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Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa, diz ministro

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Tue, 18 Aug 2026 16:35:00 -0300
Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa, diz ministro

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-08/comercio-com-sudeste-asiatico-deve-superar-eua-e-europa-diz-ministro"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>Ao receber o representante da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Brasília, nesta terça-feira (18), o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, projetou que o comércio do Brasil com o Sudeste Asiático deve superar os negócios com os Estados Unidos (EUA) e com a União Europeia (UE) “num futuro próximo”.  </strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1700009&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1700009&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>O chanceler lembrou que o comércio brasileiro com a Asean, bloco que reúne 11 países asiáticos, aumentou 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões.</p> <blockquote> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-08/novos-tremores-voltam-atingir-granada-na-espanha">Tremores voltam a atingir Granada, na Espanha.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-08/ucrania-lanca-620-drones-contra-regiao-de-moscou-diz-prefeito">Ucrânia lança 620 drones contra região de Moscou, diz prefeito.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-08/numero-de-travessias-pelo-estreito-de-ormuz-tem-leve-aumento">Número de travessias pelo Estreito de Ormuz tem leve aumento.</a></li></ul>“Nesse ritmo, o intercâmbio comercial deverá ultrapassar aquele com parceiros tradicionais do Brasil, como os EUA ou a União Europeia, no futuro próximo. O Brasil já exporta mais para a Singapura do que para a Alemanha. Exporta mais para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França”, disse.</p> </blockquote> <p>A fala ocorreu após reunião com secretário geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn, em uma agenda para aprofundar as relações com o sudeste asiático. Entre os Estados membros da associação estão Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste e Camboja.</p> <p>O encontro do ministro Mauro Vieira com a Asean ocorre em meio ao recente <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/tarifaco" target="_blank">tarifaço</a> dos EUA contra parte das exportações brasileiras, em um contexto em que o Brasil tenta <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/apex-preve-plano-de-r-130-milhoes-para-diversificar-exportacoes" target="_blank">diversificar exportações</a> para minimizar os impactos econômicos do tarifaço de Donald Trump. </p> <p><strong>Vieira manifestou ainda o interesse do Brasil se tornar um “parceiro de diálogo” da Asean, condição hoje restrita aos EUA, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coréia do Sul.</strong></p> <blockquote> <p>"Nossas regiões partilham o interesse em promover o desenvolvimento sustentável, ampliar os fluxos de comércio e investimentos e em fortalecer o Sul Global”, disse Vieira.</p> </blockquote> <h2>Convite do Brasil</h2> <p>O representante da Asean Kao Kim Hourn visita o Brasil a convite do governo brasileiro com agendas que vão de hoje até a próxima sexta-feira (21) e previsão de encontros com ministros de Estado, empresários e acadêmicos.</p> <p>Na reunião do Itamaraty, o secretário-geral Kao Kim Hourn destacou que espera estreitar as relações com o Brasil. </p> <blockquote> <p>“A Asean atribui grande importância à parceria com o Brasil. Desenvolvemos uma das relações mais dinâmicas e sustentáveis ​​na América Latina”, disse o secretário-geral.</p> </blockquote> <p>Para Kao Kim, o Brasil e a Asean podem desenvolver parcerias na área econômica, via comércio e investimentos, assim como nas áreas de inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ação climática.</p> <p>“Ressalto ainda que a Asean e o Brasil compartilham um forte compromisso com o multilateralismo baseado em regras, o diálogo e a cooperação internacional. Esse é um ponto fundamental para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem juntos seus desafios comuns”, completou o cambojano.</p> <p>Nos últimos 10 anos, os países da Asean duplicaram seus Produto Interno Brutos (PIBs), passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, considerando todos os Estados-membros. Juntos, eles somam mais de 700 milhões de habitantes. </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

Ao receber o representante da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Brasília, nesta terça-feira (18), o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, projetou que o comércio do Brasil com o Sudeste Asiático deve superar os negócios com os Estados Unidos (EUA) e com a União Europeia (UE) “num futuro próximo”. O chanceler lembrou que o comércio brasileiro com a Asean, bloco que reúne 11 países asiáticos, aumentou 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões. Notícias relacionadas:Tremores voltam a atingir Granada, na Espanha.Ucrânia lança 620 drones contra região de Moscou, diz prefeito.Número de travessias pelo Estreito de Ormuz tem leve aumento.“Nesse ritmo, o intercâmbio comercial deverá ultrapassar aquele com parceiros tradicionais do Brasil, como os EUA ou a União Europeia, no futuro próximo. O Brasil já exporta mais para a Singapura do que para a Alemanha. Exporta mais para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França”, disse. A fala ocorreu após reunião com secretário geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn, em uma agenda para aprofundar as relações com o sudeste asiático. Entre os Estados membros da associação estão Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste e Camboja. O encontro do ministro Mauro Vieira com a Asean ocorre em meio ao recente tarifaço dos EUA contra parte das exportações brasileiras, em um contexto em que o Brasil tenta diversificar exportações para minimizar os impactos econômicos do tarifaço de Donald Trump. Vieira manifestou ainda o interesse do Brasil se tornar um “parceiro de diálogo” da Asean, condição hoje restrita aos EUA, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coréia do Sul. "Nossas regiões partilham o interesse em promover o desenvolvimento sustentável, ampliar os fluxos de comércio e investimentos e em fortalecer o Sul Global”, disse Vieira. Convite do Brasil O representante da Asean Kao Kim Hourn visita o Brasil a convite do governo brasileiro com agendas que vão de hoje até a próxima sexta-feira (21) e previsão de encontros com ministros de Estado, empresários e acadêmicos. Na reunião do Itamaraty, o secretário-geral Kao Kim Hourn destacou que espera estreitar as relações com o Brasil. “A Asean atribui grande importância à parceria com o Brasil. Desenvolvemos uma das relações mais dinâmicas e sustentáveis ​​na América Latina”, disse o secretário-geral. Para Kao Kim, o Brasil e a Asean podem desenvolver parcerias na área econômica, via comércio e investimentos, assim como nas áreas de inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ação climática. “Ressalto ainda que a Asean e o Brasil compartilham um forte compromisso com o multilateralismo baseado em regras, o diálogo e a cooperação internacional. Esse é um ponto fundamental para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem juntos seus desafios comuns”, completou o cambojano. Nos últimos 10 anos, os países da Asean duplicaram seus Produto Interno Brutos (PIBs), passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, considerando todos os Estados-membros. Juntos, eles somam mais de 700 milhões de habitantes.

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