Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/apex-preve-plano-de-r-130-milhoes-para-diversificar-exportacoes"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>Após o tarifaço adicional dos Estados Unidos (EUA) contra parte das exportações do Brasil, <strong>a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou um plano de R$ 130 milhões, a ser lançado em agosto, para diversificar as vendas do Brasil no exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1696960&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1696960&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a ApexBrasil informou que<strong> o plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras.</strong></p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/setores-atingidos-por-tarifaco-dos-eua-terao-novo-plano-de-socorro">Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/entenda-lei-de-reciprocidade-que-o-brasil-pode-adotar-contra-os-eua">Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/aeronaves-oleo-cafe-e-carne-estao-fora-do-tarifaco-imposto-pelos-eua">Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA.</a></li></ul>“A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, explicou, nesta sexta-feira (17), o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, em entrevista coletiva.</p> <p>O chefe da agência estatal disse que <strong>as prioridades são o mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean)</strong>, como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas taxas de crescimento.</p> <p>Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA.</p> <p>“São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e também porque têm uma população que está crescendo a 7% ou 8%, com população jovem, e que demandam, inclusive, produtos que o Brasil tem”, disse.</p> <h2>Tarifaço de Trump</h2> <p>Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil.</p> <p>O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação, alegando que a medida tem motivação política e que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-07/mauro-vieira-afirma-que-eua-queriam-abertura-total-sem-contrapartida" target="_blank">Washington exigia abertura total de mercados sem contrapartida</a>. As novas tarifas valem a partir do dia 22 de julho.</p> <p>Durante as negociações, a lista dos produtos isentos passou de 615 para 699, aumentando o valor isento das tarifas de US$ 20,6 bilhões para US$ 22,8 bilhões do total exportado, considerando os dados de 2025.</p> <p><strong>O presidente da instituição para exportações brasileiras afirmou que houve, no primeiro semestre do ano, uma redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA, resultado das tarifas aplicadas anteriormente.</strong></p> <blockquote> <p>“Mas tivemos um aumento de US$ 3,1 bilhões para a Europa, US$ 2,5 bilhões para a Índia, e US$ 10,5 bilhões para a China, só para citar alguns dos destinos mais importantes”, disse Laudemir Müller.</p> </blockquote> <p>As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram apontadas como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses.<br /> </p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=468570:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/EdfttDvm821O534H-ceMCGUce-4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/08/2026-07-03t180918z_1_lynxmpem6210k_rtroptp_4_usa-trump-tariffs-brazil.jpg?itok=rv8e2iWe" alt="Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP), 31 de julho de 2025. REUTERS/Jorge Silva" title="REUTERS/Jorge Silva/ Proibido reprodução"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/EdfttDvm821O534H-ceMCGUce-4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/08/2026-07-03t180918z_1_lynxmpem6210k_rtroptp_4_usa-trump-tariffs-brazil.jpg?itok=rv8e2iWe" alt="Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP), 31 de julho de 2025. REUTERS/Jorge Silva" title="REUTERS/Jorge Silva/ Proibido reprodução"></noscript> <!-- END scald=468570 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta"> No primeiro semestre do ano, Brasil registrou redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA - <strong>Reuters/Jorge Silva/ Proibido reprodução</strong><!--END copyright=468570--></div> </div></div> <h2>Diversificação já começou</h2> <p>O presidente da ApexBrasil ressaltou que esse trabalho de diversificação está em andamento desde as primeiras tarifas impostas pelos EUA, ainda em 2025.</p> <blockquote> <p>“Isso implica dizer que 72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações”, disse.</p> </blockquote> <p>Ainda segundo Müller, há mercados mais fáceis de serem abertos, e outros em que será preciso realizar um trabalho de médio ou longo prazo.</p> <p>“Tem outros setores que vão demorar um pouco mais e que talvez seja mais complexo. Muitas vezes a gente precisa, inclusive, criar o mercado em outro país. Nós vamos ter que chegar ao mercado chinês, por exemplo, para dizer ‘olha, existe uma rocha brasileira que tem tal característica e ela pode também servir ao seu mercado’”, explicou.</p> <h2>Brasil é procurado pelo mundo</h2> <p>Apesar das dificuldades, o presidente da Apex Brasil avalia que o país tem se destacado no mundo como um país “amigo, um fornecedor estável”.</p> <p>“Tanto é que nós tivemos US$ 77 bilhões de entrada de investimentos no ano passado. Fomos o quinto maior recebedor de investimentos do mundo. Os países em desenvolvimento tiveram um crescimento de 2% na atração de investimentos, o Brasil teve um crescimento de 22% na atração de investimentos e é o principal destino já dos investimentos chineses”, concluiu.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
Após o tarifaço adicional dos Estados Unidos (EUA) contra parte das exportações do Brasil, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou um plano de R$ 130 milhões, a ser lançado em agosto, para diversificar as vendas do Brasil no exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses. Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a ApexBrasil informou que o plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras. Notícias relacionadas:Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro.Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA.Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA.“A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, explicou, nesta sexta-feira (17), o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, em entrevista coletiva. O chefe da agência estatal disse que as prioridades são o mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas taxas de crescimento. Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA. “São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e também porque têm uma população que está crescendo a 7% ou 8%, com população jovem, e que demandam, inclusive, produtos que o Brasil tem”, disse. Tarifaço de Trump Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil. O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação, alegando que a medida tem motivação política e que Washington exigia abertura total de mercados sem contrapartida. As novas tarifas valem a partir do dia 22 de julho. Durante as negociações, a lista dos produtos isentos passou de 615 para 699, aumentando o valor isento das tarifas de US$ 20,6 bilhões para US$ 22,8 bilhões do total exportado, considerando os dados de 2025. O presidente da instituição para exportações brasileiras afirmou que houve, no primeiro semestre do ano, uma redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA, resultado das tarifas aplicadas anteriormente. “Mas tivemos um aumento de US$ 3,1 bilhões para a Europa, US$ 2,5 bilhões para a Índia, e US$ 10,5 bilhões para a China, só para citar alguns dos destinos mais importantes”, disse Laudemir Müller. As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram apontadas como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses. No primeiro semestre do ano, Brasil registrou redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA - Reuters/Jorge Silva/ Proibido reprodução Diversificação já começou O presidente da ApexBrasil ressaltou que esse trabalho de diversificação está em andamento desde as primeiras tarifas impostas pelos EUA, ainda em 2025. “Isso implica dizer que 72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações”, disse. Ainda segundo Müller, há mercados mais fáceis de serem abertos, e outros em que será preciso realizar um trabalho de médio ou longo prazo. “Tem outros setores que vão demorar um pouco mais e que talvez seja mais complexo. Muitas vezes a gente precisa, inclusive, criar o mercado em outro país. Nós vamos ter que chegar ao mercado chinês, por exemplo, para dizer ‘olha, existe uma rocha brasileira que tem tal característica e ela pode também servir ao seu mercado’”, explicou. Brasil é procurado pelo mundo Apesar das dificuldades, o presidente da Apex Brasil avalia que o país tem se destacado no mundo como um país “amigo, um fornecedor estável”. “Tanto é que nós tivemos US$ 77 bilhões de entrada de investimentos no ano passado. Fomos o quinto maior recebedor de investimentos do mundo. Os países em desenvolvimento tiveram um crescimento de 2% na atração de investimentos, o Brasil teve um crescimento de 22% na atração de investimentos e é o principal destino já dos investimentos chineses”, concluiu.
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