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Degradação da terra e clima extremo ameaçam nômades na Mongólia

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Sun, 23 Aug 2026 17:31:00 -0300
Degradação da terra e clima extremo ameaçam nômades na Mongólia

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/degradacao-da-terra-e-clima-extremo-ameacam-nomades-na-mongolia"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>O nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos, cresceu nas estepes da Mongólia sempre atento aos sinais da natureza e do céu. Quando o vento chega com intensidade do sul, é questão de tempo para a chuva chegar. Se o sol nasce com um anel de arco-íris ao redor, a previsão é de frio e neve intensos.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1700430&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1700430&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p><strong>Nas últimas décadas, esses sinais têm trazido cada vez mais preocupação e ansiedade. Episódios recentes de seca prejudicaram a vegetação e fizeram ovelhas, cabras, cavalos e bois sofrerem com o calor.</strong> Em 2010, um inverno extremo, conhecido como dzud, provocou a morte de 700 dos 1,3 mil animais que eles tinham. No dzud de 2020, a perda foi de 20% desse rebanho.</p> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=472480:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/HYXKrVEIiPUwte5lWJxXyBhiEqU=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/23/nas_estepes_da_mongolia_futuro_da_terra_depende_de_nomades_e_cientistas06.jpg?itok=kJO1VJdw" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. Nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil" title="Rafael Cardoso/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/HYXKrVEIiPUwte5lWJxXyBhiEqU=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/23/nas_estepes_da_mongolia_futuro_da_terra_depende_de_nomades_e_cientistas06.jpg?itok=kJO1VJdw" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. Nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil" title="Rafael Cardoso/Agência Brasil"></noscript> <!-- END scald=472480 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta">Nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos, vê sinais mais fortes da crise climática Foto: <strong>Rafael Cardoso/Agência Brasil</strong><!--END copyright=472480--></h6> </div></div> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/indigenas-cobram-participacao-nas-decisoes-da-cop-da-desertificacao">Indígenas cobram participação nas decisões da COP da Desertificação.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/cop17-comeca-na-mongolia-com-foco-em-seca-terra-e-financiamento">COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento.</a></li></ul>Batchuluun Maamun vive com a família em uma comunidade de pastores na zona de amortecimento do Parque Nacional de Hustai, que fica a cerca de 100 km a sudoeste da capital. A área permite moradia e uso do solo, mas possui um conjunto de regulamentações para não prejudicar o meio ambiente.</p> <p>Há 27 anos eles migraram para a região em busca de condições melhores, percorrendo mil quilômetros de distância desde o ponto anterior. Movimentos são parte essencial da vida nômade e são ditados pelas estações. Durante o verão, eles ficam no acampamento atual. No inverno, se mudam para uma cabana a cerca de 10 km de distância, para se abrigar melhor do frio.</p> <p><strong>A degradação das pastagens, o sobrepastoreio, a mineração, a redução das fontes de água e eventos climáticos extremos ameaçam uma forma de vida que depende diretamente da saúde dos ecossistemas.</strong></p> <p><strong>Cerca de 70% a 76% do território da Mongólia sofre com a desertificação e a degradação do solo, segundo a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Isso equivale a aproximadamente 36 milhões de hectares.</strong></p> <p>Batchuluun espera que as autoridades reunidas na capital Ulaanbaatar para a <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/cop17-comeca-na-mongolia-com-foco-em-seca-terra-e-financiamento">17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17)</a>  tragam soluções e esperança para os nômades e para a terra.</p> <blockquote> <p>“Achamos positivo que temas como seca e sobrepastoreio estejam sendo debatidos, pois são nossos maiores problemas. Queremos que cada um dos participantes compartilhe da ideia de respeitar a natureza e que isso seja ensinado para as futuras gerações desde os primeiros anos de vida”, diz. </p> </blockquote> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=472485:cheio_8colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/BEd6qsizZ1HJwx6UmlhxhPo-6mw=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/23/nas_estepes_da_mongolia_futuro_da_terra_depende_de_nomades_e_cientistas01.jpg?itok=zY6e9JSB" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil" title="Rafael Cardoso/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/BEd6qsizZ1HJwx6UmlhxhPo-6mw=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/23/nas_estepes_da_mongolia_futuro_da_terra_depende_de_nomades_e_cientistas01.jpg?itok=zY6e9JSB" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. 