CNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este ano
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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/cni-mantem-projecao-de-alta-de-2-do-pib-para-este-ano"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p>A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) brasileiro para este ano. A estimativa consta no Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado nesta quarta-feira (22). <img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1697248&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1697248&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p><strong>A entidade prevê que a economia deve continuar avançando em ritmo moderado, impulsionada principalmente pela indústria extrativa, pelo agronegócio e pela resiliência do setor de serviços.</strong></p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/fmi-eleva-projecao-para-pib-do-brasil-mas-preve-desaceleracao-em-2027">FMI eleva projeção para PIB do Brasil, mas prevê desaceleração em 2027.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/banco-central-preve-crescimento-de-16-para-o-pib-em-2026">Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/cni-pede-negociacao-para-evita-tarifas-dos-eua">CNI pede negociação para evitar tarifas dos EUA.</a></li></ul>Apesar do cenário positivo para alguns segmentos, a confederação alerta que juros elevados, inflação persistente, custos de produção mais altos e o aumento das importações devem limitar uma recuperação mais robusta da atividade econômica.</p> <p>Em nota, o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, destacou que o crescimento continuará sustentado pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda. Segundo ele, a <strong>política monetária restritiva e as fragilidades fiscais permanecem como entraves para uma expansão mais acelerada</strong>.</p> <h2>Inflação</h2> <p>A CNI também revisou para cima a projeção da inflação para este ano. A expectativa é de que alimentos, combustíveis e a inflação de serviços mantenham pressão sobre os preços ao consumidor.</p> <p><strong>O cenário fiscal também preocupa a entidade.</strong> Embora a arrecadação federal deva crescer, o aumento das despesas públicas deve manter as contas do governo no vermelho, elevando o endividamento do país.</p> <p><strong>Indicadores:</strong></p> <ul> <li> PIB: 2%;</li> <li> IPCA: de 4,4% para 5%;</li> <li> Receita líquida federal: 5,8% acima da inflação;</li> <li> Despesas federais: 4,5% acima da inflação;</li> <li> Déficit primário em 2026: R$ 55,3 bilhões;</li> <li> Dívida pública: 82% do PIB.</li> </ul> <h2>Indústria</h2> <p><strong>A CNI revisou para cima a expectativa de crescimento da indústria este ano</strong>, impulsionada principalmente pela atividade extrativa, beneficiada pelo aumento da produção de petróleo e menos afetada pelos juros elevados.</p> <p>Na indústria de transformação, apesar da melhora na projeção, o setor continua pressionado pelo avanço das importações, pelos juros altos e pelo aumento dos custos decorrentes da guerra no Oriente Médio. Apenas sete dos 24 segmentos industriais apresentam crescimento, segundo a entidade.</p> <p>A construção civil deve ganhar impulso com medidas governamentais voltadas ao crédito habitacional e aos investimentos em infraestrutura.</p> <p><strong>Projeções:</strong></p> <ul> <li> PIB industrial: de 1,6% para 2,1%;</li> <li> Indústria extrativa: de 7,8% para 9,1%;</li> <li> Indústria de transformação: de 0,3% para 0,6%;</li> <li> Construção civil: de 1,3% para 1,5%.</li> </ul> <h2>Agro</h2> <p>A expectativa de uma nova safra recorde, especialmente de soja, aliada ao crescimento da produção animal, levou a CNI a elevar pela segunda vez consecutiva a projeção para a agropecuária.</p> <p>Mesmo diante do aumento dos custos de insumos provocado pelo conflito no Oriente Médio, o setor deve apresentar desempenho superior ao previsto anteriormente.</p> <p><strong>Projeções do agro e serviços:</strong></p> <ul> <li> Agropecuária: de 1,1% para 1,8%;</li> <li> Serviços: de 2,1% para 1,9%.</li> </ul> <p>O setor de serviços continua sendo sustentado pelo mercado de trabalho, pelas vendas do varejo e pelos segmentos de informação e comunicação. No entanto, o <strong>aumento da inadimplência das famílias, o maior endividamento e os juros elevados reduziram a expectativa de crescimento</strong>.</p> <h2>Juros</h2> <p>Diante da inflação persistente e da piora do cenário fiscal, a <strong>CNI reduziu a expectativa de queda da taxa básica de juros</strong>.</p> <p>Agora, a previsão é de apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026.</p> <p><strong>Projeção para a Selic:</strong></p> <ul> <li> Taxa atual: 14,25% ao ano;</li> <li> Fim de 2026: de 12,75% para 13,75% ao ano;</li> <li> Juros reais (acima da inflação) estimados: 9,2%</li> <li> Juro neutro (que não afeta o PIB) estimado: 5%</li> </ul> <p>Segundo a entidade, caso as projeções se confirmem, a política monetária permanecerá em nível bastante restritivo durante todo o próximo ano.</p> <h2>Cenário externo</h2> <p>No ambiente internacional, a <strong>guerra no Oriente Médio continua sendo apontada como o principal fator de risco para a economia brasileira</strong>. O conflito elevou os custos de combustíveis, energia e fertilizantes, embora a CNI avalie que essa pressão possa diminuir ao longo do ano diante do aumento esperado da oferta mundial de petróleo.