“Nunca vai ser o suficiente”, diz Gagliasso de filmes sobre a ditadura
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/nunca-vai-ser-o-suficiente-diz-gagliasso-de-filmes-sobre-ditadura"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>O ator Bruno Gagliasso considera que o Brasil deveria fazer mais filmes sobre a ditadura militar (1964-1985). <strong>Ele interpretou Honestino Guimarães no documentário-híbrido sobre o líder estudantil preso e assassinado em 1973, <em>Honestino</em>, de Aurélio Michiles. </strong>O longa estreia em 18 cidades brasileiras nesta quinta (13). <img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1699610&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1699610&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>“Nunca vai ser o suficiente. Eu acho que quem fala isso (que o Brasil produz muito sobre ditadura) não vê o nosso cinema. A gente faz de tudo. Esse período é (também) a nossa história”, afirmou após pergunta da Agência Brasil em coletiva de imprensa em Brasília (DF).</p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=471725:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/uj92Gmg9kI9xTpgeZr1c6gjYto8=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/13/img_3496.jpg?itok=Yu-0yIWc" alt="Equipe do filme "Honestino", direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. Foto: João Pedro Carvalho" title="João Pedro Carvalho"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/uj92Gmg9kI9xTpgeZr1c6gjYto8=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/13/img_3496.jpg?itok=Yu-0yIWc" alt="Equipe do filme "Honestino", direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. Foto: João Pedro Carvalho" title="João Pedro Carvalho"></noscript> <!-- END scald=471725 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta"><!--copyright=471725-->Equipe do filme <em>Honestino</em>, direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. <strong>Foto -</strong> <strong>João Pedro Carvalho</strong><!--END copyright=471725--></div> </div></div> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/festa-literaria-de-niteroi-celebra-intelectual-lelia-gonzalez">Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/radio-mec-transmite-concerto-da-filarmonica-de-mg-em-homenagem-verdi">Rádio MEC transmite concerto da Filarmônica de MG em homenagem a Verdi.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/cerimonia-em-sao-paulo-revela-vencedores-do-3o-premio-jabuti-academico">Cerimônia em São Paulo revela vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico.</a></li></ul>Gagliasso disse que ficou satisfeito pelo convite em participar do longa porque Honestino deveria ser mais conhecido por todas as gerações.</p> <blockquote> <p>“O Honestino está dentro de todo mundo que luta por justiça, igualdade e democracia. Eu, como ator e ser humano, entrei de cabeça e de peito aberto por isso”, afirmou. </p> </blockquote> <p>Produtor do filme, Nilson Rodrigues compara o Brasil a outros países que passaram por regimes ditatoriais na América do Sul e fizeram mais obras sobre o tema.</p> <blockquote> <p>“Nós fizemos muito pouco. Se nós fizemos cerca de 30 filmes de ficção sobre a ditadura no Brasil, a Argentina fez mais de 100”.</p> </blockquote> <p>O ator disse que se emocionou ao ouvir de familiares de Honestino que estava parecido com o estudante de geologia da Universidade de Brasília (UnB). Honestino, que desapareceu com 26 anos de idade, defendia o ensino público e gratuito e foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).</p> <h2>Em busca de rastros</h2> <div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=471721:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/uAy73rA5-hNw9dVyLFDQI7mDpmo=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/13/_mg_0031.jpg?itok=dMl0jqC2" alt="Equipe do filme "Honestino", direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. Foto: João Pedro Carvalho" title="João Pedro Carvalho"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/uAy73rA5-hNw9dVyLFDQI7mDpmo=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/13/_mg_0031.jpg?itok=dMl0jqC2" alt="Equipe do filme "Honestino", direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. 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Michiles explicou, no entanto, que recorreu a um filme produzido sobre a invasão de agentes da ditadura à UnB em 1968, a última antes do AI-5. </p> <p>“É um registro primoroso, feito por um aluno, (hoje cineasta) Hermano Penna, que é uma pérola, um registro que mostra exatamente como se comportava a repressão naquela época, espancando alunos e professores”, afirmou o diretor. </p> <h2>Composição</h2> <p><strong>Como tinha menos imagens do que queria para o documentário, Aurélio optou por produzir um filme híbrido, cujas cenas fossem produzidas com auxílio de atores. </strong></p> <p>Gagliasso aceitou imediatamente o convite. “Conhecer a nossa história é de fato fazer algo pelo mundo. É não deixar ser apagada. Eu não conhecia a história e é uma vergonha. Eu quero que meus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães”, disse o ator.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
O ator Bruno Gagliasso considera que o Brasil deveria fazer mais filmes sobre a ditadura militar (1964-1985). Ele interpretou Honestino Guimarães no documentário-híbrido sobre o líder estudantil preso e assassinado em 1973, Honestino, de Aurélio Michiles. O longa estreia em 18 cidades brasileiras nesta quinta (13). “Nunca vai ser o suficiente. Eu acho que quem fala isso (que o Brasil produz muito sobre ditadura) não vê o nosso cinema. A gente faz de tudo. Esse período é (também) a nossa história”, afirmou após pergunta da Agência Brasil em coletiva de imprensa em Brasília (DF). Equipe do filme Honestino, direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. Foto - João Pedro Carvalho Notícias relacionadas:Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez.Rádio MEC transmite concerto da Filarmônica de MG em homenagem a Verdi.Cerimônia em São Paulo revela vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico.Gagliasso disse que ficou satisfeito pelo convite em participar do longa porque Honestino deveria ser mais conhecido por todas as gerações. “O Honestino está dentro de todo mundo que luta por justiça, igualdade e democracia. Eu, como ator e ser humano, entrei de cabeça e de peito aberto por isso”, afirmou. Produtor do filme, Nilson Rodrigues compara o Brasil a outros países que passaram por regimes ditatoriais na América do Sul e fizeram mais obras sobre o tema. “Nós fizemos muito pouco. Se nós fizemos cerca de 30 filmes de ficção sobre a ditadura no Brasil, a Argentina fez mais de 100”. O ator disse que se emocionou ao ouvir de familiares de Honestino que estava parecido com o estudante de geologia da Universidade de Brasília (UnB). Honestino, que desapareceu com 26 anos de idade, defendia o ensino público e gratuito e foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em busca de rastros Aurélio Michiles conta sobre a dificuldade de ter imagens da época - João Pedro Carvalho Também na coletiva de imprensa, o diretor Aurélio Michiles explicou que há dificuldades em documentar histórias como a de Honestino porque as lideranças estudantis da época pediam que nada fosse fotografado ou filmado em assembleias e protestos para resguardar a segurança dos participantes dos atos. “Os arquivos desse período são raros para que a repressão não recorresse a imagens e chegasse aos manifestantes”, diz. Michiles explicou, no entanto, que recorreu a um filme produzido sobre a invasão de agentes da ditadura à UnB em 1968, a última antes do AI-5. “É um registro primoroso, feito por um aluno, (hoje cineasta) Hermano Penna, que é uma pérola, um registro que mostra exatamente como se comportava a repressão naquela época, espancando alunos e professores”, afirmou o diretor. Composição Como tinha menos imagens do que queria para o documentário, Aurélio optou por produzir um filme híbrido, cujas cenas fossem produzidas com auxílio de atores. Gagliasso aceitou imediatamente o convite. “Conhecer a nossa história é de fato fazer algo pelo mundo. É não deixar ser apagada. Eu não conhecia a história e é uma vergonha. Eu quero que meus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães”, disse o ator.
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