Curated News Summary

Grande Muralha Verde restaura 1,66 milhão de hectares na África

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Sat, 08 Aug 2026 14:52:00 -0300
Grande Muralha Verde restaura 1,66 milhão de hectares na África

Why This Matters

Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/grande-muralha-verde-restaura-166-milhao-de-hectares"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>Cerca de 1,66 milhão de hectares estão em processo de restauração no Sahel, região africana entre o deserto do Saara e a savana do Sudão. O resultado representa a principal conquista da iniciativa Acelerador da Grande Muralha Verde, que completou cinco anos e teve relatório apresentado nesta semana pela <strong><a href="https://www.unccd.int/resources/reports/five-years-great-green-wall-accelerator-journey-restoration-resilience-and" target="_blank">Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação</a> (UNCCD).</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1699150&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1699150&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p><strong>Outros números em destaque do balanço incluem 24 milhões de toneladas de CO₂ equivalente sequestradas ou mitigadas, 4,6 milhões de empregos criados e 46 milhões de pessoas diretamente impactadas.</strong></p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-06/Seguran%C3%A7a-alimentar-ser%C3%A1-prioridade-na-C%C3%BApula-Brasil-Caribe">Segurança alimentar será prioridade na Cúpula Brasil-Caribe.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-05/brasil-apresenta-modelo-de-seguranca-alimentar-paises-africanos">Brasil apresenta modelo de segurança alimentar a países africanos.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-04/tres-em-dez-entregadores-de-comida-enfrentam-inseguranca-alimentar">Três em cada 10 entregadores de comida enfrentam insegurança alimentar.</a></li></ul>Segundo a UNCCD, o esforço envolve um conjunto de paisagens restauradas, áreas agrícolas, sistemas de água e comunidades. O objetivo é combinar recuperação de terras com segurança alimentar, geração de oportunidades econômicas, acesso à energia limpa e aumento da resiliência diante da mudança do clima e da seca.</p> <p><strong>A Grande Muralha Verde foi criada em 2007 pela União Africana e pela UNCCD e reúne atualmente 11 países fundadores, em uma área de 156 milhões de hectares, do oeste do Senegal ao Chifre da África</strong>. Já o "Acelerador" foi criado em 2021 para melhorar a coordenação da iniciativa, acompanhar os recursos financeiros e ajudar os países a medir os resultados das ações de restauração. </p> <h2>Resultados parciais</h2> <p>Apesar dos avanços, o próprio relatório alerta que ainda há limitações importantes no acompanhamento dos resultados. <strong>O Observatório da Grande Muralha Verde monitora mais de 389 projetos, porém menos de 90 apresentam atualmente dados de acordo com os indicadores harmonizados adotados pela iniciativa.</strong></p> <p>A UNCCD considera os resultados, portanto, iniciais. Além dos 1,66 milhão de hectares em restauração, os <strong>dados disponíveis apontam a criação de 4,6 milhões de empregos, contra uma meta de 10 milhões até 2030, e a produção de 2.315 <em>megawatts</em>-hora de energia limpa</strong>. A entidade ressalta que processos de restauração de terras podem levar anos ou décadas para produzir resultados completos e que o levantamento da totalidade dos projetos ainda está em andamento.</p> <p>Para tentar superar a fragmentação das informações, foi criado em 2024, em Ouagadougou, Burkina Faso, o Observatório da Grande Muralha Verde. A plataforma reúne informações sobre projetos, financiamento, resultados e dados geoespaciais. Segundo a UNCCD, o sistema já foi endossado por dez dos 11 países fundadores.</p> <p>Também foram criadas coalizões nacionais em nove dos 11 países, reunindo ministérios, sociedade civil, universidades, setor privado e meios de comunicação. A intenção é melhorar a coordenação das ações e transformar os compromissos financeiros em resultados verificáveis nos territórios.</p> <h2>Desafio do financiamento</h2> <p><strong>O Acelerador foi lançado após a Cúpula One Planet, em 2021, quando parceiros técnicos e financeiros anunciaram mais de US$ 19 bilhões em compromissos para a Grande Muralha Verde. </strong>A iniciativa passou a funcionar como uma estrutura para coordenar os esforços, acompanhar os recursos e fortalecer a capacidade dos países de demonstrar os resultados obtidos.</p> <p>O relatório, porém, aponta que a distância entre compromissos e resultados continua sendo um desafio. Além da falta de dados completos, a UNCCD cita dificuldades de coordenação entre diferentes atores e o tempo necessário para que os recursos financeiros se transformem em ações no território.</p> <p><strong>A próxima etapa deve dar maior peso à comunicação, a mecanismos financeiros inovadores e à gestão transfronteiriça de terras e águas. Entre as possibilidades mencionadas estão títulos verdes, créditos de carbono e mecanismos de financiamento combinado.</strong></p> <p>A experiência também busca ampliar a dimensão social da restauração. O relatório destaca iniciativas de geração de renda para mulheres, capacitação de jovens e fortalecimento de empreendimentos locais. Em um dos exemplos citados pela UNCCD, mulheres do Mali receberam equipamentos e treinamento e ampliaram uma cooperativa de processamento de produtos agrícolas. No Chade, mulheres foram capacitadas para instalar e reparar painéis solares, transformando o acesso à energia em fonte de renda.</p> <h2>COP17</h2> <p>Seca, degradação da terra e restauração dos solos serão temas centrais na 17ª Conferência das Partes (COP17) sobre Desertificação, que acontece entre os dias 17 e 28 de agosto em Ulaanbatar, capital da Mongólia. A <strong>Agência Brasil </strong>acompanhará o evento diretamente do país asiático, em parceria com a UNCCD.</p> <p> </p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