</p> <p>Outro ponto de atenção é o avanço das importações de bens de consumo, que ocorre em meio à desaceleração da indústria nacional.</p> <p><strong>Comércio exterior:</strong></p> <ul> <li> Importações de bens de consumo: 16% no primeiro semestre;</li> <li> Importações totais: US$ 306 bilhões (5,2%);</li> <li> Exportações: US$ 383,9 bilhões (9,5%);</li> <li> Superávit da balança comercial: US$ 77,9 bilhões (30,4%).</li> </ul> <p>A entidade ressalta, porém, que esse cenário poderá ser alterado caso avancem as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fator que pode afetar o desempenho das exportações ao longo de 2026.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) brasileiro para este ano. A estimativa consta no Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado nesta quarta-feira (22). A entidade prevê que a economia deve continuar avançando em ritmo moderado, impulsionada principalmente pela indústria extrativa, pelo agronegócio e pela resiliência do setor de serviços. Notícias relacionadas:FMI eleva projeção para PIB do Brasil, mas prevê desaceleração em 2027.Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026.CNI pede negociação para evitar tarifas dos EUA.Apesar do cenário positivo para alguns segmentos, a confederação alerta que juros elevados, inflação persistente, custos de produção mais altos e o aumento das importações devem limitar uma recuperação mais robusta da atividade econômica. Em nota, o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, destacou que o crescimento continuará sustentado pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda. Segundo ele, a política monetária restritiva e as fragilidades fiscais permanecem como entraves para uma expansão mais acelerada. Inflação A CNI também revisou para cima a projeção da inflação para este ano. A expectativa é de que alimentos, combustíveis e a inflação de serviços mantenham pressão sobre os preços ao consumidor. O cenário fiscal também preocupa a entidade. Embora a arrecadação federal deva crescer, o aumento das despesas públicas deve manter as contas do governo no vermelho, elevando o endividamento do país. Indicadores: PIB: 2%; IPCA: de 4,4% para 5%; Receita líquida federal: 5,8% acima da inflação; Despesas federais: 4,5% acima da inflação; Déficit primário em 2026: R$ 55,3 bilhões; Dívida pública: 82% do PIB. Indústria A CNI revisou para cima a expectativa de crescimento da indústria este ano, impulsionada principalmente pela atividade extrativa, beneficiada pelo aumento da produção de petróleo e menos afetada pelos juros elevados. Na indústria de transformação, apesar da melhora na projeção, o setor continua pressionado pelo avanço das importações, pelos juros altos e pelo aumento dos custos decorrentes da guerra no Oriente Médio. Apenas sete dos 24 segmentos industriais apresentam crescimento, segundo a entidade. A construção civil deve ganhar impulso com medidas governamentais voltadas ao crédito habitacional e aos investimentos em infraestrutura. Projeções: PIB industrial: de 1,6% para 2,1%; Indústria extrativa: de 7,8% para 9,1%; Indústria de transformação: de 0,3% para 0,6%; Construção civil: de 1,3% para 1,5%. Agro A expectativa de uma nova safra recorde, especialmente de soja, aliada ao crescimento da produção animal, levou a CNI a elevar pela segunda vez consecutiva a projeção para a agropecuária. Mesmo diante do aumento dos custos de insumos provocado pelo conflito no Oriente Médio, o setor deve apresentar desempenho superior ao previsto anteriormente. Projeções do agro e serviços: Agropecuária: de 1,1% para 1,8%; Serviços: de 2,1% para 1,9%. O setor de serviços continua sendo sustentado pelo mercado de trabalho, pelas vendas do varejo e pelos segmentos de informação e comunicação. No entanto, o aumento da inadimplência das famílias, o maior endividamento e os juros elevados reduziram a expectativa de crescimento. Juros Diante da inflação persistente e da piora do cenário fiscal, a CNI reduziu a expectativa de queda da taxa básica de juros. Agora, a previsão é de apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026. Projeção para a Selic: Taxa atual: 14,25% ao ano; Fim de 2026: de 12,75% para 13,75% ao ano; Juros reais (acima da inflação) estimados: 9,2% Juro neutro (que não afeta o PIB) estimado: 5% Segundo a entidade, caso as projeções se confirmem, a política monetária permanecerá em nível bastante restritivo durante todo o próximo ano. Cenário externo No ambiente internacional, a guerra no Oriente Médio continua sendo apontada como o principal fator de risco para a economia brasileira. O conflito elevou os custos de combustíveis, energia e fertilizantes, embora a CNI avalie que essa pressão possa diminuir ao longo do ano diante do aumento esperado da oferta mundial de petróleo. Outro ponto de atenção é o avanço das importações de bens de consumo, que ocorre em meio à desaceleração da indústria nacional. Comércio exterior: Importações de bens de consumo: 16% no primeiro semestre; Importações totais: US$ 306 bilhões (5,2%); Exportações: US$ 383,9 bilhões (9,5%); Superávit da balança comercial: US$ 77,9 bilhões (30,4%). A entidade ressalta, porém, que esse cenário poderá ser alterado caso avancem as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fator que pode afetar o desempenho das exportações ao longo de 2026.
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