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Retinopatia: doença ocular afeta um em cada três diabéticos

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Wed, 28 Oct 2026 13:50:00 -0300
Retinopatia: doença ocular afeta um em cada três diabéticos

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/retinopatia-doenca-ocular-afeta-um-em-cada-tres-diabeticos"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>Uma em cada três pessoas com <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/diabetes" target="_blank">diabetes </a>no Brasil desenvolverá, em algum momento da vida, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/retinopatia-diabetica" target="_blank">retinopatia diabética</a> – uma das principais causas de perda visual evitável entre adultos em idade produtiva. Os dados são do <a href="https://www.cbo.net.br/" target="_blank">Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)</a>.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707072&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707072&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Com o objetivo de conscientizar a população em geral e, sobretudo, quem convive com o diabetes, a entidade organizou uma série de dicas que ajudam a compreender mais sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/retinopatia-diabetica-entenda-condicao-ocular-causada-pelo-diabetes">Retinopatia diabética: entenda condição ocular causada pelo diabetes.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-02/uerj-fara-rastreamento-de-retinopatia-diabetica-para-zerar-fila-do-sus">Uerj fará rastreamento de retinopatia diabética para zerar fila do SUS.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-02/agencia-brasil-explica-o-que-e-o-retinoblastoma">Agência Brasil explica: o que é o retinoblastoma.</a></li></ul><strong>As orientações serão compartilhadas ao longo da campanha 24 Dias pelo Diabetes, que começa no próximo domingo (1º) e segue até o fim de novembro.</strong></p> <p>A campanha destaca que a retinopatia diabética ocorre quando níveis elevados de açúcar no sangue, ao longo dos anos, danificam pequenos vasos sanguíneos da retina, localizada no fundo do olho e responsável por captar a luz e enviar as imagens ao cérebro.</p> <p>A presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazão, destacou que as alterações podem evoluir de forma silenciosa, sem provocar sintomas nas fases iniciais, o que pode atrasar o diagnóstico da doença. “Estamos falando de uma doença que cega, mutila e tira muitas pessoas do mercado de trabalho.”</p> <blockquote> <p>“Todos temos que ter o comprometimento e a responsabilidade social de divulgar informações. É um problema grave de saúde pública e que tem altíssimo impacto no INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], nas políticas públicas e nas políticas econômicas.”</p> </blockquote> <h2>Riscos</h2> <p><strong>Os dados mostram que a retinopatia diabética atinge de 24% a 39% das pessoas com diabetes no país.</strong> O risco aumenta conforme o tempo que o paciente vive com diabetes – após 20 anos, por exemplo, 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos com tipo 2 terão algum grau de retinopatia.</p> <p>Com diagnóstico e tratamento precoces, o risco de cegueira, de acordo com o CBO, pode cair para menos de 5%.<br />  </p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=435107:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/LJ5YBHlDdlNCS_u9NrM1jBx4N7w=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/08/27/whatsapp_image_2025-08-27_at_14.34.26.jpeg?itok=Xr5m34sh" alt="Curitiba (PR), 27/08/2025 - Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) realiza exame para miopia. Foto: CBO/Divulgação" title="CBO/Divulgação"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/LJ5YBHlDdlNCS_u9NrM1jBx4N7w=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/08/27/whatsapp_image_2025-08-27_at_14.34.26.jpeg?itok=Xr5m34sh" alt="Curitiba (PR), 27/08/2025 - Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) realiza exame para miopia. Foto: CBO/Divulgação" title="CBO/Divulgação"></noscript> <!-- END scald=435107 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta">Exame de fundo de olho é um dos principais meios de detecção da doença. <strong>CBO/Divulgação</strong><!--END copyright=435107--></div> </div></div> <h2>Prevenção</h2> <p>Para evitar que o problema se agrave, a orientação é que pessoas com diabetes incluam na rotina de cuidado visitas regulares ao médico oftalmologista – mesmo antes do aparecimento de sintomas.