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Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Sat, 17 Oct 2026 10:19:00 -0300
Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-10/estudantes-desenvolvem-plataformas-para-combater-desinformacao"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>É muito fácil criar qualquer tipo de conteúdo com inteligência artificial (IA). Qualquer pessoa pode, com alguns cliques, criar imagens, textos e vídeos. Tudo isso pode servir para informar ou mesmo para criar conteúdos falsos, que divulgam mentiras.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1705636&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1705636&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a <a href="http://https://pensebemma.lovable.app/" target="_blank">ferramenta Pense Bem</a>. </p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-10/docentes-usam-inteligencia-artificial-para-inovar-e-engajar-alunos">Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/rn-vai-abrigar-supercomputador-brasileiro-de-inteligencia-artificial">RN vai abrigar supercomputador brasileiro de Inteligência Artificial.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-09/ia-e-videos-falsos-superam-fake-news-como-maior-ameaca-democracia">IA e vídeos falsos superam fake news como maior ameaça à democracia.</a></li></ul><strong>O projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional de inovação organizada pelo Nave a Vela, solução de educação tecnológica da Arco Educação.</strong> Como prêmio, as estudantes ganharam uma imersão tecnológica na agência de pesquisa espacial dos Estados Unidos, a Nasa.</p> <p>“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.</p> <p><strong>A <a href="http://https://pensebemma.lovable.app/" target="_blank">plataforma</a> já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.</strong>  </p> <p>“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado. </p> <p>Entre as perguntas estão:</p> <ul> <li> Este conteúdo envolve nudez, material íntimo ou sexual de alguém menor de 18 anos - ou de qualquer pessoa sem consentimento?</li> <li> Foi gerado ou editado por IA?</li> <li> Há pessoas reais reconhecíveis?</li> <li> Elas deram consentimento?</li> <li> Mostra os fatos como realmente aconteceram?</li> </ul> <p>A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população. </p> <blockquote> <p>"A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz. </p> </blockquote> <p>A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-05/desinformacao-e-principal-risco-global-para-2025-e-anos-subsequentes" target="_blank">chegou a classificar a desinformação</a> como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo. </p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=477052:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/Fr9Bb4aen5G6GIKsgh8rkwgQHoM=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/10/16/dscf6441.jpg_0.jpeg?itok=NnlTCqsZ" alt="Recife (PE), 16/10/2026 - Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação. Foto: Renan Braz/Divulgação" title="Renan Braz/Divulgação"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/Fr9Bb4aen5G6GIKsgh8rkwgQHoM=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/10/16/dscf6441.jpg_0.jpeg?itok=NnlTCqsZ" alt="Recife (PE), 16/10/2026 - Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação. Foto: Renan Braz/Divulgação" title="Renan Braz/Divulgação"></noscript> <!-- END scald=477052 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <h6 class="meta"><!--copyright=477052-->Estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho - Foto: <strong>Renan Braz/Divulgação</strong><!--END copyright=477052--></h6> </div></div> <h2>Democracia </h2> <p>As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.</p> <p><strong>“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação.</strong> E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.</p> <p>Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.</p> <p>“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.</p> <p><strong>Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.</strong></p> <blockquote> <p>“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”. </p> </blockquote> <p>“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.</p> <p>A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que <strong>a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma</strong> e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.</p> <p>“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.</p> <p>“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.</p> <h2>Desdobramentos </h2> <p>O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento. </p> <p>Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a <a href="http://https://fatoouboato.com/" target="_blank">plataforma Fato ou Boato</a>, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.</p> <p><strong>As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa</strong> e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica. </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

É muito fácil criar qualquer tipo de conteúdo com inteligência artificial (IA). Qualquer pessoa pode, com alguns cliques, criar imagens, textos e vídeos. Tudo isso pode servir para informar ou mesmo para criar conteúdos falsos, que divulgam mentiras. Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem. Notícias relacionadas:Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos.RN vai abrigar supercomputador brasileiro de Inteligência Artificial.IA e vídeos falsos superam fake news como maior ameaça à democracia.O projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional de inovação organizada pelo Nave a Vela, solução de educação tecnológica da Arco Educação. Como prêmio, as estudantes ganharam uma imersão tecnológica na agência de pesquisa espacial dos Estados Unidos, a Nasa. “No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem. A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente. “Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado. Entre as perguntas estão: Este conteúdo envolve nudez, material íntimo ou sexual de alguém menor de 18 anos - ou de qualquer pessoa sem consentimento? Foi gerado ou editado por IA? Há pessoas reais reconhecíveis? Elas deram consentimento? Mostra os fatos como realmente aconteceram? A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população. "A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo. Estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho - Foto: Renan Braz/Divulgação Democracia As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho. “Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz. Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família. “Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse. Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet. “A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”. “A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende. A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais. “A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse. “Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante. Desdobramentos O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento. Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade. As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica.

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