Mulheres negras marcham no Rio por direitos e pelo bem-viver
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/mulheres-negras-marcham-no-rio-por-direitos-e-pelo-bem-viver"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>Milhares de mulheres negras marcharam neste domingo (26) em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ) em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e pelo bem viver.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1697645&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1697645&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Este foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro para cobrar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas e o racismo, promovendo justiça social e condições dignas de vida para a população negra. </p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/flip-angela-davis-cita-pensadores-brasileiros-e-critica-gentrificacao">Flip: Angela Davis cita pensadores brasileiros e critica gentrificação.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/vale-do-cafe-celebra-70-anos-de-mestra-fatinha-e-encontro-dos-jongos">Vale do Café celebra 70 anos de Mestra Fatinha e encontro dos Jongos.</a></li></ul>A marcha foi realizada logo após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, comemorados neste sábado (25).</p> <p>A coordenadora do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Clátia Vieira, ressaltou que o bem-viver é o objetivo final, e ele só será alcançado com medidas de reparação.</p> <blockquote> <p>“Primeiro, fazer escuta das mulheres negras, e segundo, colocar o racismo como pauta estrutural da sociedade. A conexão do racismo com o capitalismo que mata as mulheres negras, que desemprega, que faz com que elas vivam uma instabilidade econômica, política e social.”</p> </blockquote> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=469935:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/aa4VKJILdWgRjvaIesYbsfPrCec=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/26/_rbr2064.jpg?itok=T24qAPGG" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/aa4VKJILdWgRjvaIesYbsfPrCec=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/26/_rbr2064.jpg?itok=T24qAPGG" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"></noscript> <!-- END scald=469935 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta">12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. - <strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=469935--></div> </div></div> <p>A educadora Bárbara Carine participou da marcha junto com toda a família e considera importante inserir as crianças nos espaços de mobilização. </p> <p> “Eu acredito que a política está no processo de entender quem nós somos, os nossos direitos, e o quão longe nós ainda estamos de onde a gente deveria estar. A marcha é um momento de pensar tanto os nossos avanços históricos, de celebrar nossa caminhada, mas principalmente olhar para um futuro de bem-viver. A gente quer passar das pautas de sobrevivência”, afirmou. </p> <p>A vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 em um crime de motivação política, novamente apareceu como símbolo de luta em faixas, camisetas e nas falas. A mãe de Mariele, Marinete Silva participou do ato.</p> <blockquote> <p>“A Marielle esteve na marcha em 2017 e tinha que estar hoje aqui, nas ruas com as mulheres negras. Ela foi tombada mas não nos deixa calar. A participação política das mulheres é essencial e também era um projeto dela. Então é importante que a gente venha”, disse Marinete.</p> </blockquote> <p>Durante toda a marcha, as falas políticas foram intercaladas por apresentações artísticas, de grupos como Afrolaje, Angoleiras e Obara Ylê de Ouro, que celebraram a ancestralidade, a resistência e a produção cultural negra.</p> <p>O casal Cinthia Garcia e Laísse Santos acredita que essa celebração é fundamental. “Se tivesse uma palavra para resumir a nossa presença aqui hoje é pertencimento”, destaca Laísse. </p> <blockquote> <p>“A marcha também é pelo direito da gente existir sendo quem a gente é. Usar os nossos cabelos, não ser criticada pela roupa que a gente veste,pelo turbante que a gente usa.Usa com orgulho os nossos elementos ancestrais”, explicou Cinthia</p> </blockquote> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=469919:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/N1q_kq3ar5w9zs5hyMaS1tQhxe8=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/26/_rbr1619.jpg?itok=pEyC6WH2" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - O casal, Cíntia Garcia e Laisse Santos, de Maricá, participam da XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/N1q_kq3ar5w9zs5hyMaS1tQhxe8=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/26/_rbr1619.jpg?itok=pEyC6WH2" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - O casal, Cíntia Garcia e Laisse Santos, de Maricá, participam da XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. 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Milhares de mulheres negras marcharam neste domingo (26) em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ) em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e pelo bem viver. Este foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro para cobrar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas e o racismo, promovendo justiça social e condições dignas de vida para a população negra. Notícias relacionadas:Flip: Angela Davis cita pensadores brasileiros e critica gentrificação.Vale do Café celebra 70 anos de Mestra Fatinha e encontro dos Jongos.A marcha foi realizada logo após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, comemorados neste sábado (25). A coordenadora do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Clátia Vieira, ressaltou que o bem-viver é o objetivo final, e ele só será alcançado com medidas de reparação. “Primeiro, fazer escuta das mulheres negras, e segundo, colocar o racismo como pauta estrutural da sociedade. A conexão do racismo com o capitalismo que mata as mulheres negras, que desemprega, que faz com que elas vivam uma instabilidade econômica, política e social.” 12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. - Tânia Rêgo/Agência Brasil A educadora Bárbara Carine participou da marcha junto com toda a família e considera importante inserir as crianças nos espaços de mobilização. “Eu acredito que a política está no processo de entender quem nós somos, os nossos direitos, e o quão longe nós ainda estamos de onde a gente deveria estar. A marcha é um momento de pensar tanto os nossos avanços históricos, de celebrar nossa caminhada, mas principalmente olhar para um futuro de bem-viver. A gente quer passar das pautas de sobrevivência”, afirmou. A vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 em um crime de motivação política, novamente apareceu como símbolo de luta em faixas, camisetas e nas falas. A mãe de Mariele, Marinete Silva participou do ato. “A Marielle esteve na marcha em 2017 e tinha que estar hoje aqui, nas ruas com as mulheres negras. Ela foi tombada mas não nos deixa calar. A participação política das mulheres é essencial e também era um projeto dela. Então é importante que a gente venha”, disse Marinete. Durante toda a marcha, as falas políticas foram intercaladas por apresentações artísticas, de grupos como Afrolaje, Angoleiras e Obara Ylê de Ouro, que celebraram a ancestralidade, a resistência e a produção cultural negra. O casal Cinthia Garcia e Laísse Santos acredita que essa celebração é fundamental. “Se tivesse uma palavra para resumir a nossa presença aqui hoje é pertencimento”, destaca Laísse. “A marcha também é pelo direito da gente existir sendo quem a gente é. Usar os nossos cabelos, não ser criticada pela roupa que a gente veste,pelo turbante que a gente usa.Usa com orgulho os nossos elementos ancestrais”, explicou Cinthia O casal, Cíntia Garcia e Laisse Santos, de Maricá, participam da 12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana.- Tânia Rêgo/Agência Brasil As duas trabalham com afroturismo na cidade de Maricá, e reforçam que o racismo também se manifesta no apagamento das contribuições dadas pela população negra para o desenvolvimento do país. “A cidade sempre é apresentada a partir da presença de pessoas brancas importantes, mas pouco se fala de quem realmente construiu a cidade, quem foram as mãos que construíram, de quem foi a tecnologia e a nossa luta é de resgate dessas histórias invisibilizadas”,complementa Cinthia.
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