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Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Fri, 30 Oct 2026 18:57:00 -0300
Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/familia-denuncia-agressao-marielle-em-grupo-de-whatsapp-da-puc-rio"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>A filha de Marielle Franco, Luyara Franco, denunciou nas redes sociais uma ofensa à vereadora carioca assassinada em 2018. <strong>Segundo a postagem, foram feitos comentários racistas contra Marielle em um grupo de WhatsApp com integrantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). </strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707344&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707344&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>"Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar. Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio", afirmou Luyara, em <a href="https://www.instagram.com/p/DfIHNIpPh8t/">postagem compartilhada</a> com o Instituto Marielle Franco. </p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/bolsonaristas-ofendem-memoria-de-marielle-franco-em-ato-no-rio">Bolsonaristas ofendem memória de Marielle Franco em ato no Rio.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-08/caso-marielle-justica-amplia-penas-de-ronnie-lessa-e-elcio-queiroz">Caso Marielle: Justiça amplia penas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz.</a></li></ul>Segundo Luyara, uma pessoa teria usado o termo "macaca" e questionado como Marielle teria pagado a própria faculdade. Marielle foi aluna da PUC-Rio, onde cursou sociologia. </p> <blockquote> <p>"A gente está falando de uma mulher negra, que ocupou a universidade, que construiu sua trajetória com muito trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade. Uma mulher que teve sua vida interrompida pela violência política e que mesmo depois de ser assassinada, continua sendo alvo de racismo", diz Luyara.  </p> </blockquote> <p>"Isso não é brincadeira, não é opinião, não é liberdade de expressão. Racismo é crime", acrescenta. </p> <p>O crime de racismo está previsto na Constituição Federal. Trata-se de crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não caduca, com pena de reclusão e multa. </p> <p><strong>Em nota, a PUC-Rio diz que recebeu denúncias pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias e que foi aberta investigação interna para apurar o ocorrido e adotar todas as medidas administrativas e legais cabíveis.</strong></p> <p>“A PUC-Rio rechaça veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial”, e acrescenta: “Como universidade confessional e comunitária, a PUC-Rio emitiu uma nota de repúdio, divulgada a toda a comunidade universitária, reafirmando seu compromisso com a promoção de uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco”, diz a universidade.</p> <h2>Ofensa em ato </h2> <p><strong>Recentemente, Marielle foi alvo de outra ofensa, no último dia 13, em ato perto da PUC-Rio, por apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).</strong> </p> <p>Em vídeos que circularam nas redes sociais, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/bolsonaristas-ofendem-memoria-de-marielle-franco-em-ato-no-rio">bolsonaristas ironizaram o assassinato</a> de Marielle Franco. Um dos manifestantes falou em um carro de som: "Marielle está com papai do céu", e acrescentou, "ou no colo do capeta".   </p> <p>O caso ganhou repercussão. Também na ocasião, nas redes sociais, Luyara Franco, e a irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), publicaram vídeos defendendo a vereadora. </p> <h2>Assassinato de Marielle</h2> <p>O crime ocorreu em março de 2018.<strong> O carro da vereadora Marielle Franco foi alvejado quando ela saia de ato no centro do Rio. Ela e o motorista Anderson Gomes foram assassinados. </strong></p> <p>Assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2024-10/ronnie-e-elcio-sao-condenados-por-assassinar-marielle-e-anderson">Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz</a> foram condenados em 2024.  </p> <p>Também <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/stf-mantem-condenacoes-dos-cinco-acusados-pela-morte-de-marielle">foram condenados pelo crime</a>:  </p> <ul> <li>Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro,</li> <li>Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, </li> <li>Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, </li> <li>Ronald de Paula, major da Polícia Militar e</li> <li>Robson Calixto, ex-policial militar.</li> </ul> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

A filha de Marielle Franco, Luyara Franco, denunciou nas redes sociais uma ofensa à vereadora carioca assassinada em 2018. Segundo a postagem, foram feitos comentários racistas contra Marielle em um grupo de WhatsApp com integrantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). "Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar. Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio", afirmou Luyara, em postagem compartilhada com o Instituto Marielle Franco. Notícias relacionadas:Bolsonaristas ofendem memória de Marielle Franco em ato no Rio.Caso Marielle: Justiça amplia penas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz.Segundo Luyara, uma pessoa teria usado o termo "macaca" e questionado como Marielle teria pagado a própria faculdade. Marielle foi aluna da PUC-Rio, onde cursou sociologia. "A gente está falando de uma mulher negra, que ocupou a universidade, que construiu sua trajetória com muito trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade. Uma mulher que teve sua vida interrompida pela violência política e que mesmo depois de ser assassinada, continua sendo alvo de racismo", diz Luyara. "Isso não é brincadeira, não é opinião, não é liberdade de expressão. Racismo é crime", acrescenta. O crime de racismo está previsto na Constituição Federal. Trata-se de crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não caduca, com pena de reclusão e multa. Em nota, a PUC-Rio diz que recebeu denúncias pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias e que foi aberta investigação interna para apurar o ocorrido e adotar todas as medidas administrativas e legais cabíveis. “A PUC-Rio rechaça veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial”, e acrescenta: “Como universidade confessional e comunitária, a PUC-Rio emitiu uma nota de repúdio, divulgada a toda a comunidade universitária, reafirmando seu compromisso com a promoção de uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco”, diz a universidade. Ofensa em ato Recentemente, Marielle foi alvo de outra ofensa, no último dia 13, em ato perto da PUC-Rio, por apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeos que circularam nas redes sociais, bolsonaristas ironizaram o assassinato de Marielle Franco. Um dos manifestantes falou em um carro de som: "Marielle está com papai do céu", e acrescentou, "ou no colo do capeta". O caso ganhou repercussão. Também na ocasião, nas redes sociais, Luyara Franco, e a irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), publicaram vídeos defendendo a vereadora. Assassinato de Marielle O crime ocorreu em março de 2018. O carro da vereadora Marielle Franco foi alvejado quando ela saia de ato no centro do Rio. Ela e o motorista Anderson Gomes foram assassinados. Assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados em 2024. Também foram condenados pelo crime: Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald de Paula, major da Polícia Militar e Robson Calixto, ex-policial militar.

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