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Pnuma: emissões precisam cair 18% até 2030 para limitar aquecimento

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Mon, 02 Nov 2026 12:00:00 -0300
Pnuma: emissões precisam cair 18% até 2030 para limitar aquecimento

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-11/pnuma-emissoes-precisam-cair-18-ate-2030-para-limitar-aquecimento"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>Ainda é possível limitar o aquecimento global entre 1,7 graus Celsius (°C) e 1,8°C e retornar ao limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais até 2100, se as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) forem reduzidas em 18% até 2030; em 45% até 2035 e em 69% até 2040, na comparação com os níveis de 2025. </strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707498&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707498&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Na prática, é necessário um esforço global capaz de alcançar uma redução média de 5,7% ao ano, de 2025 até 2035.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-09/aquecimento-alem-de-15degc-ameaca-saude-agricultura-e-economia">Aquecimento além de 1,5°C ameaça saúde, agricultura e economia.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-09/aquecimento-vai-ultrapassar-limite-de-15-graus-mas-pode-ser-contido">ONU: aquecimento vai ultrapassar limite, mas pode ser contido.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/concentracao-de-gases-do-efeito-estufa-atingem-niveis-recordes">Concentração de gases do efeito estufa atinge nível recorde.</a></li></ul>A projeção está no novo <a href="https://www.unep.org/en/publications/report/emissions-gap-report-2026" target="_blank">Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026: O Ponto de Retorno</a>, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).</p> <p>O documento aponta a necessidade de esforços muito acima dos compromissos assumidos nas novas gerações de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), mas <strong>também traz evidências de que retornar a um limite de aquecimento global de 1,5°C ou menos é possível.</strong></p> <p>"Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos mantê-la o mais pequena e curta possível – e trazer as temperaturas de volta para menos de 1,5 graus até o final do século", avalia o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.</p> <p>A necessidade de manter o aquecimento global controlado foi evidenciado no estudo anterior <a href="https://wedocs.unep.org/items/156d074c-ab1d-4833-acf8-6343589ede9b" target="_blank">Limitar a Ultrapassagem – Lidar com a Ultrapassagem de 1,5 °C e Caminhos para o Retorno</a>, que mostrou os efeitos no planeta do pico de aquecimento e a subsequente queda de temperatura.</p> <p>Quanto maior a temperatura e mais longa a duração, maiores são os impactos como:</p> <ul> <li>aumento do nível do mar,</li> <li>colapso de ecossistemas como os recifes de coral,</li> <li>ondas de calor e incêndios florestais, e</li> <li>alterações profundas na criosfera, que inclui calotas polares, gelo marinho, geleiras, solo congelado e neve.</li> </ul> <p>Com a trajetória atual mantida, o aquecimento global poderá atingir 2,8°C neste século. Caso as NDCs sejam plenamente cumpridas e a restauração de biomas seja capaz de neutralizar as emissões globais até 2050, ainda assim, o aquecimento global chegaria a 2,1°C neste século.</p> <p><strong>Um exemplo do que poderá ocorrer como consequência desse aquecimento é o derretimento de um quarto das geleiras do planeta, com a elevação do nível do mar em até 12,5 centímetros (cm). </strong></p> <p><strong>Na prática, isso afetaria de forma permanente a disponibilidade de água potável em várias localidades do mundo.</strong></p> <h2>Políticas que funcionam</h2> <p>Para cessar essa trajetória, o relatório de emissões traz a análise de mais de 220 avaliações de políticas adotadas pelo mundo e os resultados apontam números positivos, apesar da concentração dessas iniciativas em poucos países, setores e por períodos específicos.</p> <p><strong>De acordo com o estudo, as políticas no setor elétrico foram capazes de reduzir as emissões em uma média de 9%. Já instrumentos econômicos, como impostos sobre carbono e comércio de captação, foram capazes de diminuir as emissões entre 5% e 13%.</strong></p> <p>A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, os casos de sucesso são muitos, variados e demonstram que as emissões podem ser reduzidas rapidamente.</p> <blockquote> <p>“Agora cabe às nações implementar urgentemente políticas que promovam reduções de emissões rápidas, profundas e sustentáveis, e que coloquem o mundo no caminho certo para um clima mais estável e para economias e sociedades mais estáveis”, reforça.</p> </blockquote> <p> </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

Ainda é possível limitar o aquecimento global entre 1,7 graus Celsius (°C) e 1,8°C e retornar ao limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais até 2100, se as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) forem reduzidas em 18% até 2030; em 45% até 2035 e em 69% até 2040, na comparação com os níveis de 2025. Na prática, é necessário um esforço global capaz de alcançar uma redução média de 5,7% ao ano, de 2025 até 2035. Notícias relacionadas:Aquecimento além de 1,5°C ameaça saúde, agricultura e economia.ONU: aquecimento vai ultrapassar limite, mas pode ser contido.Concentração de gases do efeito estufa atinge nível recorde.A projeção está no novo Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026: O Ponto de Retorno, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O documento aponta a necessidade de esforços muito acima dos compromissos assumidos nas novas gerações de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), mas também traz evidências de que retornar a um limite de aquecimento global de 1,5°C ou menos é possível. "Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos mantê-la o mais pequena e curta possível – e trazer as temperaturas de volta para menos de 1,5 graus até o final do século", avalia o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. A necessidade de manter o aquecimento global controlado foi evidenciado no estudo anterior Limitar a Ultrapassagem – Lidar com a Ultrapassagem de 1,5 °C e Caminhos para o Retorno, que mostrou os efeitos no planeta do pico de aquecimento e a subsequente queda de temperatura. Quanto maior a temperatura e mais longa a duração, maiores são os impactos como: aumento do nível do mar, colapso de ecossistemas como os recifes de coral, ondas de calor e incêndios florestais, e alterações profundas na criosfera, que inclui calotas polares, gelo marinho, geleiras, solo congelado e neve. Com a trajetória atual mantida, o aquecimento global poderá atingir 2,8°C neste século. Caso as NDCs sejam plenamente cumpridas e a restauração de biomas seja capaz de neutralizar as emissões globais até 2050, ainda assim, o aquecimento global chegaria a 2,1°C neste século. Um exemplo do que poderá ocorrer como consequência desse aquecimento é o derretimento de um quarto das geleiras do planeta, com a elevação do nível do mar em até 12,5 centímetros (cm). Na prática, isso afetaria de forma permanente a disponibilidade de água potável em várias localidades do mundo. Políticas que funcionam Para cessar essa trajetória, o relatório de emissões traz a análise de mais de 220 avaliações de políticas adotadas pelo mundo e os resultados apontam números positivos, apesar da concentração dessas iniciativas em poucos países, setores e por períodos específicos. De acordo com o estudo, as políticas no setor elétrico foram capazes de reduzir as emissões em uma média de 9%. Já instrumentos econômicos, como impostos sobre carbono e comércio de captação, foram capazes de diminuir as emissões entre 5% e 13%. A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, os casos de sucesso são muitos, variados e demonstram que as emissões podem ser reduzidas rapidamente. “Agora cabe às nações implementar urgentemente políticas que promovam reduções de emissões rápidas, profundas e sustentáveis, e que coloquem o mundo no caminho certo para um clima mais estável e para economias e sociedades mais estáveis”, reforça.

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