</p> <p>“Ausência de sintomas não quer dizer que já não tenhamos alterações instaladas. A única forma de prevenir isso é acesso ao exame oftalmológico”, alertou a presidente do CBO, ao lembrar que, após 10 ou 20 anos do diabetes instalado, já pode haver comprometimento da visão.</p> <p>O <a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/20211220_portal_retinopatia_diabetica.pdf/@@display-file/file" target="_blank">Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética</a>, publicado pelo <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank">Ministério da Saúde</a>, prevê que um dos principais recursos para identificar a retinopatia diabética é a fundoscopia, conhecida popularmente como exame de fundo de olho.</p> <p>O procedimento, segundo o CBO, permite ao médico oftalmologista observar a retina e os vasos sanguíneos, identificando alterações que possam ter surgido ainda quando o paciente ainda enxerga normalmente. A avaliação pode incluir a dilatação das pupilas para facilitar a visualização das estruturas internas do olho.</p> <p>O protocolo determina que o exame deve ser feito no momento do diagnóstico para quem tem diabetes tipo 2. No caso de pacientes adultos com diabetes tipo 1, o rastreamento deve começar cinco anos após o diagnóstico.</p> <p>Em crianças e adolescentes, o primeiro exame deve ser considerado até cinco anos após o início da doença ou no começo da puberdade.</p> <p>“Para quem não tem retinopatia ou apresenta a forma leve, o acompanhamento costuma ser anual. Nos casos moderados ou graves, as revisões precisam ser mais frequentes”, reforçou o CBO.</p> <p>Mulheres com diabetes que estejam grávidas ou que planejem engravidar, de acordo com a entidade, também precisam passar por avaliação. O exame deve ser feito a cada trimestre da gestação e no primeiro ano após o parto.</p> <p>Mulheres com diabetes gestacional, condição caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez e que pode desaparecer após o nascimento do bebê, geralmente não precisam fazer a triagem específica para retinopatia diabética.</p> <h2>Cuidados</h2> <p>O CBO reforça que boa parte da prevenção da retinopatia diabética ocorre fora do consultório – atitudes como manter a glicemia e a pressão arterial sob controle reduzem consideravelmente o risco de surgimento da doença e retardam a progressão.</p> <p>A lista de hábitos saudáveis descrita pela entidade inclui:</p> <ul> <li>consumir mais fibras (aveia, feijão, lentilha, arroz integral), além de verduras e legumes;</li> <li>reduzir o consumo de açúcar, sal, embutidos e alimentos ultraprocessados;</li> <li>evitar o fumo e o consumo excessivo de álcool;</li> <li>manter um peso saudável;</li> <li>dormir bem;</li> <li>reservar momentos de lazer e descanso.</li> </ul> <h2>Assistência</h2> <p><strong>No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento inicia em uma unidade básica de saúde (UBS) ou por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF). Ambas encaminham o paciente ao profissional por meio da regulação do município ou do estado.</strong></p> <p>Já no atendimento ofertado por planos de saúde, o paciente agenda a consulta com um médico oftalmologista credenciado, conforme as regras do plano contratado. No rol da <a href="https://www.gov.br/ans/pt-br" target="_blank">Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)</a>, há previsão de cobertura para diversos exames e procedimentos oculares.</p> <blockquote> <p>“O que a gente quer é ampliar o acesso e fazer com que os pacientes sejam examinados, para que possamos acompanhá-los por meio do médico, do endocrinologista e também do oftalmologista”, concluiu Maria Auxiliadora.</p> </blockquote> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

Uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil desenvolverá, em algum momento da vida, retinopatia diabética – uma das principais causas de perda visual evitável entre adultos em idade produtiva. Os dados são do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Com o objetivo de conscientizar a população em geral e, sobretudo, quem convive com o diabetes, a entidade organizou uma série de dicas que ajudam a compreender mais sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença. Notícias relacionadas:Retinopatia diabética: entenda condição ocular causada pelo diabetes.Uerj fará rastreamento de retinopatia diabética para zerar fila do SUS.Agência Brasil explica: o que é o retinoblastoma.As orientações serão compartilhadas ao longo da campanha 24 Dias pelo Diabetes, que começa no próximo domingo (1º) e segue até o fim de novembro. A campanha destaca que a retinopatia diabética ocorre quando níveis elevados de açúcar no sangue, ao longo dos anos, danificam