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Saúde inicia oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Tue, 20 Oct 2026 16:15:00 -0300
Saúde inicia oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/saude-inicia-oferta-de-novos-medicamentos-oncologicos-no-sus"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>O Ministério da Saúde começa a ofertar, a partir desta semana, nove novos medicamentos de alta tecnologia para tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). <strong>A inclusão é a maior já feita para o cuidado com o câncer</strong> e atenderá 100% da demanda por esses produtos. <img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1705957&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1705957&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Os novos nove medicamentos são indicados para 13 diferentes tratamentos de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas.  </p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/governo-monitora-saude-de-amazonenses-em-locais-afetados-por-queimadas">Governo monitora saúde de amazonenses em locais afetados por queimadas.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/entenda-o-linfoma-nao-hodgkin-cancer-que-causou-morte-de-netinho">Entenda o linfoma não Hodgkin, câncer que causou morte de Netinho.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/outubro-rosa-tratamento-termina-mas-medo-do-cancer-pode-permanecer">Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer.</a></li></ul><strong>A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, em todas as regiões do Brasil.</strong> A expectativa é expandir para todos os demais centros até o fim do ano. </p> <p>O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano. </p> <p>A previsão é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde. </p> <p>Segundo o ministério, para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, a pasta assumiu a compra e negociação direta de dez fármacos, articulou a realização de uma ata para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove e, para os outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS. </p> <p><strong>O impacto será de R$ 4 bilhões por ano.</strong> </p> <p>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse, em cerimônia no Hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista, que <strong>a ampliação e qualificação da rede de câncer em todo o país estão sendo feitas com o que há de mais moderno e avançado</strong> e representa uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo.  </p> <blockquote> <p>“Também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, disse durante cerimônia. </p> </blockquote> <p>De acordo com o Ministério da Saúde, os nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. <strong>Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida.</strong> </p> <p>Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte. </p> <p>As unidades de saúde que participam dessa etapa de implementação estão localizadas em 16 estados: São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe, e no Distrito Federal.  </p> <p><strong>Saiba quais são os novos medicamentos:</strong> </p> <ul> <li> trastuzumabe - câncer de estômago ou junção esofagogástrica; </li> <li> abemaciclibe - câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +); </li> <li> acetato de lanreotida - tumores neuroendócrinos; </li> <li> pazopanibe - câncer de rim de células claras metastático; </li> <li> rituximabe - leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso; </li> <li> abiraterona - câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático;  </li> <li> gefitinibe - câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha; </li> <li> TSH recombinante (alfatirotropina) - câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo; </li> <li> sunitinibe - câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe. </li> </ul> <h2>Outras inovações  </h2> <p>O ministro anunciou que SUS também fará o rastreamento de câncer de intestino, considerado essencial para o diagnóstico precoce da doença. <strong>Serão distribuídos 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal para todos os estados.</strong> </p> <p>O exame será utilizado para identificar, entre homens e mulheres assintomáticos, com 50 a 75 anos, quem precisará realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A precisão é de 92%. </p> <p><strong>“Nós estamos construindo o maior programa público de rastreamento do câncer de colo retal do mundo. Não existe país do mundo que vai fazer o que nós estamos fazendo”, destacou o ministro Alexandre Padilha.</strong> </p> <p>Também está em implementação no SUS o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste DNA-HPV. Como complemento, o ministério financiará a citologia reflexa em meio líquido, que utiliza a mesma coleta para avaliar amostras com sinais de alerta. O investimento anual será de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes. </p> <p>O Ministério da Saúde também passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias. </p> <p><strong>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou o compromisso para o próximo triênio do Proadi-SUS, que destinará R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos.</strong> </p> <p>O montante equivale a um terço de tudo o que foi investido nos últimos 17 anos do programa (R$ 11 bilhões). </p> <p>Padilha ressaltou que os hospitais parceiros do Proadi, como o Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Moinhos de Vento, A.C. Camargo e Hcor, desempenham um papel fundamental na saúde pública.  </p> <p>“Tanto na transferência de tecnologia, capacitação profissional e melhoria da gestão do SUS. Muitos desses hospitais filantrópicos, inclusive, operam hoje com mais leitos dedicados ao SUS do que aos seus próprios serviços particulares”, disse. </p> <p><strong>Padilha anunciou ainda a implantação dos Hospital Inteligente em parceria com o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), responsável pela gestão.</strong> </p> <p>O primeiro hospital 100% inteligente do SUS será implementado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).  </p> <p>“O projeto prevê UTIs com equipamentos ultra-conectados e inteligência artificial, que permitem o monitoramento remoto em tempo real, com o profissional podendo acessar o que acontece dentro da UTI de qualquer canto do hospital, da casa dele, ou em outro serviço”, explicou Padilha. </p> <p>“Além da modernização de laboratórios de anatomia patológica, serão reduzidos o tempo de entrega de laudos de biópsias de uma semana para apenas 48 horas por meio de telediagnóstico”, acrescentou. </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

