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Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Mon, 27 Jul 2026 19:03:00 -0300
Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/infeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-falta-de-recursos-ameaca-avancos"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids).<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1697747&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1697747&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p>No entanto, a organização alerta que <strong>este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento</strong>.  </p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/pesquisa-aponta-lacuna-entre-conhecimento-e-uso-de-prep-contra-o-hiv">Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIV.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/sus-adquire-tecnologia-para-produzir-principal-rem%C3%A9dio-contra-o-hiv">SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/onu-4-milhoes-de-pessoas-podem-morrer-de-aids-ate-2030">ONU: 4 milhões de pessoas podem morrer de aids até 2030.</a></li></ul>Em todo o mundo foram registradas 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil.</p> <p>Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento.</p> <p>O relatório foi divulgado antes da abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, maior evento global sobre a doença, que começou nesta segunda-feira (27) no Rio de Janeiro. Esta é a primeira edição da conferência no Brasil.</p> <h2>Fim da pandemia de aids</h2> <p>A diretora-executiva da Unaids Winnie Byanyima ressaltou que <strong>o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável</strong>, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses. </p> <blockquote> <p>“Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles”, enfatizou. </p> </blockquote> <p><strong>A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030</strong>. O compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas. </p> <p> </p> <div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image"><div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=470082:cheio_8colunas --> <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/4WQWoGVtMgNIrvjKryVVG9S6Rms=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/27/img_20260727_154759.jpg?itok=fyds2FHI" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2026 – A diretora-executiva do UNAIDS e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"> <noscript><img src="https://imagens.ebc.com.br/4WQWoGVtMgNIrvjKryVVG9S6Rms=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/27/img_20260727_154759.jpg?itok=fyds2FHI" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2026 – A diretora-executiva do UNAIDS e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"></noscript> <!-- END scald=470082 --></div><div class="dnd-caption-wrapper"> <div class="meta">A diretora-executiva do Unaids e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - <strong>Fernando Frazão/Agência Brasil</strong><!--END copyright=470082--></div> </div></div> <p>“Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais”, ressalvou Winnie. </p> <blockquote> <p>“A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções, e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids”, complementou a diretora-geral da Unaids.</p> </blockquote> <p>O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. </p> <p><strong>Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o <em>Overseas Development Assistance </em>(ODA) caíram 23% em 2025</strong>, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.</p> <p>Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.</p> <h2>Estigmatização</h2> <p>Outro aspecto destacado pela Unaids é o recrudescimento da discriminacão contra pessoas LGBTI+ e populações vulneráveis, como trabalhadores sexuais e usuários de entorpecentes. <strong>Pela primeira vez, a criminalização de pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo aumentou em 2025 ao invés de diminuir, chegando a 66 países</strong>. </p> <p>A organização também identificou 14 países que criminalizam pessoas trans, além de 168 países onde diferentes aspectos do trabalho sexual são proibidos, e 152 que punem a posse de pequenas quantidades de drogas. </p> <blockquote> <p>“Quando as pessoas temem a prisão, a violência, a discriminação, o estigma, elas evitam os serviços de saúde. O HIV se espalha quando direitos são negados. Os direitos humanos não estão separados da resposta ao HIV, eles são a resposta ao HIV” destacou a diretora-executiva da Unaids. </p> </blockquote> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento. Notícias relacionadas:Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIV.SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV.ONU: 4 milhões de pessoas podem morrer de aids até 2030.Em todo o mundo foram registradas 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil. Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento. O relatório foi divulgado antes da abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, maior evento global sobre a doença, que começou nesta segunda-feira (27) no Rio de Janeiro. Esta é a primeira edição da conferência no Brasil. Fim da pandemia de aids A diretora-executiva da Unaids Winnie Byanyima ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses. “Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles”, enfatizou. A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030. O compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas. A diretora-executiva do Unaids e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - Fernando Frazão/Agência Brasil “Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais”, ressalvou Winnie. “A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções, e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids”, complementou a diretora-geral da Unaids. O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA) caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia. Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças. Estigmatização Outro aspecto destacado pela Unaids é o recrudescimento da discriminacão contra pessoas LGBTI+ e populações vulneráveis, como trabalhadores sexuais e usuários de entorpecentes. Pela primeira vez, a criminalização de pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo aumentou em 2025 ao invés de diminuir, chegando a 66 países. A organização também identificou 14 países que criminalizam pessoas trans, além de 168 países onde diferentes aspectos do trabalho sexual são proibidos, e 152 que punem a posse de pequenas quantidades de drogas. “Quando as pessoas temem a prisão, a violência, a discriminação, o estigma, elas evitam os serviços de saúde. O HIV se espalha quando direitos são negados. Os direitos humanos não estão separados da resposta ao HIV, eles são a resposta ao HIV” destacou a diretora-executiva da Unaids.

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