Cerca de 1,66 milhão de hectares estão em processo de restauração no Sahel, região africana entre o deserto do Saara e a savana do Sudão. O resultado representa a principal conquista da iniciativa Acelerador da Grande Muralha Verde, que completou cinco anos e teve relatório apresentado nesta semana pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Outros números em destaque do balanço incluem 24 milhões de toneladas de CO₂ equivalente sequestradas ou mitigadas, 4,6 milhões de empregos criados e 46 milhões de pessoas diretamente impactadas. Notícias relacionadas:Segurança alimentar será prioridade na Cúpula Brasil-Caribe.Brasil apresenta modelo de segurança alimentar a países africanos.Três em cada 10 entregadores de comida enfrentam insegurança alimentar.Segundo a UNCCD, o esforço envolve um conjunto de paisagens restauradas, áreas agrícolas, sistemas de água e comunidades. O objetivo é combinar recuperação de terras com segurança alimentar, geração de oportunidades econômicas, acesso à energia limpa e aumento da resiliência diante da mudança do clima e da seca. A Grande Muralha Verde foi criada em 2007 pela União Africana e pela UNCCD e reúne atualmente 11 países fundadores, em uma área de 156 milhões de hectares, do oeste do Senegal ao Chifre da África. Já o "Acelerador" foi criado em 2021 para melhorar a coordenação da iniciativa, acompanhar os recursos financeiros e ajudar os países a medir os resultados das ações de restauração. Resultados parciais Apesar dos avanços, o próprio relatório alerta que ainda há limitações importantes no acompanhamento dos resultados. O Observatório da Grande Muralha Verde monitora mais de 389 projetos, porém menos de 90 apresentam atualmente dados de acordo com os indicadores harmonizados adotados pela iniciativa. A UNCCD considera os resultados, portanto, iniciais. Além dos 1,66 milhão de hectares em restauração, os dados disponíveis apontam a criação de 4,6 milhões de empregos, contra uma meta de 10 milhões até 2030, e a produção de 2.315 megawatts-hora de energia limpa. A entidade ressalta que processos de restauração de terras podem levar anos ou décadas para produzir resultados completos e que o levantamento da totalidade dos projetos ainda está em andamento. Para tentar superar a fragmentação das informações, foi criado em 2024, em Ouagadougou, Burkina Faso, o Observatório da Grande Muralha Verde. A plataforma reúne informações sobre projetos, financiamento, resultados e dados geoespaciais. Segundo a UNCCD, o sistema já foi endossado por dez dos 11 países fundadores. Também foram criadas coalizões nacionais em nove dos 11 países, reunindo ministérios, sociedade civil, universidades, setor privado e meios de comunicação. A intenção é melhorar a coordenação das ações e transformar os compromissos financeiros em resultados verificáveis nos territórios. Desafio do financiamento O Acelerador foi lançado após a Cúpula One Planet, em 2021, quando parceiros técnicos e financeiros anunciaram mais de US$ 19 bilhões em compromissos para a Grande Muralha Verde. A iniciativa passou a funcionar como uma estrutura para coordenar os esforços, acompanhar os recursos e fortalecer a capacidade dos países de demonstrar os resultados obtidos. O relatório, porém, aponta que a distância entre compromissos e resultados continua sendo um desafio. Além da falta de dados completos, a UNCCD cita dificuldades de coordenação entre diferentes atores e o tempo necessário para que os recursos financeiros se transformem em ações no território. A próxima etapa deve dar maior peso à comunicação, a mecanismos financeiros inovadores e à gestão transfronteiriça de terras e águas. Entre as possibilidades mencionadas estão títulos verdes, créditos de carbono e mecanismos de financiamento combinado. A experiência também busca ampliar a dimensão social da restauração. O relatório destaca iniciativas de geração de renda para mulheres, capacitação de jovens e fortalecimento de empreendimentos locais. Em um dos exemplos citados pela UNCCD, mulheres do Mali receberam equipamentos e treinamento e ampliaram uma cooperativa de processamento de produtos agrícolas. No Chade, mulheres foram capacitadas para instalar e reparar painéis solares, transformando o acesso à energia em fonte de renda. COP17 Seca, degradação da terra e restauração dos solos serão temas centrais na 17ª Conferência das Partes (COP17) sobre Desertificação, que acontece entre os dias 17 e 28 de agosto em Ulaanbatar, capital da Mongólia. A Agência Brasil acompanhará o evento diretamente do país asiático, em parceria com a UNCCD.

Read the full story on agenciabrasil.ebc.com.br →

Curation & Context

This page summarizes a public news report from agenciabrasil.ebc.com.br. Global News Hub provides the "Why This Matters" takeaway using editorial insights and AI curation to give readers rapid, high-value context before they click through to read the full article.