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Dívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhões

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Thu, 29 Oct 2026 16:49:00 -0300
Dívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhões

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/divida-publica-fica-em-829-do-pib-e-deficit-soma-r-55-bilhoes"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>O setor público consolidado – União, estado, municípios e estatais – registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707237&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707237&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) no relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central (BC).</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/instituto-preve-impacto-fiscal-de-r-40-bilhoes-com-medidas-de-lula">Instituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com medidas de Lula.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/consumo-nos-lares-acumula-alta-de-270-ate-setembro-diz-abras">Consumo nos lares acumula alta de 2,70% até setembro, diz Abras.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/governo-alerta-que-cadastramento-para-o-pix-mei-ainda-nao-comecou">Governo alerta que cadastramento para o Pix MEI ainda não começou.</a></li></ul>O endividamento ficou estável em relação a agosto, mas permanece no maior patamar desde 2021, período marcado pelos efeitos econômicos da pandemia de covid-19. <strong>Na comparação com setembro de 2025, quando o déficit primário foi de R$ 17,5 bilhões, houve melhora no resultado das contas públicas.</strong></p> <p>O déficit primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública. O resultado de setembro foi influenciado por desempenhos distintos entre os níveis de governo e as empresas estatais.</p> <h2>Resultado por esfera</h2> <p>Em setembro, o desempenho das contas públicas foi o seguinte:</p> <ul> <li>Governo Central: superávit de R$ 3,5 bilhões;</li> <li>Estados e municípios: déficit conjunto de R$ 5,6 bilhões;</li> <li>Empresas estatais: déficit de R$ 3,4 bilhões.</li> </ul> <p>O resultado negativo consolidado, ao somar as três esferas de governo, ficou em R$ 5,497 bilhões, abaixo do déficit primário de R$ 10 bilhões registrado em agosto e dos R$ 17,5 bilhões de setembro do ano passado.</p> <p>Apesar da melhora, as contas públicas acumularam déficit primário de R$ 94,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 79,2 bilhões, ou 0,84% do PIB.</p> <h2>Metodologias diferentes</h2> <p>Nesta manhã, o Tesouro Nacional divulgou que o Governo Central registrou superávit primário de <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/contas-do-governo-tem-superavit-de-r-48-bilhoes-em-setembro" target="_blank">R$ 4,8 bilhões em setembro</a>. A divergência de números em relação ao Banco Central decorre da diferença de metodologia.</p> <p>As estatísticas do Tesouro baseiam-se nos valores executados no Orçamento. O Banco Central calcula o resultado primário com base na variação do endividamento de cada ente público: Governo Central, estados, municípios e estatais.</p> <h2>Dívida permanece elevada</h2> <p><strong>A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que abrange o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais, alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB.</strong></p> <p>O indicador ficou estável em relação ao mês anterior, mas avançou 4,3 pontos percentuais no acumulado de 2026.</p> <p>Segundo o Banco Central, o comportamento da dívida em setembro refletiu principalmente:</p> <ul> <li>Juros nominais apropriados: contribuíram para elevar a dívida em 0,8 ponto percentual do PIB;</li> <li>Resgates líquidos de dívida: reduziram o indicador em 0,4 ponto percentual;</li> <li>Variação do PIB nominal: teve impacto negativo de 0,4 ponto percentual sobre a relação entre dívida e PIB.</li> </ul> <p>No fim de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Desde então, o indicador aumentou mais de 11 pontos percentuais, aproximando-se dos níveis observados durante a pandemia.</p> <h2>Juros ampliam déficit</h2> <p>As despesas com juros nominais do setor público somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025. O aumento anual foi de R$ 22,8 bilhões.</p> <p>De acordo com o BC, a elevação foi influenciada pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial, venda de dólares no mercado futuro, cujo resultado entra na conta de juros. Também contribuíram para a elevação o crescimento do estoque da dívida e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</p> <p>No acumulado de 12 meses até setembro, os gastos com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No mesmo intervalo encerrado em setembro de 2025, a despesa havia sido de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.</p> <p>Quando os juros são incluídos no cálculo, o resultado das contas públicas passa a ser medido pelo déficit nominal.</p> <p><strong>Em setembro, o déficit nominal do setor público consolidado foi de R$ 113 bilhões. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 1,275 trilhão, correspondente a 9,51% do PIB.</strong></p> <h2>Dívida líquida avança</h2> <p><strong>A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta os ativos financeiros do governo de suas obrigações, atingiu R$ 9,4 trilhões em setembro, equivalente a 70% do PIB.</strong></p> <p>O indicador subiu 0,7 ponto percentual em relação a agosto, quando estava em 69,3% do PIB, e acumulou alta de 4,7 pontos percentuais no ano.</p> <p>Segundo o Banco Central, o avanço mensal foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros da dívida, que acrescentou 0,8 ponto percentual à relação entre a dívida líquida e o PIB.</p> <h2>Déficit recua em 12 meses</h2> <p>Apesar do resultado negativo acumulado no ano, o déficit primário apresentou melhora na comparação dos últimos 12 meses.</p> <p><strong>Até setembro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB. Em agosto, o indicador correspondia a 0,62% do PIB.</strong></p> <p>No período de 12 meses encerrado em setembro, os resultados por segmento foram:</p> <ul> <li>Governo Central: déficit de R$ 52,7 bilhões, ou 0,39% do PIB;</li> <li>Estados: déficit de R$ 14,4 bilhões, ou 0,11% do PIB;</li> <li>Municípios: superávit de R$ 7 bilhões, ou 0,05% do PIB;</li> <li>Empresas estatais: déficit de R$ 10 bilhões, ou 0,07% do PIB.</li> </ul> <p>A trajetória da dívida pública e o peso dos juros permanecem entre os principais desafios fiscais do país. O aumento do endividamento eleva o custo de financiamento do governo e reduz o espaço disponível no Orçamento para outras despesas, enquanto a evolução do resultado primário influencia a capacidade de estabilizar a dívida em relação ao PIB.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

