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Padilha defende proibição das bets e cita impacto no SUS

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Tue, 03 Nov 2026 17:19:00 -0300
Padilha defende proibição das bets e cita impacto no SUS

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-11/padilha-defende-proibicao-das-bets-e-cita-impacto-no-sus"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3) a manutenção da decisão do governo federal que proibiu o funcionamento das empresas que operam <em>sites</em> de apostas <em>online</em>, conhecidas como bets.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707620&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707620&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Durante audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a proibição, o ministro disse que está preocupado com o impacto das apostas no Sistema Único de Saúde (SUS) e com a situação de pessoas que podem tirar a própria vida por estarem endividadas ou se tornarem vítimas da ludopatia (vício em jogos).</p> <blockquote> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-11/clubes-de-futebol-criticam-fim-das-bets-governo-ressalta-danos">Clubes de futebol criticam fim das bets; governo ressalta danos.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-11/fux-rebate-criticas-e-diz-ter-percepcao-de-que-bets-devem-ser-banidas">Fux rebate críticas e diz ter percepção de que bets devem ser banidas.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-11/fux-atende-agu-e-inclui-ministerios-e-abras-em-debate-sobre-bets">Fux atende AGU e inclui ministérios e Abras em debate sobre bets.</a></li></ul>"A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, violência familiar, é mantermos a proibição das bets", afirmou.</p> </blockquote> <p>Na avaliação do ministro, todos os países que legalizaram as bets registraram piora nos indicadores de saúde ligados ao jogos <em>online</em>.</p> <p>Padilha também disse que o Brasil foi "o primeiro a ter a coragem" de proibir as bets.</p> <p>"Não tem nenhum país que, ao legalizar as bets, reduziu o número de pessoas que procuram o serviço de saúde por conta da ludopatia, reduziu o risco de saúde, reduziu a violência familiar", comentou.</p> <h2>Dados</h2> <p>Durante a audiência, <strong>o ministro apresentou dados que mostram aumento de 200% na procura de atendimento no SUS por causa dos malefícios provocados pelas bets.</strong></p> <p>Os dados também mostram que<strong> 28 milhões de pessoas fizeram apostas nos 12 meses anteriores à proibição das bets. Desse total, cerca de 11 milhões apresentaram padrões de risco ou comportamento problemático.</strong></p> <p>Padilha citou que o governo federal já registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de CPFs para bloquear a realização dos jogos.</p> <p>"Não é dinheiro que se perde, perde o controle da vida. Quarenta por cento deles [do total de 1,2 milhão] falaram que não aguentam mais perder o controle", completou.</p> <h2>Audiência</h2> <p>A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-09/associacoes-de-jogos-acionam-stf-contra-mp-que-proibiu-apostas-online" target="_blank">recursos apresentados no Supremo</a> pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).</p> <p>As entidades pediram a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos <em>online</em>. A MP <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/mp-proibe-bets-no-brasil-e-determina-devolucao-de-saldo-ao-apostador" target="_blank">foi editada</a> em setembro deste ano.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3) a manutenção da decisão do governo federal que proibiu o funcionamento das empresas que operam sites de apostas online, conhecidas como bets. Durante audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a proibição, o ministro disse que está preocupado com o impacto das apostas no Sistema Único de Saúde (SUS) e com a situação de pessoas que podem tirar a própria vida por estarem endividadas ou se tornarem vítimas da ludopatia (vício em jogos). Notícias relacionadas:Clubes de futebol criticam fim das bets; governo ressalta danos.Fux rebate críticas e diz ter percepção de que bets devem ser banidas.Fux atende AGU e inclui ministérios e Abras em debate sobre bets."A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, violência familiar, é mantermos a proibição das bets", afirmou. Na avaliação do ministro, todos os países que legalizaram as bets registraram piora nos indicadores de saúde ligados ao jogos online. Padilha também disse que o Brasil foi "o primeiro a ter a coragem" de proibir as bets. "Não tem nenhum país que, ao legalizar as bets, reduziu o número de pessoas que procuram o serviço de saúde por conta da ludopatia, reduziu o risco de saúde, reduziu a violência familiar", comentou. Dados Durante a audiência, o ministro apresentou dados que mostram aumento de 200% na procura de atendimento no SUS por causa dos malefícios provocados pelas bets. Os dados também mostram que 28 milhões de pessoas fizeram apostas nos 12 meses anteriores à proibição das bets. Desse total, cerca de 11 milhões apresentaram padrões de risco ou comportamento problemático. Padilha citou que o governo federal já registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de CPFs para bloquear a realização dos jogos. "Não é dinheiro que se perde, perde o controle da vida. Quarenta por cento deles [do total de 1,2 milhão] falaram que não aguentam mais perder o controle", completou. Audiência A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos recursos apresentados no Supremo pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades pediram a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos online. A MP foi editada em setembro deste ano.

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