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Em São Paulo, rua é renomeada em homenagem à história do samba

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Sat, 01 Aug 2026 16:45:00 -0300
Em São Paulo, rua é renomeada em homenagem à história do samba

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/rua-e-renomeada-em-sao-paulo-em-homenagem-historia-do-samba"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong> A Rua João de Barros, que fica no bairro da Barra Funda, em São Paulo, foi rebatizada, em 28 de julho como Rua do Samba. Com apenas uma quadra, o local é endereço de rodas de samba desde a década de 1980, quando Carlos Alberto Tobias organizava eventos na rua.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1698336&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1698336&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=470391:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/KJLEeEp5uf9ntejrMI8M3oKCVSI=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/30/_int8229-3.jpg?itok=hTGY61Lw" alt="São Paulo (SP)-31/07/2026 . Rua do Samba , recebe placa e era oficialmente batizada no bairro da Barra Funda. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/KJLEeEp5uf9ntejrMI8M3oKCVSI=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/30/_int8229-3.jpg?itok=hTGY61Lw" alt="São Paulo (SP)-31/07/2026 . Rua do Samba , recebe placa e era oficialmente batizada no bairro da Barra Funda. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"></noscript> <!-- END scald=470391 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta">Rua do Samba resgata memória na Barra Funda. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil - <strong>Paulo Pinto/Agência Brasil</strong><!--END copyright=470391--></h6> </div></div> <p>O nome na placa representa mais do que o reconhecimento do gênero musical. É também um resgate de memória da população negra no bairro da Barra Funda, como é o caso da família da cantora e compositora Simone Tobias, filha de Carlos Alberto e neta de seu Inocêncio, que reorganizou um antigo grupo carnavalesco em 1953. Depois o grupo se tornou a Escola Camisa Verde e Branco.</p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/projeto-video-nas-aldeias-alerta-para-risco-de-perder-acervo">Projeto Vídeo nas Aldeias alerta para risco de perder acervo.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/caminhos-da-reportagem-vence-o-2o-premio-adep-mg-de-jornalismo">Caminhos da Reportagem vence o 2º Prêmio ADEP-MG de Jornalismo.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/em-novo-documentario-bodansky-revisita-carreira-e-destaca-mudancas">Em novo documentário, Bodansky revisita carreira e destaca mudanças.</a></li></ul>“Em 1914, seu Dionísio Barbosa, que era tio da minha avó paterna, funda o grupo carnavalesco Barra Funda. Em 53, meu vô começa esse movimento para chamar algumas pessoas para fazer parte de um novo cordão e usa as cores primárias do Grupo da Barra Funda para homenagear seu Dionísio", conta Simone.</p> <p><strong>Segundo Simone, seu avô usava o apelido "camisas verdes", mas inseria o branco para que "não fosse mais confundido com os integralistas".</strong></p> <p>Os ensaios aconteciam em frente à casa da família Tobias, um porão em um antigo cortiço que não existe mais. Simone diz que o senso de comunidade e pertencimento foi afetado pela especulação imobiliária ainda no final da década de 70, empurrando os moradores para longe. </p> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=470384:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/-N42kiLgLUTIDR8VqzKAuMQ-8bQ=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/30/img_6310-9.jpg?itok=FAfwyDJK" alt="São Paulo (SP)-31/07/2026 . Rua do Samba , recebe placa e era oficialmente batizada no bairro da Barra Funda. 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Essa higienização, novamente feita para que a negritude fosse colocada nas periferias da cidade”.</p> <p>Em busca da valorização da memória negra do samba no bairro, antes que a gentrificação apague sua história, surgiu o projeto Cartografias de Bambas, coordenado por Nathália Oliveira. Ela ressalta que o movimento diz mais sobre o pertencimento a um território do que apenas à musicalidade. </p> <p>“O samba entendido apenas como um som é esvaziar totalmente de sentido a construção dessa história. Quando a gente reconhece um bairro que está cada vez mais embranquecendo, é ir apagando o legado, né?", questiona Nathália.</p> <p><strong>Para Nathália, o reconhecimento da Rua do Samba "é um momento em que a gente também tem que provocar uma discussão na cidade sobre como as pessoas negras permanecem no seu lugar de memória construída pelos seus antepassados".</strong></p> <p>Uma das iniciativas que contribuem para a permanência e memória da comunidade negra é o Festival Cartografias de Bambas, que reúne mensalmente sambistas e coletivos culturais na Rua do Samba. Esse tipo de evento, para Nathália, reconecta as pessoas com o território:</p> <p>“E o que a gente vem percebendo é que cada vez mais chegam pessoas negras de lugares diferentes da cidade, de várias idades. Então, tem muita gente mais velha que já veio aqui e fala que quer voltar a frequentar os nossos eventos".</p> <p>Ela conta que o festival já ocorre mensalmente há oito meses. "A gente vai vendo como o público cada vez mais vai enegrecendo."</p> <p><strong>Antes da Rua do Samba, um outro ponto já reconhecia a Barra Funda como berço do samba paulistano: o Largo da Banana. </strong>Ali,<strong> </strong>estivadores negros se reuniam no final do século 19 para cantar e tocar o que daria origem ao samba na cidade. No local, foi construído um viaduto na década de 1950, e do lugar de memória restou apenas uma placa.</p> <p><strong>No manifesto <em>Rua do Samba da Barra Funda</em>, o projeto Cartografias de Bambas reforça que memória também é política pública. </strong>E que a Rua do Samba siga como “patrimônio vivo, chão de memória e encruzilhada de futuros”.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

