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Exposição em SP reúne fotos de movimentos feministas do Brasil

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Wed, 19 Aug 2026 13:28:00 -0300
Exposição em SP reúne fotos de movimentos feministas do Brasil

Why This Matters

Key context: <p>O Museu da Diversidade Sexual inaugura nesta quarta-feira (19), Dia do Orgulho Lésbico, a exposição <em>Alice Oliveira</em>, que reconhece o trabalho de mais de quatro décadas da ativista e fotógrafa.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1700087&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1700087&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Os registros resgatam a história dos movimentos feministas, lésbicos e LGBTQ+ dos anos 1980 e 1990, no Brasil e na América Latina.</p> <p>A exposição reúne 30 fotografias que ajudam a reconstruir a história desses movimentos a partir de encontros, manifestações, articulações políticas e redes de solidariedade. Também incluem negativos, documentos e registros audiovisuais.</p> <p>Este material de Alice Oliveira foi esquecido por muitos anos. Inicialmente, a ativista não se enxergava como fotógrafa e, por isso, o processo de digitalização e catalogação ocorreu apenas recentemente.</p> <p>Quando se trata da história de grupos dissidentes – que não se enquadram no padrão cis-heteronormativo – existem muitos lapsos de memória, justamente pela ausência de registros, como aponta o curador da exposição e pesquisador do acervo de Alice Oliveira, Pedro Vieira.</p> <p>“Os registros, tanto de documentação, como fotográficos, são fundamentais para que a gente possa reconstruir nossa história. Pensando em quem eram as pessoas que estavam nesses eventos, quem eram os ativistas e o que estava sendo pautado, a gente consegue entender como chegamos até aqui”, explicou Pedro.</p> <h2>Primeira parada</h2> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=472149:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/wQicaodEsegrVNxkLE9LtHHX5qg=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/19/exposicao-3.jpg?itok=gM6Jizl1" alt="Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto: Alice Oliveira/ Divulgação" title="Alice Oliveira/ Divulgação"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/wQicaodEsegrVNxkLE9LtHHX5qg=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/19/exposicao-3.jpg?itok=gM6Jizl1" alt="Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto: Alice Oliveira/ Divulgação" title="Alice Oliveira/ Divulgação"></noscript> <!-- END scald=472149 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta"><!--copyright=472149-->Novembro de 1990, V Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho, em San Bernardo e Buenos Aires, Argentina - <strong>Alice Oliveira/ Divulgação</strong><!--END copyright=472149--><br type="_moz" /> </h6> </div></div> <p>Através do acervo da Alice Oliveira, é possível visualizar como o movimento LGBT+ evoluiu com o tempo. Algumas das fotos, por exemplo, ilustram a 17ª Conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), que aconteceu pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1995.</p> <p><strong>Esse encontro marca um momento importante para a historiografia LGBTQ+. No final do encontro, em junho de 1995, os participantes partem para a Orla de Copacabana e realizam um enorme ato, o maior que havia acontecido no país até então</strong>. Muitos historiadores, inclusive, consideram aquela manifestação como a primeira parada do orgulho do Brasil.</p> <p>O acervo também reúne importantes momentos da luta feminista. No final dos anos 1980, Alice ajudou a organizar o 3º Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho em Bertioga, que a ativista conta que foi o primeiro grande contato do movimento brasileiro com o restante do continente.</p> <p>A ativista também participou de dois encontros em El Salvador: “esses encontros proporcionaram um momento de fortalecimento a mulheres que não têm essa realidade no dia a dia, reunindo desde indígenas e quilombolas até intelectuais e parlamentares”.</p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=472151:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/qpVuLhm3CyEHJ9RY2DxeYuA6dSE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/19/exposicao-1.jpg?itok=zX9OZCtz" alt="Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto: Alice Oliveira/ Divulgação" title="Alice Oliveira/ Divulgação"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/qpVuLhm3CyEHJ9RY2DxeYuA6dSE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/19/exposicao-1.jpg?itok=zX9OZCtz" alt="Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto: Alice Oliveira/ Divulgação" title="Alice Oliveira/ Divulgação"></noscript> <!-- END scald=472151 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta">Fevereiro de 1997 – IX Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Travestis em São Paulo - <strong>Alice Oliveira/ Divulgação</strong><!--END copyright=472151--><br type="_moz" /> </h6> </div></div> <p><strong>Hoje, aos 70 anos, Alice direciona sua militância para a defesa de idosos LGBT+ em conselhos e espaços de políticas públicas</strong>. Ela defende que o movimento atual precisa de união, maturidade e clareza, deixando de lado disputas por poder.</p> <p>Para ilustrar a importância da união, ela cita uma metáfora que aprendeu com a Cacique Pequena, primeira mulher cacique do Brasil, do povo Jenipapo-Kanindé: um graveto sozinho se quebra facilmente, mas quatro ou cinco gravetos juntos não se quebram.<br />  <br /> Serviço<br /> Exposição: <em>Acervo Alice Oliveira</em><br /> Abertura: 19 de agosto 2026<br /> Encerramento: fevereiro 2027<br /> Local: Museu da Diversidade Sexual<br /> Horário: das 10h às 18h (terça a domingo)<br /> Ingressos gratuitos: <a href="https://www.sympla.com.br/" target="_blank">Sympla</a></p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

