Produção da indústria recua 0,8% em setembro; 4ª queda em cinco meses
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/producao-da-industria-recua-08-em-setembro-4a-queda-em-cinco-meses"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>A produção da indústria brasileira apresentou queda de 0,8% na passagem de agosto para setembro. O resultado representa a quarta retração no intervalo de cinco meses.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707805&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707805&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/228/pim_pfbr_2026_set.pdf" target="_blank">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>. </p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/governo-publica-mp-das-aliquotas-do-imposto-seletivo-para-2027">Governo publica MP das alíquotas do Imposto Seletivo para 2027.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/anatel-publica-novas-regras-para-prevenir-fraudes-por-meio-de-sms">Anatel publica novas regras para prevenir fraudes por meio de SMS.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/setor-produtivo-critica-manutencao-da-selic-em-1375-ao-ano">Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75% ao ano.</a></li></ul><strong>De acordo com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o dado de setembro veio abaixo da mediana das expectativas de mercado (-0,4%).</strong></p> <p>No acumulado de 12 meses, a produção industrial apresenta alta de 0,2%. De acordo com o analista da pesquisa, André Macedo, o desempenho das fábricas brasileiras nos últimos meses revelam “clara redução na magnitude de crescimento”.</p> <p><strong>Nos cinco últimos meses, a perda acumulada chega a 4,1%, o que elimina parte do ganho de 4,2% verificado nos quatro primeiros meses do ano.</strong></p> <p>Com os números de setembro, a indústria fica posicionada 16,5% abaixo do patamar mais alto já registrado, que pertence a maio de 2011.</p> <p>Veja o comportamento do setor nos últimos meses:</p> <ul> <li>Setembro: -0,8%</li> <li>Agosto: -07%</li> <li>Julho: 0%</li> <li>Junho: -1,6%</li> <li>Maio: -1%</li> </ul> <h2>Queda disseminada</h2> <p><strong>Macedo detalha que na passagem de agosto para setembro, houve “perfil disseminado de taxas negativas”, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 25 atividades industriais pesquisadas.</strong></p> <p>Veja o comportamento por grande categoria econômica:</p> <ul> <li>bens de capital (máquinas e equipamentos): -1,9%</li> <li>bens de consumo semi e não duráveis: -1,2%</li> <li>bens intermediários (produtos utilizados na produção de outros bens): -0,7%</li> <li>bens de consumo duráveis: 0,7%</li> </ul> <p><strong>Entre as atividades, as principais influências negativas foram coque (derivado do carvão), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%).</strong></p> <p>Macedo explica que a produção de álcool etílico e de açúcar responderam por grande parte das perdas.</p> <blockquote> <p>“Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas".</p> </blockquote> <p>Por outro lado, o crescimento nas indústrias extrativas (1,7%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria. "Nesta atividade, os destaques ficaram por conta da maior extração de óleos brutos do petróleo, gás natural e minérios de ferro", analisa.</p> <p>Em relação a setembro do ano passado, a produção industrial caiu 2,5%, o recuo mais acentuado desde março de 2024 (-2,9%).</p> <p><strong>O IBGE aponta que a comparação foi afetada pelo efeito calendário (setembro de 2026 teve um dia útil a menos) e por uma elevada base de comparação, já que a indústria avançou 2% em setembro de 2025.</strong></p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
A produção da indústria brasileira apresentou queda de 0,8% na passagem de agosto para setembro. O resultado representa a quarta retração no intervalo de cinco meses. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícias relacionadas:Governo publica MP das alíquotas do Imposto Seletivo para 2027.Anatel publica novas regras para prevenir fraudes por meio de SMS.Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75% ao ano.De acordo com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o dado de setembro veio abaixo da mediana das expectativas de mercado (-0,4%). No acumulado de 12 meses, a produção industrial apresenta alta de 0,2%. De acordo com o analista da pesquisa, André Macedo, o desempenho das fábricas brasileiras nos últimos meses revelam “clara redução na magnitude de crescimento”. Nos cinco últimos meses, a perda acumulada chega a 4,1%, o que elimina parte do ganho de 4,2% verificado nos quatro primeiros meses do ano. Com os números de setembro, a indústria fica posicionada 16,5% abaixo do patamar mais alto já registrado, que pertence a maio de 2011. Veja o comportamento do setor nos últimos meses: Setembro: -0,8% Agosto: -07% Julho: 0% Junho: -1,6% Maio: -1% Queda disseminada Macedo detalha que na passagem de agosto para setembro, houve “perfil disseminado de taxas negativas”, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 25 atividades industriais pesquisadas. Veja o comportamento por grande categoria econômica: bens de capital (máquinas e equipamentos): -1,9% bens de consumo semi e não duráveis: -1,2% bens intermediários (produtos utilizados na produção de outros bens): -0,7% bens de consumo duráveis: 0,7% Entre as atividades, as principais influências negativas foram coque (derivado do carvão), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%). Macedo explica que a produção de álcool etílico e de açúcar responderam por grande parte das perdas. “Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas". Por outro lado, o crescimento nas indústrias extrativas (1,7%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria. "Nesta atividade, os destaques ficaram por conta da maior extração de óleos brutos do petróleo, gás natural e minérios de ferro", analisa. Em relação a setembro do ano passado, a produção industrial caiu 2,5%, o recuo mais acentuado desde março de 2024 (-2,9%). O IBGE aponta que a comparação foi afetada pelo efeito calendário (setembro de 2026 teve um dia útil a menos) e por uma elevada base de comparação, já que a indústria avançou 2% em setembro de 2025.
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