A Rua João de Barros, que fica no bairro da Barra Funda, em São Paulo, foi rebatizada, em 28 de julho como Rua do Samba. Com apenas uma quadra, o local é endereço de rodas de samba desde a década de 1980, quando Carlos Alberto Tobias organizava eventos na rua. Rua do Samba resgata memória na Barra Funda. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil - Paulo Pinto/Agência Brasil O nome na placa representa mais do que o reconhecimento do gênero musical. É também um resgate de memória da população negra no bairro da Barra Funda, como é o caso da família da cantora e compositora Simone Tobias, filha de Carlos Alberto e neta de seu Inocêncio, que reorganizou um antigo grupo carnavalesco em 1953. Depois o grupo se tornou a Escola Camisa Verde e Branco. Notícias relacionadas:Projeto Vídeo nas Aldeias alerta para risco de perder acervo.Caminhos da Reportagem vence o 2º Prêmio ADEP-MG de Jornalismo.Em novo documentário, Bodansky revisita carreira e destaca mudanças.“Em 1914, seu Dionísio Barbosa, que era tio da minha avó paterna, funda o grupo carnavalesco Barra Funda. Em 53, meu vô começa esse movimento para chamar algumas pessoas para fazer parte de um novo cordão e usa as cores primárias do Grupo da Barra Funda para homenagear seu Dionísio", conta Simone. Segundo Simone, seu avô usava o apelido "camisas verdes", mas inseria o branco para que "não fosse mais confundido com os integralistas". Os ensaios aconteciam em frente à casa da família Tobias, um porão em um antigo cortiço que não existe mais. Simone diz que o senso de comunidade e pertencimento foi afetado pela especulação imobiliária ainda no final da década de 70, empurrando os moradores para longe. Rua do Samba , recebe placa e era oficialmente batizada no bairro da Barra Funda. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil “Mesmo para a minha família, que na década de 80 foi morar na periferia da zona norte, ficava inviável entender como é essa loucura, né? Essa higienização, novamente feita para que a negritude fosse colocada nas periferias da cidade”. Em busca da valorização da memória negra do samba no bairro, antes que a gentrificação apague sua história, surgiu o projeto Cartografias de Bambas, coordenado por Nathália Oliveira. Ela ressalta que o movimento diz mais sobre o pertencimento a um território do que apenas à musicalidade. “O samba entendido apenas como um som é esvaziar totalmente de sentido a construção dessa história. Quando a gente reconhece um bairro que está cada vez mais embranquecendo, é ir apagando o legado, né?", questiona Nathália. Para Nathália, o reconhecimento da Rua do Samba "é um momento em que a gente também tem que provocar uma discussão na cidade sobre como as pessoas negras permanecem no seu lugar de memória construída pelos seus antepassados". Uma das iniciativas que contribuem para a permanência e memória da comunidade negra é o Festival Cartografias de Bambas, que reúne mensalmente sambistas e coletivos culturais na Rua do Samba. Esse tipo de evento, para Nathália, reconecta as pessoas com o território: “E o que a gente vem percebendo é que cada vez mais chegam pessoas negras de lugares diferentes da cidade, de várias idades. Então, tem muita gente mais velha que já veio aqui e fala que quer voltar a frequentar os nossos eventos". Ela conta que o festival já ocorre mensalmente há oito meses. "A gente vai vendo como o público cada vez mais vai enegrecendo." Antes da Rua do Samba, um outro ponto já reconhecia a Barra Funda como berço do samba paulistano: o Largo da Banana. Ali, estivadores negros se reuniam no final do século 19 para cantar e tocar o que daria origem ao samba na cidade. No local, foi construído um viaduto na década de 1950, e do lugar de memória restou apenas uma placa. No manifesto Rua do Samba da Barra Funda, o projeto Cartografias de Bambas reforça que memória também é política pública. E que a Rua do Samba siga como “patrimônio vivo, chão de memória e encruzilhada de futuros”.

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