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Com o aumento dos rebanhos e outras pressões sobre o território, porém, a capacidade de suporte de algumas áreas começou a ser ultrapassada.</p> <p><strong>Segundo o balanço oficial do governo, a Mongólia possuía cerca de 58 milhões de animais de rebanho em 2025, crescimento de 0,8% em relação a 2024. </strong>Esse número já chegou a ser de 71 milhões antes do dzud de 2023, quando milhões morreram pelo frio.</p> <p>O número é bem superior ao total da população humana. A Mongólia tem um total de 3 milhões e 400 mil pessoas, sendo que 700 mil, ou 30%, são nômades ou seminômades. É o 18º maior país do mundo em termos territoriais, mas é o menos povoado de todos.</p> <p>A resposta encontrada pela família de Batchuluun e os vizinhos para lidar com a degradação do solo foi deixar determinadas áreas sem uso. Para permitir que a natureza se recuperasse, decidiram não voltar durante dois anos em um dos locais onde costumavam manter os animais.</p> <p>Quando retornaram, viram que a vegetação havia voltado a crescer.</p> <p><strong>Para reduzir a pressão sobre o território, muitos criadores passaram a buscar animais mais produtivos e a diversificar a renda, aproveitando melhor o leite, a carne, a lã e outros produtos.</strong></p> <p>“Antes, era como se as pessoas quisessem aumentar cada vez mais o número de animais. Agora há uma preocupação maior em aproveitar melhor cada um deles”, relata Maamun. </p> <h2>Continuidade dos jovens</h2> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=472481:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/MhGN-kS_IY47IYq-7HRPmAs8DQw=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/23/nas_estepes_da_mongolia_futuro_da_terra_depende_de_nomades_e_cientistas05.jpg?itok=NRZpJRtd" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. - Oyunchimeg Shuurai, 53 anos Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil" title="Rafael Cardoso/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/MhGN-kS_IY47IYq-7HRPmAs8DQw=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/23/nas_estepes_da_mongolia_futuro_da_terra_depende_de_nomades_e_cientistas05.jpg?itok=NRZpJRtd" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. - Oyunchimeg Shuurai, 53 anos Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil" title="Rafael Cardoso/Agência Brasil"></noscript> <!-- END scald=472481 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta"><!--copyright=472481--> <h6>Nômade Oyunchimeg Shuurai, 53 anos, defende uso equilibrado da terra Foto: <strong>Rafael Cardoso/Agência Brasil</strong></h6> <!--END copyright=472481--></div> </div></div> <p>Para a mulher de Batchuluun, Oyunchimeg Shuurai, de 53 anos, esse aprendizado é uma forma de deixar condições melhores para novas gerações.</p> <blockquote> <p>“Se continuássemos apenas fazendo o que sempre fizemos, sem aprender outras formas de viver e produzir, isso não seria bom para o futuro”, diz Oyunchimeg.</p> </blockquote> <p>O nomadismo também depende de jovens interessados em seguir esse modo de vida. Oyunchimeg e Batchuluun têm quatro filhos. Eles não pretendem obrigá-los a se tornarem pastores, mas gostariam que pelo menos um deles escolhesse continuar a tradição.</p> <p>“Não pode ser uma obrigação”, diz Maamun. “Mas eu ficaria feliz se algum deles quisesse”.</p> <p>O futuro do nomadismo, para o casal, depende justamente de encontrar equilíbrio entre conhecimentos tradicionais e novos.</p> <p>A família usa painéis solares para produzir eletricidade e conservar alimentos. No inverno, utiliza esterco seco de animais como combustível para aquecimento, em vez de depender exclusivamente de fontes fósseis.</p> <p>A tecnologia, porém, não mudou o princípio central que orienta sua relação com a estepe: proteger a natureza não significa manter a terra intocada, mas saber quando e como utilizá-la, sem retirar dela mais do que ela pode oferecer.</p> <blockquote> <p>“Quando a única preocupação passa a ser o lucro, a terra acaba sendo destruída”, afirma Oyunchimeg.</p> </blockquote> <p> </p> <p><em>*O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.</em></p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

O nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos, cresceu nas estepes da Mongólia sempre atento aos sinais da natureza e do céu. Quando o vento chega com intensidade do sul, é questão de tempo para a chuva chegar. Se o sol nasce com um anel de arco-íris ao redor, a previsão é de frio e neve intensos. Nas últimas décadas, esses sinais têm trazido cada vez mais preocupação e ansiedade. Episódios recentes de seca prejudicaram a vegetação e fizeram ovelhas, cabras, cavalos e bois sofrerem com o calor. Em 2010, um inverno extremo, conhecido como dzud, provocou a morte de 700 dos 1,3 mil animais que eles tinham. No dzud de 2020, a perda foi de 20% desse rebanho. Nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos, vê sinais mais fortes da crise climática Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil Notícias relacionadas:Indígenas cobram participação nas decisões da COP da Desertificação.COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento.Batchuluun Maamun vive com a família em uma comunidade de pastores na zona de amortecimento do Parque Nacional de Hustai, que fica a cerca de 100 km a sudoeste da capital. A área permite moradia e uso do solo, mas possui um conjunto de regulamentações para não prejudicar o meio ambiente. Há 27 anos eles migraram para a região em busca de condições melhores, percorrendo mil quilômetros de distância desde o ponto anterior. Movimentos são parte essencial da vida nômade e são ditados pelas estações. Durante o verão, eles ficam no acampamento atual. No inverno, se mudam para uma cabana a cerca de 10 km de distância, para se abrigar melhor do frio. A degradação das pastagens, o sobrepastoreio, a mineração, a redução das fontes de água e eventos climáticos extremos ameaçam uma forma de vida que depende diretamente da saúde dos ecossistemas. Cerca de 70% a 76% do território da Mongólia sofre com a desertificação e a degradação do solo, segundo a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Isso equivale a aproximadamente 36 milhões de hectares. Batchuluun espera que as autoridades reunidas na capital Ulaanbaatar para a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) tragam soluções e esperança para os nômades e para a terra. “Achamos positivo que temas como seca e sobrepastoreio estejam sendo debatidos, pois são nossos maiores problemas. Queremos que cada um dos participantes compartilhe da ideia de respeitar a natureza e que isso seja ensinado para as futuras gerações desde os primeiros anos de vida”, diz. Episódios recentes de seca prejudicaram a vegetação e fizeram ovelhas, cabras, cavalos e bois sofrerem com o calor. Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil A terra precisa descansar Durante muito tempo, as grandes extensões de pastagens foram utilizadas por nômades e outros criadores de gado sem limites formais bem definidos. Com o aumento dos rebanhos e outras pressões sobre o território, porém, a capacidade de suporte de algumas áreas começou a ser ultrapassada. Segundo o balanço oficial do governo, a Mongólia possuía cerca de 58 milhões de animais de rebanho em 2025, crescimento de 0,8% em relação a 2024. Esse número já chegou a ser de 71 milhões antes do dzud de 2023, quando milhões morreram pelo frio. O número é bem superior ao total da população humana. A Mongólia tem um total de 3 milhões e 400 mil pessoas, sendo que 700 mil, ou 30%, são nômades ou seminômades. É o 18º maior país do mundo em termos territoriais, mas é o menos povoado de todos. A resposta encontrada pela família de Batchuluun e os vizinhos para lidar com a degradação do solo foi deixar determinadas áreas sem uso. Para permitir que a natureza se recuperasse, decidiram não voltar durante dois anos em um dos locais onde costumavam manter os animais. Quando retornaram, viram que a vegetação havia voltado a crescer. Para reduzir a pressão sobre o território, muitos criadores passaram a buscar animais mais produtivos e a diversificar a renda, aproveitando melhor o leite, a carne, a lã e outros produtos. “Antes, era como se as pessoas quisessem aumentar cada vez mais o número de animais. Agora há uma preocupação maior em aproveitar melhor cada um deles”, relata Maamun. Continuidade dos jovens Nômade Oyunchimeg Shuurai, 53 anos, defende uso equilibrado da terra Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil Para a mulher de Batchuluun, Oyunchimeg Shuurai, de 53 anos, esse aprendizado é uma forma de deixar condições melhores para novas gerações. “Se continuássemos apenas fazendo o que sempre fizemos, sem aprender outras formas de viver e produzir, isso não seria bom para o futuro”, diz Oyunchimeg. O nomadismo também depende de jovens interessados em seguir esse modo de vida. Oyunchimeg e Batchuluun têm quatro filhos. Eles não pretendem obrigá-los a se tornarem pastores, mas gostariam que pelo menos um deles escolhesse continuar a tradição. “Não pode ser uma obrigação”, diz Maamun. “Mas eu ficaria feliz se algum deles quisesse”. O futuro do nomadismo, para o casal, depende justamente de encontrar equilíbrio entre conhecimentos tradicionais e novos. A família usa painéis solares para produzir eletricidade e conservar alimentos. No inverno, utiliza esterco seco de animais como combustível para aquecimento, em vez de depender exclusivamente de fontes fósseis. A tecnologia, porém, não mudou o princípio central que orienta sua relação com a estepe: proteger a natureza não significa manter a terra intocada, mas saber quando e como utilizá-la, sem retirar dela mais do que ela pode oferecer. “Quando a única preocupação passa a ser o lucro, a terra acaba sendo destruída”, afirma Oyunchimeg. *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

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