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Brasil tem maior juro real do mundo, seguido por Turquia e Argentina

Source: agenciabrasil.ebc.com.br Published Fri, 06 Nov 2026 16:51:00 -0300
Brasil tem maior juro real do mundo, seguido por Turquia e Argentina

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Key context: <p><p style="text-align:center;"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/brasil-tem-maior-juro-real-do-mundo-seguido-por-turquia-e-argentina"> <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px;"> </a></p><strong>O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27%</strong> do <a href="https://moneyou.com.br/wp-content/uploads/2026/11/rankingdejurosreais041126.pdf">ranking da consultoria de mercado Moneyou</a> publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação em cada país.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1707958&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1707958&o=rss" style="width:1px; height:1px; display:inline;" /></p> <p><strong>O Brasil lidera o ranking de 40 países analisados, acima de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia. </strong></p> <p><h3>Notícias relacionadas:</h3><ul><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/durigan-diz-que-e-preciso-dar-condicoes-para-queda-dos-juros">Durigan diz que é preciso dar condições para a queda dos juros.</a></li><li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/bc-surpreende-e-mantem-juros-basicos-em-1375-ao-ano">Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano.</a></li></ul>Confira os 10 primeiros colocados: </p> <ul> <li>Brasil (9,05%)</li> <li>Turquia (7,77%),</li> <li>Argentina (6,80%),</li> <li>Rússia (6,57%),</li> <li>Colômbia (4,05%),</li> <li>Indonésia (3,67%),</li> <li>México (3,26%),</li> <li>África do Sul (2,93%),</li> <li>Hungria (2,04%) e</li> <li>Chile (1,69%).</li> </ul> <p>No último levantamento <a href="http://content/uploads/2026/09/rankingdejurosreais160926.pdf">publicado em setembro</a>, o Brasil já estava com o juro real mais elevado do ranking, mas em um nível menor, de 8,45%. </p> <p><strong>Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/bc-surpreende-e-mantem-juros-basicos-em-1375-ao-ano">interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda</a></strong> na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo os juros em 13,75% ao ano.</p> <p>Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.</p> <p>A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%.</p> <p><strong>A atual taxa de juros é alvo de críticas de especialistas e da indústria.</strong> A Confederação Nacional da Indústria afirma que a manutenção dos juros pelo Copom é “injustificável” e custa caro para empresas e famílias.</p> <p>“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.</p> <p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target="_blank">&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</a></p> <h2>Dívida pública</h2> <p><strong>Os juros elevados são a principal causa do aumento da dívida pública, segundo dados do Banco Central. </strong>Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro.</p> <p>Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/economistas-criticam-usar-corte-de-gastos-para-conter-divida-publica">agentes do mercado financeiro tem cobrado</a> por um corte de gastos como forma de estabilizar a dívida pública, que saiu de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026.</p> <p>Por outro lado, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/economista-de-plano-real-acusa-bc-de-causar-rombo-fiscal-juros">economistas críticos à política monetária do BC</a> destacam que, como são os juros altos os maiores responsáveis pelo aumento da dívida, deve-se buscar uma política alternativa que contribua para a redução dos juros.</p> This development from agenciabrasil.ebc.com.br highlights ongoing changes in the sector.

O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação em cada país. O Brasil lidera o ranking de 40 países analisados, acima de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia. Notícias relacionadas:Durigan diz que é preciso dar condições para a queda dos juros.Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano.Confira os 10 primeiros colocados: Brasil (9,05%) Turquia (7,77%), Argentina (6,80%), Rússia (6,57%), Colômbia (4,05%), Indonésia (3,67%), México (3,26%), África do Sul (2,93%), Hungria (2,04%) e Chile (1,69%). No último levantamento publicado em setembro, o Brasil já estava com o juro real mais elevado do ranking, mas em um nível menor, de 8,45%. Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo os juros em 13,75% ao ano. Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões. A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%. A atual taxa de juros é alvo de críticas de especialistas e da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirma que a manutenção dos juros pelo Copom é “injustificável” e custa caro para empresas e famílias. “É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Dívida pública Os juros elevados são a principal causa do aumento da dívida pública, segundo dados do Banco Central. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro. Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agentes do mercado financeiro tem cobrado por um corte de gastos como forma de estabilizar a dívida pública, que saiu de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026. Por outro lado, economistas críticos à política monetária do BC destacam que, como são os juros altos os maiores responsáveis pelo aumento da dívida, deve-se buscar uma política alternativa que contribua para a redução dos juros.

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