Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano
Why This Matters
Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/relatorio-traz-solucoes-para-reduzir-emissoes-de-metano-no-pais"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>A rede de organizações ambientais e de pesquisa Observatório do Clima lançou nesta terça-feira (18) relatório que reúne 37 soluções para que o Brasil possa reduzir as emissões de metano (CH4). O gás é considerado um dos mais potentes poluidores causadores das mudanças climáticas.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1699947&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1699947&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Apesar de durar apenas de 10 a 20 anos na atmosfera, o metano tem um potencial de aquecimento do planeta 28 vezes maior que o gás carbônico (CO2). <strong>O Brasil é quinto país que mais emite esse poluidor, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Rússia.</strong></p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/grande-parte-do-pais-tem-temperaturas-elevadas-nesta-terca-feira">Grande parte do país tem temperaturas elevadas nesta terça-feira.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/brasileira-defende-mais-influencia-dos-jovens-nas-decisoes-da-cop17">Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/cop17-comeca-na-mongolia-com-foco-em-seca-terra-e-financiamento">COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento.</a></li></ul>Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, o Brasil lançou na atmosfera, em 2024, 21 milhões de toneladas de metano.</p> <p><strong>Para o coordenador do sistema, David Tsai, reduzir as emissões de metano é uma ação crítica para frear o aquecimento global e trazer o planeta à normalidade climática.</strong> “Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala”, diz. </p> <p><strong>As soluções trazidas no relatório são direcionadas a quatro setores de atividades: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas e energia. Para cada área são sugeridas ações de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento.</strong></p> <h2>Agropecuária</h2> <p>No setor da agropecuária, por exemplo, são 15 propostas que exigem envolvimento dos diversos setores incluindo os setores produtivos, governos, instituições financeiras e academia. <strong>Entre as ações estão desde mudanças no manejo de animais e dos resíduos, passando pelo planejamento territorial, até intensificação de assistência técnica e acesso ao crédito.</strong></p> <p>O setor da agropecuária é um dos principais emissores de metano e foi responsável por 15,7 milhões de toneladas de metano, em 2024 , o que corresponde a 75,8% do total das emissões brasileiras no mesmo ano.</p> <p>Para Gabriel Quintana, coordenador da área de Ciência do Clima do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) - responsável pelas propostas para o setor – as mudanças necessárias são oportunidades para incluir produtividade e eficiência na produção de alimentos.</p> <blockquote> <p>“Essa edição do SEEG Soluções expande as estratégias já existentes, trazendo opções que podem ser implementadas por produtores, municípios e regiões do país”, diz.</p> </blockquote> <h2>Resíduos</h2> <p><strong>O manejo e governança de aterros sanitários e a eliminação dos lixões também são medidas necessárias para eliminar a emissão de metano no setor de resíduos.</strong> Para auxiliar, a rede global Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade contribuiu com 12 propostas no relatório.</p> <p>São medidas para inspirar cidades brasileiras a reduzir a geração e o desperdício de resíduos, como a ampliação de coleta seletiva e aproveitamento energético de materiais, afirma Iris Coluna, assessora do Iclei-Governos Locais pela Sustentabilidade.</p> <h2>Uso da terra</h2> <p>Para o setor de Mudança no Uso da Terra (MUT) e Florestas, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) contribuiu com cinco sugestões no relatório. <strong>As ações sugerem melhorias no monitoramento, prevenção e combate a incêndios na vegetação nativa.</strong></p> <h2>Energia</h2> <p>As últimas cinco sugestões do relatório apontam soluções para reduzir a emissão de metano nas cadeias de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão. <strong>São ações com foco no vazamento e desperdício nos processos produtivos.</strong></p> <p>As contribuições são do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que direciona respostas específicas para as diferentes necessidades do setor.</p> <blockquote> <p>“Quem cozinha com lenha porque não tem acesso a outra fonte de energia precisa de política pública. Já as emissões da cadeia de combustíveis fósseis vêm de operação industrial, e ali cabe responsabilizar quem lucra com a atividade”, conclui a pesquisadora do Iema, Ingrid Graces.</p> </blockquote> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
A rede de organizações ambientais e de pesquisa Observatório do Clima lançou nesta terça-feira (18) relatório que reúne 37 soluções para que o Brasil possa reduzir as emissões de metano (CH4). O gás é considerado um dos mais potentes poluidores causadores das mudanças climáticas. Apesar de durar apenas de 10 a 20 anos na atmosfera, o metano tem um potencial de aquecimento do planeta 28 vezes maior que o gás carbônico (CO2). O Brasil é quinto país que mais emite esse poluidor, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Rússia. Notícias relacionadas:Grande parte do país tem temperaturas elevadas nesta terça-feira.Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17.COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento.Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, o Brasil lançou na atmosfera, em 2024, 21 milhões de toneladas de metano. Para o coordenador do sistema, David Tsai, reduzir as emissões de metano é uma ação crítica para frear o aquecimento global e trazer o planeta à normalidade climática. “Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala”, diz. As soluções trazidas no relatório são direcionadas a quatro setores de atividades: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas e energia. Para cada área são sugeridas ações de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento. Agropecuária No setor da agropecuária, por exemplo, são 15 propostas que exigem envolvimento dos diversos setores incluindo os setores produtivos, governos, instituições financeiras e academia. Entre as ações estão desde mudanças no manejo de animais e dos resíduos, passando pelo planejamento territorial, até intensificação de assistência técnica e acesso ao crédito. O setor da agropecuária é um dos principais emissores de metano e foi responsável por 15,7 milhões de toneladas de metano, em 2024 , o que corresponde a 75,8% do total das emissões brasileiras no mesmo ano. Para Gabriel Quintana, coordenador da área de Ciência do Clima do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) - responsável pelas propostas para o setor – as mudanças necessárias são oportunidades para incluir produtividade e eficiência na produção de alimentos. “Essa edição do SEEG Soluções expande as estratégias já existentes, trazendo opções que podem ser implementadas por produtores, municípios e regiões do país”, diz. Resíduos O manejo e governança de aterros sanitários e a eliminação dos lixões também são medidas necessárias para eliminar a emissão de metano no setor de resíduos. Para auxiliar, a rede global Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade contribuiu com 12 propostas no relatório. São medidas para inspirar cidades brasileiras a reduzir a geração e o desperdício de resíduos, como a ampliação de coleta seletiva e aproveitamento energético de materiais, afirma Iris Coluna, assessora do Iclei-Governos Locais pela Sustentabilidade. Uso da terra Para o setor de Mudança no Uso da Terra (MUT) e Florestas, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) contribuiu com cinco sugestões no relatório. As ações sugerem melhorias no monitoramento, prevenção e combate a incêndios na vegetação nativa. Energia As últimas cinco sugestões do relatório apontam soluções para reduzir a emissão de metano nas cadeias de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão. São ações com foco no vazamento e desperdício nos processos produtivos. As contribuições são do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que direciona respostas específicas para as diferentes necessidades do setor. “Quem cozinha com lenha porque não tem acesso a outra fonte de energia precisa de política pública. Já as emissões da cadeia de combustíveis fósseis vêm de operação industrial, e ali cabe responsabilizar quem lucra com a atividade”, conclui a pesquisadora do Iema, Ingrid Graces.
Curation & Context
This page summarizes a public news report from agenciabrasil.ebc.com.br. Global News Hub provides the "Why This Matters" takeaway using editorial insights and AI curation to give readers rapid, high-value context before they click through to read the full article.