O setor público consolidado – União, estado, municípios e estatais – registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) no relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central (BC). Notícias relacionadas:Instituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com medidas de Lula.Consumo nos lares acumula alta de 2,70% até setembro, diz Abras.Governo alerta que cadastramento para o Pix MEI ainda não começou.O endividamento ficou estável em relação a agosto, mas permanece no maior patamar desde 2021, período marcado pelos efeitos econômicos da pandemia de covid-19. Na comparação com setembro de 2025, quando o déficit primário foi de R$ 17,5 bilhões, houve melhora no resultado das contas públicas. O déficit primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública. O resultado de setembro foi influenciado por desempenhos distintos entre os níveis de governo e as empresas estatais. Resultado por esfera Em setembro, o desempenho das contas públicas foi o seguinte: Governo Central: superávit de R$ 3,5 bilhões; Estados e municípios: déficit conjunto de R$ 5,6 bilhões; Empresas estatais: déficit de R$ 3,4 bilhões. O resultado negativo consolidado, ao somar as três esferas de governo, ficou em R$ 5,497 bilhões, abaixo do déficit primário de R$ 10 bilhões registrado em agosto e dos R$ 17,5 bilhões de setembro do ano passado. Apesar da melhora, as contas públicas acumularam déficit primário de R$ 94,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 79,2 bilhões, ou 0,84% do PIB. Metodologias diferentes Nesta manhã, o Tesouro Nacional divulgou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro. A divergência de números em relação ao Banco Central decorre da diferença de metodologia. As estatísticas do Tesouro baseiam-se nos valores executados no Orçamento. O Banco Central calcula o resultado primário com base na variação do endividamento de cada ente público: Governo Central, estados, municípios e estatais. Dívida permanece elevada A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que abrange o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais, alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB. O indicador ficou estável em relação ao mês anterior, mas avançou 4,3 pontos percentuais no acumulado de 2026. Segundo o Banco Central, o comportamento da dívida em setembro refletiu principalmente: Juros nominais apropriados: contribuíram para elevar a dívida em 0,8 ponto percentual do PIB; Resgates líquidos de dívida: reduziram o indicador em 0,4 ponto percentual; Variação do PIB nominal: teve impacto negativo de 0,4 ponto percentual sobre a relação entre dívida e PIB. No fim de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Desde então, o indicador aumentou mais de 11 pontos percentuais, aproximando-se dos níveis observados durante a pandemia. Juros ampliam déficit As despesas com juros nominais do setor público somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025. O aumento anual foi de R$ 22,8 bilhões. De acordo com o BC, a elevação foi influenciada pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial, venda de dólares no mercado futuro, cujo resultado entra na conta de juros. Também contribuíram para a elevação o crescimento do estoque da dívida e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado de 12 meses até setembro, os gastos com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No mesmo intervalo encerrado em setembro de 2025, a despesa havia sido de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB. Quando os juros são incluídos no cálculo, o resultado das contas públicas passa a ser medido pelo déficit nominal. Em setembro, o déficit nominal do setor público consolidado foi de R$ 113 bilhões. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 1,275 trilhão, correspondente a 9,51% do PIB. Dívida líquida avança A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta os ativos financeiros do governo de suas obrigações, atingiu R$ 9,4 trilhões em setembro, equivalente a 70% do PIB. O indicador subiu 0,7 ponto percentual em relação a agosto, quando estava em 69,3% do PIB, e acumulou alta de 4,7 pontos percentuais no ano. Segundo o Banco Central, o avanço mensal foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros da dívida, que acrescentou 0,8 ponto percentual à relação entre a dívida líquida e o PIB. Déficit recua em 12 meses Apesar do resultado negativo acumulado no ano, o déficit primário apresentou melhora na comparação dos últimos 12 meses. Até setembro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB. Em agosto, o indicador correspondia a 0,62% do PIB. No período de 12 meses encerrado em setembro, os resultados por segmento foram: Governo Central: déficit de R$ 52,7 bilhões, ou 0,39% do PIB; Estados: déficit de R$ 14,4 bilhões, ou 0,11% do PIB; Municípios: superávit de R$ 7 bilhões, ou 0,05% do PIB; Empresas estatais: déficit de R$ 10 bilhões, ou 0,07% do PIB. A trajetória da dívida pública e o peso dos juros permanecem entre os principais desafios fiscais do país. O aumento do endividamento eleva o custo de financiamento do governo e reduz o espaço disponível no Orçamento para outras despesas, enquanto a evolução do resultado primário influencia a capacidade de estabilizar a dívida em relação ao PIB.

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