O Museu da Diversidade Sexual inaugura nesta quarta-feira (19), Dia do Orgulho Lésbico, a exposição Alice Oliveira, que reconhece o trabalho de mais de quatro décadas da ativista e fotógrafa. Os registros resgatam a história dos movimentos feministas, lésbicos e LGBTQ+ dos anos 1980 e 1990, no Brasil e na América Latina. A exposição reúne 30 fotografias que ajudam a reconstruir a história desses movimentos a partir de encontros, manifestações, articulações políticas e redes de solidariedade. Também incluem negativos, documentos e registros audiovisuais. Este material de Alice Oliveira foi esquecido por muitos anos. Inicialmente, a ativista não se enxergava como fotógrafa e, por isso, o processo de digitalização e catalogação ocorreu apenas recentemente. Quando se trata da história de grupos dissidentes – que não se enquadram no padrão cis-heteronormativo – existem muitos lapsos de memória, justamente pela ausência de registros, como aponta o curador da exposição e pesquisador do acervo de Alice Oliveira, Pedro Vieira. “Os registros, tanto de documentação, como fotográficos, são fundamentais para que a gente possa reconstruir nossa história. Pensando em quem eram as pessoas que estavam nesses eventos, quem eram os ativistas e o que estava sendo pautado, a gente consegue entender como chegamos até aqui”, explicou Pedro. Primeira parada Novembro de 1990, V Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho, em San Bernardo e Buenos Aires, Argentina - Alice Oliveira/ Divulgação Através do acervo da Alice Oliveira, é possível visualizar como o movimento LGBT+ evoluiu com o tempo. Algumas das fotos, por exemplo, ilustram a 17ª Conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), que aconteceu pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1995. Esse encontro marca um momento importante para a historiografia LGBTQ+. No final do encontro, em junho de 1995, os participantes partem para a Orla de Copacabana e realizam um enorme ato, o maior que havia acontecido no país até então. Muitos historiadores, inclusive, consideram aquela manifestação como a primeira parada do orgulho do Brasil. O acervo também reúne importantes momentos da luta feminista. No final dos anos 1980, Alice ajudou a organizar o 3º Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho em Bertioga, que a ativista conta que foi o primeiro grande contato do movimento brasileiro com o restante do continente. A ativista também participou de dois encontros em El Salvador: “esses encontros proporcionaram um momento de fortalecimento a mulheres que não têm essa realidade no dia a dia, reunindo desde indígenas e quilombolas até intelectuais e parlamentares”. Fevereiro de 1997 – IX Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Travestis em São Paulo - Alice Oliveira/ Divulgação Hoje, aos 70 anos, Alice direciona sua militância para a defesa de idosos LGBT+ em conselhos e espaços de políticas públicas. Ela defende que o movimento atual precisa de união, maturidade e clareza, deixando de lado disputas por poder. Para ilustrar a importância da união, ela cita uma metáfora que aprendeu com a Cacique Pequena, primeira mulher cacique do Brasil, do povo Jenipapo-Kanindé: um graveto sozinho se quebra facilmente, mas quatro ou cinco gravetos juntos não se quebram. Serviço Exposição: Acervo Alice Oliveira Abertura: 19 de agosto 2026 Encerramento: fevereiro 2027 Local: Museu da Diversidade Sexual Horário: das 10h às 18h (terça a domingo) Ingressos gratuitos: Sympla

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