos R$ 2,75 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, os dividendos somam R$ 10,47 bilhões, contra R$ 24,95 bilhões no primeiro semestre do ano passado. Investimentos avançam Os investimentos federais, gastos com obras públicas e compra de equipamentos, cresceram em junho. Foram aplicados R$ 7,75 bilhões, alta real de 18% sobre o mesmo mês de 2025. De janeiro a junho, os investimentos alcançaram R$ 49,8 bilhões, avanço real de 65,7% na comparação anual. Meta fiscal A meta fiscal do governo para 2026 prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. O valor desconsidera gastos com precatórios e algumas despesas com saúde, educação e defesa excluídas da meta. A legislação estabelece uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo que o resultado fique zerado ou atinja superávit de 0,5% do PIB sem que a meta seja considerada descumprida. Na última revisão do Orçamento, divulgada na semana passada, o governo projetou encerrar o ano com superávit de R$ 10,8 bilhões após os abatimentos permitidos por lei. Sem esses descontos, a estimativa oficial aponta para déficit de R$ 52 bilhões.
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