O Ministério da Saúde começa a ofertar, a partir desta semana, nove novos medicamentos de alta tecnologia para tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão é a maior já feita para o cuidado com o câncer e atenderá 100% da demanda por esses produtos. Os novos nove medicamentos são indicados para 13 diferentes tratamentos de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas. Notícias relacionadas:Governo monitora saúde de amazonenses em locais afetados por queimadas.Entenda o linfoma não Hodgkin, câncer que causou morte de Netinho.Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer.A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, em todas as regiões do Brasil. A expectativa é expandir para todos os demais centros até o fim do ano. O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano. A previsão é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde. Segundo o ministério, para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, a pasta assumiu a compra e negociação direta de dez fármacos, articulou a realização de uma ata para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove e, para os outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS. O impacto será de R$ 4 bilhões por ano. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse, em cerimônia no Hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista, que a ampliação e qualificação da rede de câncer em todo o país estão sendo feitas com o que há de mais moderno e avançado e representa uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo. “Também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, disse durante cerimônia. De acordo com o Ministério da Saúde, os nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte. As unidades de saúde que participam dessa etapa de implementação estão localizadas em 16 estados: São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe, e no Distrito Federal. Saiba quais são os novos medicamentos: trastuzumabe - câncer de estômago ou junção esofagogástrica; abemaciclibe - câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +); acetato de lanreotida - tumores neuroendócrinos; pazopanibe - câncer de rim de células claras metastático; rituximabe - leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso; abiraterona - câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático; gefitinibe - câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha; TSH recombinante (alfatirotropina) - câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo; sunitinibe - câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe. Outras inovações O ministro anunciou que SUS também fará o rastreamento de câncer de intestino, considerado essencial para o diagnóstico precoce da doença. Serão distribuídos 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal para todos os estados. O exame será utilizado para identificar, entre homens e mulheres assintomáticos, com 50 a 75 anos, quem precisará realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A precisão é de 92%. “Nós estamos construindo o maior programa público de rastreamento do câncer de colo retal do mundo. Não existe país do mundo que vai fazer o que nós estamos fazendo”, destacou o ministro Alexandre Padilha. Também está em implementação no SUS o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste DNA-HPV. Como complemento, o ministério financiará a citologia reflexa em meio líquido, que utiliza a mesma coleta para avaliar amostras com sinais de alerta. O investimento anual será de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes. O Ministério da Saúde também passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou o compromisso para o próximo triênio do Proadi-SUS, que destinará R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos. O montante equivale a um terço de tudo o que foi investido nos últimos 17 anos do programa (R$ 11 bilhões). Padilha ressaltou que os hospitais parceiros do Proadi, como o Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Moinhos de Vento, A.C. Camargo e Hcor, desempenham um papel fundamental na saúde pública. “Tanto na transferência de tecnologia, capacitação profissional e melhoria da gestão do SUS. Muitos desses hospitais filantrópicos, inclusive, operam hoje com mais leitos dedicados ao SUS do que aos seus próprios serviços particulares”, disse. Padilha anunciou ainda a implantação dos Hospital Inteligente em parceria com o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), responsável pela gestão. O primeiro hospital 100% inteligente do SUS será implementado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “O projeto prevê UTIs com equipamentos ultra-conectados e inteligência artificial, que permitem o monitoramento remoto em tempo real, com o profissional podendo acessar o que acontece dentro da UTI de qualquer canto do hospital, da casa dele, ou em outro serviço”, explicou Padilha. “Além da modernização de laboratórios de anatomia patológica, serão reduzidos o tempo de entrega de laudos de biópsias de uma semana para apenas 48 horas por meio de telediagnóstico”, acrescentou.

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