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FGV estima que PIB desacelerou e cresceu 0,3% no segundo trimestre

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Mon, 17 Aug 2026 16:55:00 -0300
FGV estima que PIB desacelerou e cresceu 0,3% no segundo trimestre

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/fgv-estima-que-pib-desacelerou-e-cresceu-03-no-segundo-trimestre"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>A economia brasileira recuou 1,1% na passagem de maio para junho, indicou nesta segunda-feira (17) uma das principais prévias da economia brasileira, o Monitor do PIB, produzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV)<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1699901&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1699901&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Apesar da queda no sexto mês do ano, o segundo trimestre apresentou crescimento de 0,3%, puxado pelo consumo. Com esse resultado, o desempenho positivo no acumulado de 12 meses é de 1,8%.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/mercado-mantem-estaveis-projecoes-para-inflacao-juros-pib-e-dolar">Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/em-nova-reducao-copom-baixa-taxa-selic-para-14-ao-ano">Em nova redução, Copom baixa taxa Selic para 14% ao ano.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/cnc-endividamento-das-familias-sobe-para-82-mas-inadimplencia-cai">CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai.</a></li></ul><a href="https://portalibre.fgv.br/system/files/divulgacao/noticias/mat-complementar/2026-08/Monitor%20do%20PIB-FGV%20-%20Agosto%20de%202026%20-%20Ref.%20de%20Junho.pdf" target="_blank">O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV</a>, que faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.</p> <p>O dado oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p> <h2>Desaceleração</h2> <p>A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que <strong>o levantamento mostra desaceleração da atividade economia</strong>.</p> <p>No primeiro trimestre de 2026, o crescimento em relação ao trimestre anterior havia sido de 1%.</p> <p>Trece assinala que a desaceleração foi sentida nas três grandes atividades econômicas pesquisadas: agropecuária, indústria e serviços. Ela acrescenta que apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano.</p> <blockquote> <p>“Essa manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis”, afirma.</p> </blockquote> <p>Apesar da perda de força no crescimento trimestre a trimestre, a economista destaca que o resultado do período de abril e junho foi o 20º resultado positivo consecutivo.</p> <p>“Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno, que tem se mostrado desafiador”.</p> <h2>Contexto econômico</h2> <p>Entre os motivos que agravam o cenário macroeconômico ela cita elevação do preço do barril do petróleo, causado pela guerra no Oriente Médio, os juros em patamares elevados no Brasil, e o alto endividamento da população.</p> <p>No início de agosto, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/em-nova-reducao-copom-baixa-taxa-selic-para-14-ao-ano" target="_blank">o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14% ao ano</a>.</p> <p>O patamar alto de juro é uma ferramenta do BC para tentar frear a inflação, uma vez que a Selic alta encarece o crédito e desestimula consumo e investimentos produtivos.</p> <h2>Componentes</h2> <p>O Monitor do PIB mostra que, no segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação aos primeiros três meses de 2026. As exportações subiram 4,5%, e as importações, 5,7%.</p> <p>Os dados são dessazonalizados, isto é, foram excluídas variações sazonais, de forma que seja possível comparar períodos imediatamente seguidos.</p> <p>O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,5% (no primeiro trimestre estava em 18,6%).</p> <p>De acordo com a FGV, em valores correntes, o PIB acumulado no primeiro semestre é estimado em R$ 6,557 trilhões.</p> <h2>Resultado oficial</h2> <p>O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/ibc-br-recuou-06-em-junho-diz-banco-central" target="_blank">divulgado também nesta segunda-feira (17)</a>, que indicou recuou de 0,6% em junho na comparação com maio.</p> <p>O BC projeta expansão de 0,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre e alta de 1,5% em 12 meses.</p> <p><strong>O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será apresentado pelo IBGE no dia 1º de setembro.</strong></p> <p>A última divulgação oficial foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.</p> <h2>Expectativas</h2> <p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/mercado-mantem-estaveis-projecoes-para-inflacao-juros-pib-e-dolar" target="_blank">O relatório Focus desta segunda-feira</a>, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,98%. <a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/conjuntura-economica/boletim-macrofiscal/defeso-eleitoral-2026/boletim-macrofiscal_vf.pdf" target="_blank">A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%</a>.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

A economia brasileira recuou 1,1% na passagem de maio para junho, indicou nesta segunda-feira (17) uma das principais prévias da economia brasileira, o Monitor do PIB, produzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Apesar da queda no sexto mês do ano, o segundo trimestre apresentou crescimento de 0,3%, puxado pelo consumo. Com esse resultado, o desempenho positivo no acumulado de 12 meses é de 1,8%. Notícias relacionadas:Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar.Em nova redução, Copom baixa taxa Selic para 14% ao ano.CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai.O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. O dado oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desaceleração A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que o levantamento mostra desaceleração da atividade economia. No primeiro trimestre de 2026, o crescimento em relação ao trimestre anterior havia sido de 1%. Trece assinala que a desaceleração foi sentida nas três grandes atividades econômicas pesquisadas: agropecuária, indústria e serviços. Ela acrescenta que apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano. “Essa manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis”, afirma. Apesar da perda de força no crescimento trimestre a trimestre, a economista destaca que o resultado do período de abril e junho foi o 20º resultado positivo consecutivo. “Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno, que tem se mostrado desafiador”. Contexto econômico Entre os motivos que agravam o cenário macroeconômico ela cita elevação do preço do barril do petróleo, causado pela guerra no Oriente Médio, os juros em patamares elevados no Brasil, e o alto endividamento da população. No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14% ao ano. O patamar alto de juro é uma ferramenta do BC para tentar frear a inflação, uma vez que a Selic alta encarece o crédito e desestimula consumo e investimentos produtivos. Componentes O Monitor do PIB mostra que, no segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação aos primeiros três meses de 2026. As exportações subiram 4,5%, e as importações, 5,7%. Os dados são dessazonalizados, isto é, foram excluídas variações sazonais, de forma que seja possível comparar períodos imediatamente seguidos. O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,5% (no primeiro trimestre estava em 18,6%). De acordo com a FGV, em valores correntes, o PIB acumulado no primeiro semestre é estimado em R$ 6,557 trilhões. Resultado oficial O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado também nesta segunda-feira (17), que indicou recuou de 0,6% em junho na comparação com maio. O BC projeta expansão de 0,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre e alta de 1,5% em 12 meses. O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será apresentado pelo IBGE no dia 1º de setembro. A última divulgação oficial foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026. Expectativas O relatório Focus desta segunda-feira, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,98%. A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

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