pequenos vasos sanguíneos da retina, localizada no fundo do olho e responsável por captar a luz e enviar as imagens ao cérebro. A presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazão, destacou que as alterações podem evoluir de forma silenciosa, sem provocar sintomas nas fases iniciais, o que pode atrasar o diagnóstico da doença. “Estamos falando de uma doença que cega, mutila e tira muitas pessoas do mercado de trabalho.” “Todos temos que ter o comprometimento e a responsabilidade social de divulgar informações. É um problema grave de saúde pública e que tem altíssimo impacto no INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], nas políticas públicas e nas políticas econômicas.” Riscos Os dados mostram que a retinopatia diabética atinge de 24% a 39% das pessoas com diabetes no país. O risco aumenta conforme o tempo que o paciente vive com diabetes – após 20 anos, por exemplo, 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos com tipo 2 terão algum grau de retinopatia. Com diagnóstico e tratamento precoces, o risco de cegueira, de acordo com o CBO, pode cair para menos de 5%. Exame de fundo de olho é um dos principais meios de detecção da doença. CBO/Divulgação Prevenção Para evitar que o problema se agrave, a orientação é que pessoas com diabetes incluam na rotina de cuidado visitas regulares ao médico oftalmologista – mesmo antes do aparecimento de sintomas. “Ausência de sintomas não quer dizer que já não tenhamos alterações instaladas. A única forma de prevenir isso é acesso ao exame oftalmológico”, alertou a presidente do CBO, ao lembrar que, após 10 ou 20 anos do diabetes instalado, já pode haver comprometimento da visão. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética, publicado pelo Ministério da Saúde, prevê que um dos principais recursos para identificar a retinopatia diabética é a fundoscopia, conhecida popularmente como exame de fundo de olho. O procedimento, segundo o CBO, permite ao médico oftalmologista observar a retina e os vasos sanguíneos, identificando alterações que possam ter surgido ainda quando o paciente ainda enxerga normalmente. A avaliação pode incluir a dilatação das pupilas para facilitar a visualização das estruturas internas do olho. O protocolo determina que o exame deve ser feito no momento do diagnóstico para quem tem diabetes tipo 2. No caso de pacientes adultos com diabetes tipo 1, o rastreamento deve começar cinco anos após o diagnóstico. Em crianças e adolescentes, o primeiro exame deve ser considerado até cinco anos após o início da doença ou no começo da puberdade. “Para quem não tem retinopatia ou apresenta a forma leve, o acompanhamento costuma ser anual. Nos casos moderados ou graves, as revisões precisam ser mais frequentes”, reforçou o CBO. Mulheres com diabetes que estejam grávidas ou que planejem engravidar, de acordo com a entidade, também precisam passar por avaliação. O exame deve ser feito a cada trimestre da gestação e no primeiro ano após o parto. Mulheres com diabetes gestacional, condição caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez e que pode desaparecer após o nascimento do bebê, geralmente não precisam fazer a triagem específica para retinopatia diabética. Cuidados O CBO reforça que boa parte da prevenção da retinopatia diabética ocorre fora do consultório – atitudes como manter a glicemia e a pressão arterial sob controle reduzem consideravelmente o risco de surgimento da doença e retardam a progressão. A lista de hábitos saudáveis descrita pela entidade inclui: consumir mais fibras (aveia, feijão, lentilha, arroz integral), além de verduras e legumes; reduzir o consumo de açúcar, sal, embutidos e alimentos ultraprocessados; evitar o fumo e o consumo excessivo de álcool; manter um peso saudável; dormir bem; reservar momentos de lazer e descanso. Assistência No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento inicia em uma unidade básica de saúde (UBS) ou por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF). Ambas encaminham o paciente ao profissional por meio da regulação do município ou do estado. Já no atendimento ofertado por planos de saúde, o paciente agenda a consulta com um médico oftalmologista credenciado, conforme as regras do plano contratado. No rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), há previsão de cobertura para diversos exames e procedimentos oculares. “O que a gente quer é ampliar o acesso e fazer com que os pacientes sejam examinados, para que possamos acompanhá-los por meio do médico, do endocrinologista e também do oftalmologista”, concluiu Maria Auxiliadora.

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